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26 outubro 2019

Frei Luís de Sousa - sequência

I

- Leitura extensiva (Trabalho para férias):

FREI LUÌS DE SOUSA

- A estrutura externa

- As personagens

- A intriga


II

- Leitura metódica (12 Aulas):

Texto Dramático FREI LUÌS DE SOUSA

- Leitura / Análise da peça

- Exploração das reações de leitura

- Consolidação de conhecimentos linguísticos, de interpretação literária e de atribuição de sentidos 


Conteúdos


Romantismo

- Contexto europeu/nacional

- Marcas românticas

- Géneros literários

- Características da tragédia clássica

- Marcas da tragédia em FLS

- O drama romântico: elementos inovadores

- Construção da intriga e das personagens


Composição, linguagem/estilo de Garrett

. O "titulo modesto de drama"

. A opção pela prosa

. A "simplicidade de meios"

. Emotividade e contenção


Treino da expressão escrita e oral

. Leitura para informação e estudo

. Pesquisa em diferentes meios e suportes (livros, revistas, recursos digitais páginas/blogs)

. Interpretação de Leitura Literária

. Notas e Apontamentos

. Expressão de juízos de valor fundamentados em argumentos e exemplos.




Avaliação

Os elementos de avaliação a ter em conta nesta unidade, e de acordo com os pesos relativos indicados no início do ano, para todos e cada um dos alunos serão os seguintes:


Ø  Um Diário de Leitura (Escrita criativa/Primeira Interpretação Leitura do texto);

Ø  Todos os trabalhos de grupo indicados (Leitura de documentos; escuta activa; oralidade; tomada de notas); 

Ø  Registos individuais de informação resultantes da participação nos trabalhos de pesquisa de informação em diversos suportes (Escrita para informação e estudo: apontamentos, notas, sínteses);

Ø  Uma Leitura em voz alta de excerto da peça ou de um dos textos de enquadramento/ apoio;

Ø  Participação oral, em grande grupo, na análise e reflexão sobre a peça (mínimo de uma intervenção)

Ø  Realização partilhada da Ficha de Trabalho sobre a peça

Ø  Participação individual com dúvida/ pedido de clarificação, observação, esclarecimento, etc., na aula de revisões (mínimo de uma e máximo de três questões)

Ø  Realização de um exercício escrito presencial 

Ø  Realização de um balanço individual e auto-correcção de falhas e erros detectados

Ø  Assiduidade e comportamento no conjunto da aula e nos trabalhos de grupo

Ø  Atitudes de interesse, participação nas tarefas e empenho em aferir e melhorar os seus desempenhos, nomeadamente usando os recursos postos à disposição pela professora e pela escola.

Tragédia

  ALMEIDA GARRETT, FREI LUÍS DE SOUSA
grego tragodía, -as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
grego tragodía, -as)

substantivo feminino

1. Peça de teatro cujo desfecho é um acontecimento funesto

"tragédia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/trag%C3%A9dia [consultado em 27-01-2015].
Ø AÇÃO TRÁGICA


há um conflito, sem solução, entre o passado e o presente;
- as personagens são arrastadas para a destruição; a força do destino é superior às suas forças
Ø ETAPAS/ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
  • desafio a forças superiores/destino
  • pathos / sofrimento (primeiro em Madalena e Telmo, depois gradualmente em todas as personagens)
  • peripécia (incêndio do palácio e, sobretudo, regresso do Romeiro)
  • reconhecimento (descoberta da identidade do Romeiro) – ponto alto da acção = climax
  • catástrofe
Ø TEMPO 
– A ação inicia-se numa fase muito adiantada dos acontecimentos, sendo o passado apresentado nas falas, em retrospetiva

Ex. 1º casamento de D. Madalena, com 17 anos; desaparecimento de D. João há 21 anos; procura de notícias durante 7 anos; casamento há 14 anos; nascimento de Maria há 13. (na Cena II do Ato I)
Há números/sinais especiais que marcam o tempo: o número 7; o número 3; a sexta-feira (cenas V, X, XIV, do acto I); a semana (intervalo entre Atos I e II); a noite v/s  o dia.
Ø LINGUAGEM  

- Marcada pelo uso do falar «natural e corrente», adequado, todavia, ao estatuto das personagens:
Vocabulário sóbrio, mas simples, não «pomposo» ou artificial;
Frases curtas – “Tens, filha” / “Não, Maria”;
Expressões próprias do oral -“Está bom”; “Não: credo!” “Queres lá tu saber” “Bonito!” “Louquinha!” “Ora Deus to pague!”
Repetições: “Veem, veem?” / “Não é isso, não é isso”
Suspensões/hesitações próximas da nossa forma de falar, traduzidas pelas reticências; expressam emoção, dúvida; muitas vezes associadas a repetições, a frases deixadas por acabar, a interjeições: …é que vos tenho lido nos olhos…Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!...e nas estrelas também – e sei coisas 


o  Emotividade – traduzida por:
  • vocabulário, nomeadamente vocábulos relacionados com emoções, sentimentos (amor, desgraça, coração, suspirar...) e as interjeiçõesAh! Oh!  Credo  
  • pontuação : para além das reticências, as interrogações, as frases exclamativas: - A mãe já não chora, não? Já não se enfada comigo?    o 

  • Familiaridade -  o registo de língua dominante adequa-se à situação íntima, de diálogo afectivo entre os membros da família (incluindo Telmo):  ”Esposo da minha alma” “meu Telmo”, “Meu querido pai”, ”Ora pois, mana, ora pois!”
ATENÇÃO: Esta síntese servirá para ajudar no TPC. Mas as vossas respostas devem centrar-se nos exemplos do texto. 

