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17 junho 2008

"Reflexões do Poeta - Camões, uma voz crítica"


Lembram-se deste título? Era o de uma das nossas edições sobre Os Lusíadas (Janeiro e Fevereiro). Espero que a prova tenha corrido bem. Sem surpresas, saiu Camões.
Enquanto não chega a correcção (consulta aqui o sítio do GAVE ), relembro alguns dos conteúdos desse dia. Há mais, lá para trás.


Camões - em Os Lusíadas, como Fernando Pessoa, em Mensagem, apresentam uma visão sacrificial da heroicidade: para ser grande, para vencer as limitações do "fraco humano" é necessário lutar, esforçar-se, enfrentar os medos, ousar, apesar de sermos "bicho da terra tão pequeno".

Deixo, em destaque, mais dois dos textos realizados pelos colegas.

RESPOSTA AO VELHO DO RESTELO

Ó sábio senhor, tudo o que dizeis terá o seu fundo de verdade. Porém, não terão valido a pena os perigos que enfrentámos, para todo o conhecimento e glória alcançados até hoje?
Meu venerando senhor ... A busca da sabedoria e de novos mundos é uma causa nobre. Foram o sonho e a coragem de concretizá-lo que moveram o Homem ao longo dos séculos e continuarão a guiá-lo pelos tempos vindouros. Foi com esses valores que se conseguiram grandes feitos e é graças a eles que há hoje civilização. Se, aliás, estes não existissem, não estaríamos agora a ter esta discussão, pois nem a própria língua existiria.Como todos sabemos a morte é a única certeza que temos, logo por que não fazer com que a vida tenha algum sentido? Porquê ficar parado à espera que a morte venha? Tudo o que temos hoje, todos os grandes feitos ao longo da História devem-se a homens com um espírito sonhador, curioso e corajoso, e de aventura e de luta pela busca de novos mundos e novas artes e engenho. Porque a História fez-se com riscos, que podemos dizer hoje que valeram a pena, assim como o mesmo dirão, dos que enfrentaremos, as gerações vindouras.

Inês, André e Carlos 12ºH
21 Fevereiro, 2008 16:11


As estrofes 96,97,98 e 99 do canto VIII estão incluídas no plano do poeta. Estas estrofes têm uma forte intenção crítica e fazem referência ao poder do dinheiro na vida das pessoas. O poeta diz que o dinheiro transforma os indivíduos ("Quanto no rico, assi como no pobre, /Pode o vil interesse e sede immiga/Do dinheiro, que a tudo nos obriga."estrofe 96 verso 6-8), que desde a antiguidade já se traía pelo dinheiro (" A Polidoro mata o Rei Treício, /Só por ficar senhor do grão tesouro; /Entra, pelo fortissimo edifício," estrofe 97 v. 1-3), faz esquecer o amor à pátria e aos amigos (" Faz tradores e falsos os amigos;(...) /E entrega capitães aos inimigos;" estrofe 98 v. 2 e 4), muda a justiça ("...este faz e desfaz leis;" estrofe 99 v. 2).
Este tema encontra-se actual, pois nos dias de hoje tudo se faz pelo dinheiro: na justiça o dinheiro paga as cauções, serve para fazer subornos, colocando os interesses pessoais acima de tudo e todos. O dinheiro apesar de ser necessário à sobrevivência também cria corrupção e muda as pessoas maioritariamente pela negativa.

Diogo Jorge

Diogo Bessa

IvoRodrigo

12ºB, 30 Janeiro, 2008 20:45

15 junho 2008

"Sair do sofá"

Hoje em dia pode fazer-se quase tudo, senão mesmo tudo, sem se sair da casa, desde encomendar comida, a pagar os impostos, passando pelas encomendas por catálogo, tanto de roupa como de outros bens. Isto vai influenciar o estilo de vida doméstico das pessoas pois, se há menos necessidade de tratar de certos assuntos na rua, o tempo que se passa em casa aumenta e passa a haver uma maior preocupação com os espaços interiores, de modo a tornar o tempo que se passa em casa mais agradável. O avanço da tecnologia é um factor extremamente relevante nesta tendência. Mas não é só este tipo de avanços e modernizações que influencia este estilo de vida. As televisões, os computadores, as consolas, os telemóveis, não passam de entretenimento fácil e acessível à distância dum dedo. Tornámo-nos autênticos sedentários, sendo o único tipo de exercício que fazemos o de ir à casa de banho.

É importante lembrar que o ser humano é um animal feito para socializar, conviver e viver em grupo. Não nos podemos esquecer que existe vida para além das quatro paredes que nos rodeiam, mesmo que essas tenham sido estilizadas por algum designer famoso. Não digo que devemos descurar o ambiente privado, afinal, uma pessoa deve sentir-se bem na sua casa, mas não faz mal nenhum sair desse sofá extremamente confortável para ir apanhar ar numa cadeira (não menos confortável) duma esplanada com um ou dois amigos ou simplesmente dar uma volta bem acompanhado.


Ana Catarina12ºH
13 Junho, 2008 01:12

Diálogo Intercultural

Diálogo intercultural: necessidade ou miragem?

Actualmente, poucos são aqueles que não sabem, pelo menos, duas línguas, nomeadamente a sua língua materna e inglês e muitos procuram alargar os seus horizontes, aprendendo francês, espanhol, mandarim, etc. Tudo isto porque, cada vez mais, a mobilidade é maior e nos vamos dando conta da importância do diálogo intercultural, da ligação entre culturas.

O diálogo intercultural permite relações de cooperação e de interajuda. A sua ausência tem ou pode ter prejuízos devastadores. Repare-se no caso recente de Myanmar, que, sendo um estado ditatorial, não permitiu a ajuda de outros países e milhares de pessoas, em consequência de um sismo e de cheias, ficaram desalojadas ou morreram.

