«Assiste-se, progressivamente, à substituição do livro, do cinema, do teatro, das exposições por uma outra forma de cultura, particularmente apreciada pelos jovens, e que é constituída pelo vídeo, pelas magias informáticas, pelos novos modos de comunicar ou de ouvir música»
Bernard Pivot (adaptado)
Num texto bem estruturado, de duzentas a trezentas palavras, apresente uma reflexão sobre aquilo que é afirmado no excerto acima transcrito, relativamente às preferências culturais dos jovens.

É facto que o teatro tem sofrido de uma diminuição de audiências, mas o mesmo não se pode dizer do cinema ou da literatura. Sendo que partilham uma grande relação, o sucesso de um traz sempre o sucesso do outo e, com séries literárias adaptadas a filmes a marcarem uma grande importância nas duas indústrias, e sendo a maior parte destes casos direcionados para o público jovem, dizer que estes campos das artes estão a morrer para as novas gerações é falso. Exemplos disso são as séries “Twilight” ou “Hunger Games”, que, sendo direcionados para o público jovem, conseguem ser bestsellers e êxitos de bilheteira em simultâneo.
Por outro lado, as novas formas de cultura estão dependentes das antigas. Estas novas formas de comunicação divergem, na maior parte dos casos, da literatura e do cinema. Se considerarmos que os meios de comunicação “velhos” usam os “novos” para se promoverem, o aparecimento destes só aumenta a público para a literatura ou cinema. O contrário é também significativo, quando, por exemplo, um videojogo utiliza uma obra literária como sua base (um exemplo é a série “The Witcher”), ou quando estes estão dependentes de boas estórias, com grandes enredos, a literatura marca um papel relevante nesta nova forma de cultura.
Considero, portanto, que o que acontece na cultura para jovens não é uma evolução à moda de Darwin, mas sim uma evolução sem seleção natural, onde todos beneficiam.
Eduardo Sousa, 12ºC
(Texto escrito no grupo III do teste sumativo)
1 comentário:
Reiterados parabéns ao Eduardo. Um texto do grupo III que corresponde realmente ao que se espera - que se pense no assunto e se defenda uma opinião própria, não «mastigada».
Há muito para ler e pensar sobre o assunto, mas gostei de saber esta sobre Amazon e livros: «Cerca de 13 mil dos livros impressos à venda no site contam com o recurso que a Amazon chama de “leia enquanto enviamos”.
Ao usá-lo, o comprador tem acesso a cerca de 10% do texto do livro em formato digital. Assim, pode iniciar a leitura no computador, tablet, smartphone ou e-reader Kindle – e continuar lendo no livro impresso depois que ele for entregue.»
Ou esta:
«[A]loja Amazon.com.br (...) oferece 150 mil livros impressos de 2.100 editoras brasileiras. "É o maior catálogo de livros em português"»
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