Além disso, o diálogo intercultural abre as fronteiras ao desenvolvimento e enriquecimento social e, consequentemente, ao desenvolvimento económico. Exemplo disso é o programa Erasmus ou o mais recente Tratado de Bolonha, que incutem novas formas de pensar e permitem aos jovens , desde cedo, a mobilidade e a criação de relações com outras culturas, aliando a formação académica à formação pessoal. Estas relações trarão benefícios, de um ponto de vista mais alargado, aos países de origem, pois as bagagens culturais destes jovens primarão pela versatilidade e permitirão novas ideias e conquistas.
O diálogo intercultural é essencial e inevitável, pois são tantas as tecnologias que promovem o diálogo - telemóvel, televisão, internet... - que, mais cedo ou mais tarde, nos tornaremos mesmo numa aldeia global. Assim, o lema de hoje em dia é abrir, alargar, cooperar e conquistar: abrir portas ao mundo, alargar horizontes/fronteiras, cooperar com os vizinhos e conquistar novos sucessos!
Lisa Moura, 12º H
15 Junho, 2008 13:42

08 junho 2008

Privacidade v/s Liberdade

Big Brother is Watching You


O tema da privacidade versus liberdade foi sempre uma questão polémica. Já em 1948, quando saiu o famoso livro 1984 da autoria de George Orwell, se sentia a preocupação com a violação do direito à privacidade. Hoje em dia é um tema bastante retratado em filmes, livros, músicas… Um excerto da música Privacidade dos Xutos e Pontapés diz: “Quem não deve, não teme/ Abre-me o teu coração/ Em liberdade, fala verdade/ Eu sou o teu Grande Irmão/ Sei onde tu estás/ Sei sempre onde tu estás/ O que sentiste/ O que tu fazes/ O que pensarás/ Quem vive, quem morre/ Quem come, e quem passa fome/ Passa tudo pela minha mão/ Agradece ao Grande Irmão.”

Por um lado todos temos o direito de fazermos o que queremos à porta fechada, desde coçar o rabo a ter conversas que em público não teríamos por pudor, vergonha, ou qualquer outra razão. Por outro, temos o medo, o receio do desconhecido e do que nos possa afectar negativamente: baixar filmes ilegais da internet, assaltos no escuro, construção de bombas caseiras e qualquer outra coisa que possa pôr em risco a segurança ou a integridade pública.
Será que chegámos ao ponto de sermos observados onde quer que estejamos (tudo em nome da segurança!)? Percebo por que é que existem câmaras de segurança nas lojas, nos bancos e nos supermercados, mas essas, em princípio, não estão a violar a privacidade de ninguém uma vez que têm como objectivo controlar roubos e outros delitos e estão dispostas em locais-chave, como as caixas. Nunca em provadores ou casas de banho.
As discussões que creio serem as mais recentes sobre este assunto são acerca da colocação de câmaras de vigilância nas escolas. Entendo que haja escolas que têm problemas de tal forma graves que seja necessário recorrer a esses tipos de vigilância, mas será absolutamente necessário chegar a tanto? Por que é que isso acontece? São escolas em zonas más? Os professores têm medo dos alunos? Por que não aumentar o número de polícias da escola segura pelo recinto? Não há dinheiro? Mas para sistemas de vigilância já há? O essencial é não invadirmos o espaço privado de segundos e terceiros.

Desde que todos saibamos respeitar a liberdade, o espaço e as opiniões dos outros, não há qualquer necessidade de vigilância e violação de privacidade. [...]


Liberdade acima de tudo!

Ana Catarina, 12º H
04 Junho, 2008 22:03


Nota: Imagens obtidas em: [jumento.blogdrive.com] , [blogs.sapo.pt] e [updateordie.com]

06 junho 2008

Pensar o ambiente - um desafio

AVISO
Esta é uma forma
- porventura demasiado contundente -
de nos fazer pensar.
Vê o vídeo.
Julga por ti!

Santa Cruz, Abril 2008

Vale a pena parares para respirar! Ganha inspiração (literalmente...)

INSPIRA (-TE) neste vídeo!

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O físico, os portugueses e Cristiano Ronaldo

"Os portugueses têm desde há uns dias um motivo para esquecer a crise. Chama-se Euro 2008, Campeonato Europeu de Futebol, e tem vindo a ocupar progressivamente o espaço mediático que antes era preenchido com a subida dos preços do petróleo e a crise económica a ela associada. No outro dia liguei a televisão e estava a transmitir o autocarro da selecção, visto de um helicóptero. Mudei de canal e estava a dar o mesmo autocarro, mas filmado agora de um outro helicóptero. Se ganharmos, como é o desejo geral, não quero imaginar o choque de helicópteros em disputa para filmar o autocarro no regresso.

Os desejos não são realidades. É pouco provável que ganhemos os jogos todos até à final e mais improvável ainda que ganhemos a final. Apesar de o seleccionador ser o mesmo do quarto lugar num Mundial e do segundo lugar num Europeu muitos jogadores são diferentes e as circunstâncias são também diferentes. Mas estou convencido de que vamos ganhar com este Euro na Suíça e na Áustria de qualquer maneira. Se ganharmos a final, vai ser, a avaliar pela enorme euforia que já hoje reina, um completo desatino. Havemos de vir em hordas para a rua em longas caravanas automóveis a berrar e buzinar, por mais elevado que esteja na altura o preço do combustível. Esqueceremos por completo a crise. Mas qual crise? Haverá alguma crise? Veremos deputados e ministros bem mais sorridentes do que temos visto. Por outro lado, se não ganharmos, também ganhamos. Ganharemos de qualquer modo, pois não teremos distracções no confronto com a crise que nos assola, sendo mais fácil tornar-nos um país competitivo noutras áreas e não apenas no futebol. Não vou torcer para que a equipa perca, mas esta hipótese não me parece má de todo.

Não estou a ser um velho do Restelo. Por uma razão muito simples: um campeonato europeu de futebol não é propriamente a descoberta do caminho marítimo para a Índia. Nem sequer é o caminho para sair da crise. Ficarei feliz se ganharmos os jogos até à final e também esta. Mas há desafios bem mais importantes para nós. Somos bons com os pés, mas não o somos suficientemente com a cabeça. Porque é que não fazemos o mesmo esforço para entrar no “top ten” da educação que fazemos no futebol? Entrar no “top ten” dos “rankings” PISA, isso sim, é que seria uma proeza que nos poderia orgulhar, a nós que estamos em literacia científica num modesto 27º lugar entre os países da OCDE. Porque é que a Galp, a TMN e a Sagres não investem aí os seus chorudos patrocínios? Porque é que só somos bons a pensar com os pés?"
Prof. Dr. Carlos Fiolhais (Físico. Universidade de Coimbra)
Ver mais sobre os mais diversos temas no blog
[Sobre a Natureza das Coisas]
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Baltasar e Blimunda

Cartaz do filme "Perhaps Love", em [URL: home.wangjianshuo.com/archives/2005]

“Memorial do Convento” - Baltasar e Blimunda -

A relação entre Baltasar e Blimunda é uma lição de vida. Ele é maneta, perdeu uma mão na guerra. Ela tem poderes sobrenaturais, vê o interior das pessoas. Fazem parte do povo, do mais baixo nível da sociedade, são alvos de injustiça, não têm bens materiais de valor, vivem as mais variadas dificuldades ... mas tudo isto é suportado por algo que hoje em dia parece estar em vias de extinção: o amor.

Mas falo de amor verdadeiro, não é daquele amor que algumas amigas dizem sentir umas pelas outras,uma semana depois de se conhecerem, ou daquelas pessoas que têm relações por interesse, como acontece também em “Memorial do Convento” entre D. João V e D. Maria Ana.
Falo do amor que tem a capacidade de unir duas pessoas numa só, capaz de fazer ultrapassar os mais variados obstáculos, capaz de dar força nos momentos mais críticos...isto sim, é amor verdadeiro! E é isso que acontece neste romance: só mediante um amor puro e verdadeiro é que este casal pôde enfrentar as adversidades que enfrentou, sempre unido, e mesmo quando a morte ameaçava ser o destino irreversível para Baltasar, Blimunda retirou-lhe a vontade, salvando-o: "Então Blimunda disse, Vem. desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."

E é com base nesta história que faço um apelo à sociedade de hoje em dia e que sirva de exemplo. O dinheiro, o poder, os bens materiais...tudo isso é secundário e não vale de nada se não existir amor. O amor é a essência da vida! Amem-se uns aos outros, sejam unidos, lutem em conjunto, partilhem felicidade e tristeza. (...) E lembrem-se, nem todo o dinheiro do Mundo chega para comprar amor!

Assinado: Carlos Gonçalves 12º H nº4
05 Junho, 2008 20:23
José Saramago afirmou, há anos, numa entrevista: "Escrevo para compreender". O desafio que vos lancei não foi menor: o de "ler para compreender". O quê?
Compreender-se a si próprio, compreender os outros, compreender o mundo. Descobrir emoções e pensamentos novos. Olhar, de maneiras novas, temas de sempre. Neste momento de balanço das nossas leituras deste ano, continuam a chegar textos que vale a pena partilhar. Envia o teu texto!
@@@@

05 junho 2008

Temas para pensar e escrever



Trago para aqui a edição já anteriormente disponibilizada com alguns endereços electrónicos com informação actualizada e fiável sobre os temas escolhidos pelas turmas, para reflexão e escrita:
  • ambiente e temas associados - energias renováveis; energia nuclear...
  • direitos humanos e voluntariado
  • protecção de dados; segurança e privacidade dos cidadãos

Aproveitem bem os textos/as informações; encontrarão desde leis a artigos de opinião. Todos os sítios são portugueses, à excepção de um, em Português do Brasil (crítica ao filme Uma Verdade Inconveniente).


Ambiente

http://www.energiasrenovaveis.com/

Glossário sobre energias renováveis
http://www.energiasrenovaveis.com/Glossario.asp?ID_area=19&tipo_area=Null

Definição dos tipos de energias renováveis: "física e química para quem se lembrou hoje que o teste é amanhã!" (fabuloso título!)
http://web.educom.pt/fq/energia/renovaveis.htm

Relatório sobre ambiente - Portugal, 2006 : dados, gráficos, conclusões
http://www.iambiente.pt/portal/page

Várias artigos/opiniões, num blog do Prof.Dr. Carlos Fiolhais e colaboradores
http://dererummundi.blogspot.com/search/label/

Livros sobre Ciência
http://www.cienciaviva.pt/diga/

Livros sobre energias renováveis
http://www.energiasrenovaveis.com/html/canais/biblioteca.htm

"Blog" - opiniões sobre energias renováveis
http://opiniao.energiasrenovaveis.com/

Muitos artigos, entrevistas... sobre ambiente
http://www.youngreporters.org/article.php3?id_article=1466

Crítica ao filme Uma Verdade
http://www.cineplayers.com/critica.php?id=846

Direitos Humanos e Voluntariado



A mais completa lista de textos nacionais e internacionais sobre Direitos Humanos http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/universais.html

Lista de ligações úteis sobre o tema (organizações, conceitos) http://www.fd.uc.pt/hrc/enciclopedia/links.htm

ONU - maior organização intrenacional ligada aos direitos humanos

http://www.un.org/english/

Voluntariado Jovem em Portugal http://www.voluntariadojovem.pt/Projectos/Projectos_pesquisa.asp

Portal europeu da Juventude - Voluntariado europeu http://europa.eu/youth/volunteering

Bolsa de Voluntariado http://www.bolsadovoluntariado.pt/home_voluntario.html

Instituto Português da Juventude

http://juventude.gov.pt/Portal/IPJ/OQueFazemos/Protocolos/Voluntariado/


Privacidade, Direitos do Cidadão, Protecção de Dados


Comissão Nacional de Protecção de Dados

http://www.cnpd.pt/bin/faq/faqcidadao.htm

Lei de protecção dados pessoais
http://www.apdt.org/guia/L/Ldados/lei6798.htm

Novo Cartão do Cidadão (inclui Vídeo de divulgação)
http://www.cartaodecidadao.pt/

Videovigilância nas escolas
http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?TemaID=NPL0134&id_versao=16156
http://www.escola.gov.pt/projectos_v_descricao.asp

http://dn.sapo.pt/2005/09/14/nacional/pedidos_videovigilancia_duplicam_por.html

O percurso é:

Consultar os sítios. Retirar informação pertinente. Elaborar uma rede semântica necessária ao tratamento do tema. Ponderar a posição a defender. Fazer um plano, por tópicos. Escrever, garantindo: Introdução, desenvolvimento e conclusão (sem pôr estas palavras, claro; deve perceber-se que é conclusão; estar lá escrito que o é, não muda nada).

Boas Leituras!

Excelentes escritas!

01 junho 2008

Opiniões sobre a peça "Felizmente há Luar"

Luís de Sttau Monteiro foi um homem inteligente. Esta peça retrata o que aconteceu em 1817, numa época em que não era nascido, e serve de crítica ao poder, daquela altura, mas não só!

A obra foi escrita em 1961, durante o regime de Salazar, o ditador. Nessa altura, o povo vivia oprimido, sem "liberdade de expressão", sem direitos, sem nada! O poder "dominava" a seu bel-prazer, fazia o que queria, havia a polícia política (PIDE) que prendia todas as pessoas que podessem ser incómodas ao poder, e os seus ideais para o povo era que se mantivesse no seu "cantinho", com muita disciplina à mistura. Não se sabia o significado da palavra democracia. Salazar "ditava", o povo obedecia...a bem ou a mal!
Até que o escritor Luis de Sttau Monteiro, recuou uns anos no passado e "encontrou" uma época em que o clima vivido era semelhante ao da sua altura, e escreveu a obra, falando do passado, mas tratando do presente.
É então feita uma comparação entre as duas épocas, o que foi escrito acerca do que se passou em 1817, adapta-se perfeitamenete ao que na altura se passava em 1961. A intenção do autor era que o povo tivesse consciência do "meio" em que vivia, e que por sua vez "metesse mãos à obra", fizesse alguma coisa. Era como se estivesse a pedir ao povo que se revoltasse. Mas também é claro que os membros do poder não eram estúpidos e perceberam a intenção do autor,e, por isso, prenderam-no e proibiram a representação da peça. O resto estava nas mãos do povo.

Mais tarde, em 1974, ocorreu a Revolução dos Cravos, com Sttau Monteiro a ter uma quota-parte de "responsabilidades". O mínimo que tenho a fazer é agradecer ao autor...Um profundo e sincero Obrigado!
Carlos Gonçalves, nº4,12ºH
15 de Maio, 2008



Representação da peça - os "três conscenciosos governadores do reino"

"Felizmente há luar" retrata a vida em Portugal na segunda década do século XIX e conta algumas situações a que o povo estava sujeito. Denuncia toda a repressão, toda a injustiça, todo o controlo, toda a insegurança existentes na altura da Conspiração de 1817.
Com imenso recurso à ironia (o que torna a peça muito engraçada e agradável de se ler/assistir), Sttau Monteiro caracteriza a sociedade da época: a injustiça dos orgãos do poder, o povo ao qual não era atribuida qualquer importância, a insegurança do povo, pois os denunciantes poderiam ser qualquer um dos que que se encontrasse por perto.

Esta peça baseada em factos históricos passados logo após as invasões francesas aqui em Portugal, acaba também (e agora sim, a verdadeira intenção do autor) por ser uma forte crítica ao regime que se vivia na época da publicação da peça: o regime salazarista. Sttau Monteiro pretende assim que as pessoas ao assistir à peça (o que só foi possível depois do 25 de Abril, porque a Censura proibiu-a) se identifiquem com as personagens, que reconheçam aquelas situações como actuais para assim terem real consciência da injustiça em que vivem e da repressão de que são vítimas, e para que no fim fique na memória a frase de Matilde. "Felizmente há luar", ou seja, felizmente a lua ilumina a noite para que todos possam ver a injustiça em que vivemos e quem sabe...ganhem coragem para se revoltarem.
Susana Filipe, nº14, 12ºJ

Palavras escritas sobre Felizmente...

Actriz representando a personagem de Matilde

Matilde é uma das personagens mais corajosas da peça, é sem dúvida o símbolo maior da mulher que ama e sofre por amar, da mulher corajosa, denunciadora das heresias da igreja e da política, da mulher que arrisca tudo para estar ao lado do "seu herói", uma mulher que só começa a ganhar consciência do país onde vive quando o seu herói é traído pelos seus próprios e é preso, como o cabecilha da rebelião que se conjurara contra a tirania. É então que, indo pedir auxílio para o seu homem, Matilde, profere uma das melhores "falas" da peça, fala essa carregada de ironia, pois tudo o que afirma é exactamente o contrário do que lhe passa no coração, são os valores contrários aos que defende, pois Matilde, a mulher destemida, acredita sim, na verdade; acredita sim, na honestidade, na bondade e na simplicidade acima de qualquer mentira ou qualquer bolsa cheia de moedas ou qualquer fato, por mais respeito que ele traga.
Daniela Félix, nº8, 12ªH

Principal Sousa, representante da igreja, símbolo da convivência da igreja e do poder político, conservador extremista, católico e beato a cem por cento, acha que o povo deve estar e continuar onde sempre esteve e onde sempre foi o seu lugar: a trabalhar, em paz, com a família e com Deus Nosso Senhor sempre presente em suas almas, pois não se quer cá ovelhas negras a espezinhar o quintalinho da Europa que é Portugal. Principal Sousa é então defensor de que os homens não precisam de saber ler nem escrever. Para quê? Para tratar da horta não será necessário de saber ler e muito menos escrever e há que tratar das almas impuras que por essas aldeias têm essa ideia, digna do Diabo.
Daniela Félix, nº 8, 12º H

D. Miguel Forjaz, símbolo do poder político, rege-se pelas principais "ordens", como Deus, Pátria, Família, Hierarquia, Autoridade e Paz Social; defensor extremista destes valores, deseja acabar com todos os arruaceiros, que ousam defrontar o seu poder e a ordem. Não lhe interessa quem leva à fogueira, não lhe interessa quem será o homem que perderá a vida, só lhe interessa que esse homem sirva de exemplo para todos os outros, quer que o cheiro a carne queimada fique para sempre na memória do povo, para que mais ninguém se atreva sequer a pensar, em liberdade, em revoltas, em nada que perturbe a paz e a ordem de Portugal. "Há que provocar esse ardor", há que deixar de exemplo Gomes Freire de Andrade, como o lutador ou guerreiro da liberdade, que acabou queimado na fogueira.
Daniela Félix, nº8, 12ºH

Os tambores, nesta peça, representam uma espécie de ameaça, assim que estes se ouviam o povo recolhia-se e de imediato se calava, mostrando o clima de terror que se vivia então. Neste excerto ("D. Miguel - E agora, meus senhores, ao trabalho. (...) Há que fazer tocar os tambores pelas ruas para se criar um ambiente de receio"), em especial, os sons são muito importantes, na percepção da cena em si, pois sem estas experiências sonoras será bem mais difícil apercebermo-nos do clima de tensão vivido; e são muitos os exemplos: "bramar contra os inimigos de Deus", "dizer aos soldados"; "fazer tocar os tambores"; "os sinos das aldeias a tocar a rebate, a fanfarra"; "os frades aos gritos nos púlpitos"; afinal, "há que incendiar as almas de terror e de medo".
Daniela Félix, nº8, 12ºH

General Gomes Freire de Andrade

07 maio 2008

Trabalho sobre a peça

As bases para a aula de hoje são:

- a peça "Felizmente há Luar";
- o post anterior do blog, com o título "Felizmente há Luar", e as ligações indicadas.

O objectivo é preparar o exercício da próxima semana, através de:
- análise da peça
- redacção de um texto de síntese
- redacção de um texto de opinião.

A Organização:
Organizem-se em grupos de 3-4 pessoas, cada uma com um computador.

O trabalho:

1. Ler o texto do Teatro A Barraca sobre a peça FHL e:
1.1.Registar em "comentário" a síntese do 1º e do 2º actos, com base nesse texto.

2. Ver as várias fotos no "site" da Barraca sobre a encenação de FHL e trocar opiniões sobre as mesmas.

2.1.Escrever um texto de opinião fundamentada sobre as opções de guarda-roupa, apontando outras soluções possíveis.

3. Abrir o "Questionário FHL, para treino". Ler questões 1 a 10.

3.1. Responder, em "COMENTÁRIO", às questões 1 a 10.


NOTA: Deverei receber tantos trabalhos quantos os grupos. Registem os nomes.

Bom trabalho.
T.P.C.
Responder individualmente, no "blog" ou no caderno diário, às cinco perguntas sobre o contexto da peça, colocadas no post anterior ("Responde agora").


Noémia Santos
06 Maio, 2008 19:59

29 abril 2008

Uma boa surpresa


Na semana passada, tivemos a alegria da visita do nosso Diogo Gomes. Como se vê pelas nossas caras, ficámos muito contentes com a surpresa. Foi um corrupio para a sala 38 - alunos e professores, actuais e antigos, não quiseram perder a oportunidade.
À tua, Diogo!
Vai dando notícias. No caso de dúvidas da matéria, manda-as para aqui, que eu respondo-te para o e-mail.

16 março 2008

Livros e leituras

Os candidatos (do secundário) da nossa escola ao Concurso Nacional de Leitura - Provas Distritais - são todos do 12º B: a Ângela, o João T. e o Luís .
Aqui está a turma toda a partilhar as leituras e a ajudar os colegas.





12 de Março de 2008
Eis os livros:
A voz dos deuses, de João Aguiar
O meu pé de laranja lima, de José Mauro de Vasconcelos
Desconhecido nesta morada, de K. Taylor
Por falar em livros, aqui ficam duas críticas feitas por colegas do 12º E.
O retrato de Dorian Gray é um romance (o único de Oscar Wilde) que conta a história de um jovem “Adónis” que se deixa pintar por Basil Hallward, um pintor que secretamente nutre um fascínio por si (Dorian) e que se deixa influenciar por um astuto Lorde (Lord Henry Wotton). Devido a esta influência, Dorian toma conhecimento da sua beleza e da efemeridade da sua juventude, e passa a invejar o seu retrato, desejando que este suporte o peso das suas acções e que Dorian por sua vez permaneça fisicamente imutável. Este desejo torna-se realidade e é em torno do mesmo que a acção se desenrola.


Para mim esta obra concentra nas entrelinhas uma crítica e uma mensagem para a sociedade Inglesa hedonística do século XIX, não só pela primazia dada à estética em desfavor da ética como também pelo sentido crítico e vazio que se dava à arte e que se verifica em frases presentes na obra, como: “ Os Ingleses são os que possuem em menor grau o sentido de beleza da literatura”; “Não fomos postos neste mundo para divulgar os nossos preconceitos morais” e “Tudo fora como a arte deveria ser: inconsciente, ideal e remota”. O que me remete para a ideia que Fernando Pessoa tinha em relação ao seu papel de poeta quando escreveu a Mensagem, a missão do escritor de “acordar” a sociedade, alertando-a para os seus erros e ensinando-a a libertar-se dos mesmos.

Este romance é aliciante não só pela história e pela magia dos personagens principais como pela deliciosa escrita; e usando as palavras do autor, neste livro “as metáforas são assombrosas como orquídeas, e igualmente subtis no colorido".
Existe na acção um gradual desenvolvimento da negritude da alma de Dorian, que de jovem ingénuo e puro se vai tornando num narciso vil e deplorável, graças à influência de Lord Henry que se viu aliciado e atraído a corromper um espírito tão fantástico, moldando Dorian como se de plasticina se tratasse. O facto de ser o quadro a envelhecer e a suportar o peso das suas acções, encoraja-o também a transpor cada vez mais limites. Aborda ainda questões como a angústia do ser humano de preservar a beleza e a importância dada à mesma, que constituem na sociedade moderna questões bastante pertinentes; assim como a influência que pessoas e coisas têm na nossa vida, neste caso Lord Henry com a sua personalidade dominante e o livro que este dera ao protagonista.
Não posso deixar de referir Lord Henry, uma personagem realista, e cruelmente deliciosa que me conseguiu atrair e influenciar com as suas magníficas, mas nem sempre correctas, teorias da vida, o que me levou a uma aproximação e compreensão da personagem principal. Admiração esta que, com o desenrolar da acção, foi dando lugar a um sentimento de pena pela solidão e pretensão de tudo saber que Henry possuía.


Para terminar tenho de referir o final genial da obra, simples, mas perfeito, em que certamente o acrescento de palavras apenas levaria à perda de toda a sua beleza. E como não há ninguém melhor para ilustrar a beleza de um livro que o seu próprio autor deixo aqui a minha opinião, muito positiva da obra, na esperança que suscite nos leitores da minha crítica a curiosidade pelo livro.

Marisa Oliveira, 12º E

Diário de Rutka
“O Diário de Rutka”, é um livro muito recente, sendo publicado pela Sextante Editora (com respectiva tradução).
Torna-se um pouco complicado, para mim, definir quem, na realidade se tornou mais importante para a obra: se a própria Rutka, a pequena judia polaca que produziu este diário em pequenos excertos que retratam o seu dia-a-dia, remontando ao terror vivido da Segunda Guerra Mundial na vida dos judeus; se a sua irmã Zahava (Laskier) Scherz, quem tornou pública a obra, como homenagem a Rutka. Alguns definem Rutka como “a Anne Frank polaca”. Se ambas escreveram sobre o terror do nazismo – nunca deixando de registar os típicos dilemas psicológicos das adolescentes – e se ambas morreram em campos de concentração (Anne Frank em Bergen-Belsen, aos 15 anos; Rutka em Auschwitz, aos 14), as suas semelhanças são algumas.
Embora, em algumas passagens se torne um pouco confusa, devido à situação em que vive, afirmando muitas vezes, não ser capaz de exprimir - para o papel - o fervilhar das sensações e emoções que vão dentro de si, Rutka demonstra ser, para a sua idade, uma “menina excepcionalmente inteligente e muito dotada pela escrita”. O mais arrepiante neste "notável documento humano", é a forma como Rutka alterna entre o relato dos pesadelos do gueto e as coscuvilhices do seu círculo de amigos; ou o brusco desabrochar da puberdade. A 5 de Fevereiro (1943), Rutka expressa medo, descrevendo as torturas, que levavam à morte os judeus da sua época (e também à sua), seja qual fosse a idade e o sexo, demonstrando igualmente a sua falta de fé: “Se Deus existisse, Ele não teria seguramente permitido que seres humanos fossem atirados vivos para fornos, nem que cabeças de criancinhas fossem esmagadas por cabos de pistolas ou amontoadas em sacos e gaseadas até à morte… Soa como uma ficção. Aqueles que não viram nunca hão-de acreditar. Mas não é uma lenda, é a verdade.”
Também a 6 de Fevereiro (1943), escreve estas linhas terríveis: “Algo em mim se destruiu. Quando passo ao pé de um alemão, tudo em mim se contrai. Não sei se é por medo ou por ódio. Queria poder torturá-los, e às suas mulheres e aos seus filhos, (...) estrangulá-los vigorosamente, mais e mais ainda.” Rutka foi deportada, juntamente com o seu irmão Hénius e sua mãe Golda Laskier, nas câmaras de gás, em Agosto de 1943.
É um livro bastante tocante, que faz de Rutka um grande testemunho do horror do Holocausto. Mas viver e sentir, passa além do imaginar. Como Rutka sinceramente o disse: “Aqueles que não viram nunca hão-de acreditar.”
Joana Matias12º E, nº 12

09 março 2008

Arte e Literatura




EXPOSIÇÃO NA LIVRO DO DIA



Interpretação Plástica de Grandes Obras/Autores

da Literatura Portuguesa


Na Livraria Livro do Dia estão em exposição um conjunto de esculturas, telas e desenhos dos colegas da turma 12º H (Artes)


Incluem esculturas e pinturas realizadas na disciplina de Desenho, associadas ao Frei Luís de Sousa, presentes na Exposição ocorrida na Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras, em 2007, bem como desenhos e pequenas telas realizadas (em 2007 e 2008) em Português, aquando do estudo de A Cidade e as Serras e Fernando Pessoa e seus heterónimos.


Vale a pena a visita!


Podem dar um bom pretexto para treinar o texto crítico/de opinião.


09 fevereiro 2008

Os Segredos da Natura



Contar-te longamente as perigosas
Coisas do mar
,
que os homens não entendem:
Súbitas trovoadas temerosas,
Relâmpados que o ar em fogo acendem,
Negros chuveiros, noites tenebrosas,
Bramidos de trovões que o mundo fendem,
Não menos é trabalho, que grande erro,
Ainda que tivesse a voz de ferro. (C.V,16)

Camões, em Os Lusíadas, como Fernando Pessoa, em Mensagem, apresentam uma visão sacrificial da heroicidade: para ser grande, para vencer as limitações do "fraco humano" é necessário lutar, esforçar-se, enfrentar os medos, ousar, apesar de sermos "bicho da terra tão pequeno".

C. V
18 - Vi, claramente visto (...)
as nuvens do mar com largo cano
Sorver as altas águas do Oceano.

19 - Eu o vi certamente (e não presumo
Que a vista me enganava) levantar-se
No ar um vaporzinho e subtil fumo,

E, do vento trazido, rodear-se (ver vídeo)



C.VI
Três marinheiros, duros e forçosos,
A menear o leme não bastaram;
(...)

74
Os ventos eram tais, (...)
Nos altíssimos mares, que cresceram,
A pequena grandura dum batel
Mostra a possante nau, que move espanto,
Vendo que se sustém nas ondas tanto.



Reflexões do Poeta

Camões - uma voz crítica



Mas eu que falo, humilde, baxo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente. (C.X, 154)

Camões, desenho de Júlio Pomar (acedido no sítio do Instituto Camões)


Para exemplificar o resultado do trabalho realizado em aula, destaco dois textos. Há mais em "comentários". É uma boa ajuda para quem precisa de saber mais e/ou compreender melhor este Plano.



As estrofes 96,97,98 e 99 do canto VIII estão incluídas no plano do poeta. Estas estrofes têm uma forte intenção crítica e fazem referência ao poder do dinheiro na vida das pessoas. O poeta diz que o dinheiro transforma os indivíduos ("Quanto no rico, assi como no pobre, /Pode o vil interesse e sede immiga/Do dinheiro, que a tudo nos obriga."estrofe 96 verso 6-8), que desde a antiguidade já se traía pelo dinheiro (" A Polidoro mata o Rei Treício, /Só por ficar senhor do grão tesouro; /Entra, pelo fortissimo edifício," estrofe 97 v. 1-3), faz esquecer o amor à pátria e aos amigos (" Faz tradores e falsos os amigos;(...) /E entrega capitães aos inimigos;" estrofe 98 v. 2 e 4), muda a justiça ("...este faz e desfaz leis;" estrofe 99 v. 2).
Este tema encontra-se actual, pois nos dias de hoje tudo se faz pelo dinheiro: na justiça o dinheiro paga as cauções, serve para fazer subornos, colocando os interesses pessoais acima de tudo e todos. O dinheiro apesar de ser necessário à sobrevivência também cria corrupção e muda as pessoas maioritariamente pela negativa.
Diogo Jorge
Diogo Bessa

Ivo
Rodrigo
12ºB
30 Janeiro, 2008 20:45


No final do Canto X, nas estrofes 145 a 148, Camões mostra o seu descontentamento a D. Sebastião (a quem a obra é dedicada) devido à pátria não reconhecer os seus feitos imortalizados através da arte, estando envolvida no materialismo - «no gosto da cobiça»:


O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
Perante a consciência de que a pátria do presente já não possui um ideal de heroicidade e de virtude, o poeta apela a que este seja retomado pela acção do rei D. Sebastião e pelo exemplo dos antepassados, cantados pelo poeta ao longo de Os Lusíadas, pois o povo português merece, como se pode verificar nas estrofes 146 e 147 quando afirma que o rei é "Senhor só de vassalos excelentes".


O propósito é encorajar o rei a continuar a acção épica porque, a exemplo do passado, terá matéria humana que fará dele um vencedor e não um vencido: "Cometerão convosco, e não duvido/ Que vencedor vos façam, não vencido."


A reflexão do poeta tem actualidade na medida em que a sociedade do presente continua materialista, desvalorizando a espiritualidade, os ideais e as artes em geral. O ser português procura o caminho mais fácil, mais cómodo, vivendo da memória de um passado glorioso, sem nada fazer na prática para melhorar. Continuamos à espera de um D. Sebastião para libertar a pátria da crise em que naufraga.


Cristiana
David

Rute
12ºH
06 Fevereiro, 2008 21:52

Como vêem, há aqui matéria para discussão. Quem deita mais lenha na fogueira? Ou, pelo contrário, quem contesta esta visão negativa de Portugal?

04 fevereiro 2008

Vasco da Gama responde ao Velho do Restelo

E se... A história não tem "ses". Mas a ficção admite que possamos prolongar reflexões e levantar hipóteses.
Assim, ficou o desafio: E se Vasco da Gama resolvesse responder ao Velho do Restelo: Que razões daria para a partida?
O 12º H respondeu.
É certo que nos custa deixar as nossas familias, que tanto amamos, desamparadas; mas esta viagem há-de dar-nos muito prestígio e fará com que o orgulho sentido pelas nossas familias supere a dor da nossa ausência.

Ó respeitável velho, é de vosso conhecimento que o Norte de África não tem nada de novo e o espírito de descoberta é que nos "puxa" nesta aventura. O Norte de África está aqui tão perto, podemos conquistá-lo em qualquer altura, não requer de tanto esforço.

Tenho conhecimento dos dispendiosos custos desta expansão mas sei também que estão justificados, todos sabemos que a Índia é um território muito rico em especiarias, tecidos e tudo o que não temos cá. Eu e toda a minha tripulação iremos em busca deste objectivo e vamos consegui-lo. E depois de verem o prestígio que Portugal terá sentirão orgulho em mim, em todos os meus homens e em Portugal.

Somos um país pequeno, mas temos a capacidade para alcançar este objectivo. O caminho maritimo para a Índia é para nós uma garantia de riqueza e de conhecimento.

Daniela Duarte e Sara Correia 12ºH
31 Janeiro, 2008 21:23

Ó Velho que estais bramindo, não vedes que a nossa pátria se fez de conquista e sacrifício... O sangue que nos corre nas veias é sangue de conquistador!

Não nos julgueis como estando sedentos de Fama e Glória, se a única Fama que procuramos é aquela que nos é devida e como Glória desejamos somente o pão na mesa de nossas casas!
Tendes razão, há já muito que nos debatemos com os Infiéis e estando eles tão perto por que não defrontarmo-nos uma vez mais?

Velho, sábias palavras nos dizeis, mas encontrais o futuro de nossa pátria na morte pelo inimigo ou na morte por um aliado? Lá longe encontraremos a bonança de nossa tempestade e por ela navegaremos até ao fim...

Credes que não tememos a justiça divina?
Credes que não sabemos dos perigos que nos esperam?
Por muito tempo olhámos as nossas famílias e vimos a nossa razão de ficar.
Por muito tempo olhámos o mar e vimos a nossa razão de partir!
Fama, Glória, Riqueza vemo-las no rosto de nossas mães e mulheres e por elas partimos, por elas lutamos, por elas morreremos se preciso for!
Por ora, nossa missão é morrer partindo, para noutro dia ficar vivendo!
Catarina e Lisa 12ºH
04 Fevereiro, 2008 10:41

14 dezembro 2007

Às Escuras, O Amor

Crítica do espectáculo
ÀS ESCURAS, O AMOR

O que é o Amor? Porque é que se sofre quando se ama? Porque é que gosto de me apaixonar? Será que “o outro” me quer? Bem me quer, mal me quer... Porque é que quando me apaixono perco a fome? Como é que eu lhe digo que me apaixonei? Se me apaixonar vai ser para sempre? Só me posso apaixonar por uma pessoa de cada vez? Gosto tanto daquele meu amigo. E isto, é amor? Tantas perguntas. E as respostas? Todas dirão o mesmo: é um salto no abismo, uma passagem para o desconhecido. ÀS ESCURAS, O AMOR: um espectáculo para quem não tem medo do escuro.

Ficha técnica:Textos : VáriosEncenação: Rui PauloPesquisa: Cristina Paiva e Fernando Ladeira Interpretação: Cristina PaivaDJing: DJ grandESonoplastia: Fernando LadeiraConcepção Plástica: Maria LuizFotografia: Carla d’Almeida Lopes e Vitor MM Costa Produção: Andante Associação Artística
[Informação contida no folheto do espectáculo]

"Às escuras, o amor” (título de um poema de David Mourão Ferreira), com poemas sobre o Amor de vários autores, maioritariamente portugueses, foi o espectáculo que fomos ver, no dia 6 de Dezembro. Como temos estado a trabalhar a Crítica, o 12ºE resolveu aceitar o desafio da actriz Cristina Paiva e enviou para a Companhia de Teatro as suas apreciações, sugestões e críticas. Aqui ficam.

É com gosto que vos informo que a Companhia de Teatro Andante lhes respondeu e vai publicar os textos (ou excertos).

I

Somos alunas da Escola Secundária Henriques Nogueira e assistimos ao vosso espectáculo no Auditório Municipal . Vimos por este meio felicitar o vosso trabalho e agradecer a vossa vinda à nossa cidade, Torres Vedras.

Como espectadoras aprovamos a vossa iniciativa e temos um grande reconhecimento por todos aqueles que fazem do teatro a sua vida. Em primeiro lugar, temos a apontar o facto de ter sido um monólogo, o que torna a peça mais cansativa mas nem por isso menos interessante; seria mais dinâmico com a existência de uma outra personagem em palco, cuja interacção criaria um jogo de sedução, levando a um confronto entre poemas. Talvez pelo tema abordado ter sido o amor, notou-se um maior interesse e entusiasmo por parte do público feminino, e por sua vez, uma inquietação e constrangimento da parte masculina.

Em segundo lugar, elogiamos a excelente memória e interpretação da actriz Cristina Paiva, que no nosso entender esteve muito bem, querendo também dar os parabéns ao restante elenco. Pelo espectáculo ter sido maioritariamente poesia estudada pelos alunos do secundário desperta um interesse pelo gosto da leitura e o gosto pelo teatro. Incentivamos à criação de novos espectáculos com uma temática diferente e desse modo chegar a todas as faixas etárias.

12ºE (fico à espera que se identifiquem, meninas: é o grupo da Catarina, Ana Carolina...?)
11 Dezembro, 2007 13:20.



II
Segundo a perspectiva do nosso grupo o espectáculo foi deveras interessante. Como todos os espectáculos teve aspectos negativos e positivos. Negativos, pois na opinião de alguns membros do grupo foi um pouco monótono em algumas situações. Não houve diversidade de cenários e situações, mas isto deve-se ao facto de ser um monólogo, e um peça deste género é difícil de captar o interesse contínuo do público, pois temos de estar centrados numa só pessoa. Por outro lado, também encontramos vários aspectos positivos, como a dinâmica em palco, a diversidade de poemas, a expressividade da actriz a interpretar os textos e o excelente trabalho de conseguir colocar em paralelo som e poesia. O actor que fazia de Dj também teve um papel importante, pois as suas expressões e maneira de estar foram importantes para o espectáculo. Assim como as músicas que foram escolhidas para fazer parte do espectáculo, deram outro sentimento à peça e mais versatilidade.
Carlos Ferreira, Cidália Miguel ,Joana Simões, Pedro Santos.

"Blog" - Porosidade estérea - dedicado à poesia: http://www.andante.com.pt./quemsomos.html
Companhia de Teatro Andante: http://www.andante.com.pt./quemsomos.html



11 dezembro 2007










Numa sociedade em que os livros eram proibidos, a opinião das pessoas era controlada pelo governo e onde a função dos bombeiros era queimar bibliotecas, Ray Bradbury apresenta-nos a história de um “soldado da paz” – Guy Montag – que lê um livro e, a partir desse momento, põe em causa a sua profissão e todo o seu modo de vida.
Fahrenheit 451 é uma obra de ficção científica abordada de um modo particularmente especial, cuja interpretação remete para as entrelinhas, e nos obriga a pensar na importância da cultura escrita na formulação de opiniões livres e diversificadas sobre todo o tipo de assuntos, de forma a enfrentar a vida de um modo activo.
É uma ode à acção, à não passividade – no fundo, à individualidade e à opinião.É uma obra que se manteve imortal devido à mensagem que transmite. A censura e a repressão são males que afligem, ainda hoje, muitas sociedades actuais.É um livro aconselhado a leitores que gostam de desafios.

Uma das últimas cenas do filme de François Truffaut, baseado no livro

12º B: Diana, João M; João T, Ivo, Vanda; Joana D., Luís

26 Novembro, 2007 12:03

NOTA: O título Fahrenheit 451 é uma referência à temperatura que os livros são queimados. Convertido para Celsius, esta temperatura equivale a 233 graus.