25 outubro 2019

Drama

 FREI LUÍS DE SOUSA. 

Para os mais distraídos ou aqueles que [ainda] não sabem do caderno do ano passado, aqui fica uma pequena ajuda. 

Tragam a obra, porque vamos já começar os trabalhos de grupo.




PORTUGUÊS – 11º ANO
ALMEIDA GARRETT, FREI LUÍS DE SOUSA
Ø  ACÇÃO TRÁGICA
ü  há um conflito, sem solução, entre o passado e o presente;
ü  as personagens são arrastadas para a destruição;
ü  a força do destino é superior às suas forças

Ø  ETAPAS/ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
ü  desafio a forças superiores/destino
ü  pathos / sofrimento (primeiro em Madalena e Telmo, depois gradualmente em todas as personagens)
ü  peripécia (incêndio do palácio e, sobretudo, regresso do Romeiro)
ü   reconhecimento (descoberta da identidade do Romeiro) – ponto alto da ação = climax
ü  Catástrofe

Ø  TEMPO – A ação inicia-se numa fase muito adiantada dos acontecimentos, sendo o passado apresentado nas falas, em retrospetiva
§   Ex. 1º casamento de D. Madalena, com 17 anos; desaparecimento de D. João há 21 anos; procura de notícias durante 7 anos; casamento há 14 anos; nascimento de Maria há 13. (na Cena II do Ato I)
§   números/sinais especiais que marcam o tempo: o número 7; a sexta-feira (cenas V, X, XIV, do ato I); a semana (intervalo entre Atos I e II); a noite v/s  o dia.

Ø  LINGUAGEM           - uso do falar «natural e corrente»:
o     Vocabulário sóbrio, mas simples;
o    Frases curtas – “Tens, filha” / “Não, Maria”;
o    Expressões próprias do oral -“Está bom”; “Não: credo!” “Queres lá tu saber” “Bonito!” “Louquinha!” “Ora Deus to pague!”
o    Repetições: “Veem, veem?” / “Não é isso, não é isso”
o    Suspensões/hesitações próximas da nossa forma de falar, traduzidas pelas reticências; expressam emoção, dúvida; muitas vezes associadas a repetições, a frases deixadas por acabar, a interjeições:
·          …é que vos tenho lido nos olhos…Oh, que eu leio nos olhos, leio, leio!...e nas estrelas também – e sei coisas
o    Emotividade – traduzida pelo vocabulário, nomeadamente as interjeiçõesAh! Oh!  Credo…
o    Pontuação : para além das reticências, as interrogações, as frases exclamativas: - A mãe já não chora, não? Já não se enfada comigo?   
o    Familiaridade -  o registo de língua dominante adequa-se à situação íntima, de diálogo afetivo entre os membros da família (incluindo Telmo):  ”Esposo da minha alma” “meu Telmo”, “Meu querido pai”, ”Ora pois, mana, ora pois!”
prof. N.S.

Para quem não encontrou o caderno do 11º, tome notas com base nos materiais de apoio do Manual. Imagem: Cena do filme Quem és Tu?, de João Botelho, adaptação da peça Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett

02 outubro 2019

13 junho 2019

Pensar e agir


24 maio 2019

Escritor Luís Cardoso na HN


 Depois não digas que não sabias...

26 abril 2019

"Os Lusíadas" - o herói épico

Após a análise do final do Canto I, fica um texto de apoio e um exercício de EXAME.


 Herói esforçado «mais do que prometia a força humana» 
ou «bicho da terra tão pequeno»?

Herói épico e herói mítico
«É chamada herói, na mitologia, toda a personagem que exerceu, sobre os homens e sobre os acontecimentos, uma determinada influência, que lutou com tanta bravura, ou realizou feitos de uma tal temeridade, que se elevou acima dos seus semelhantes, os mortais, e que pôde ousar aproximar-se dos deuses, merecendo assim depois da morte uma veneração e um culto particulares» Dicionário de Mitologia Grega e Romana (Lisboa, Edições 70, 2002)

«Enquanto personagem que se destaca pela excecionalidade com que enfrenta os mais difíceis obstáculos, é natural que o herói esteja irremediavelmente associado à epopeia. (...) É assim que vemos Aquiles, Ajax, Ulisses e muitos outros entregarem-se, durante os combates da guerra de Troia, a autênticos prodígios de habilidade e de coragem. Mas, desde a sua nascença, estes heróis já são diferentes dos homens. Na sua maior parte, eles são filhos de um deus ou de uma deusa de quem recebem, durante a sua existência, ajuda e protecção» (idem). 

Portanto, para os clássicos (literatura greco-latina) e, posteriormente, no Renascimento (em que se tomou o legado greco-latino como referência), o herói acumulava os dois domínios, épico e mítico. Basta pensarmos no herói d´Os Lusíadas (obra do Renascimento) para não termos dúvidas: o perfil deste herói coletivo [evidencia] «todas as capacidades de afirmação do Homem ao enfrentar a adversidade dos deuses e dos elementos» (Biblos, Enciclopédia das Literaturas de Língua Portuguesa, vol. II, Lisboa/São Paulo, Verbo, 1999, p. 1002).»

Na imagem, AQUILES (Brad Pitt), em TROIA

 Ver artigo completo em CIBERDÚVIDAS DA LÍNGUA PORTUGUESA  (sublinhados nossos)


Teste Intermédio 2014

Leia o texto seguinte, constituído pelas estâncias 105 e 106 do Canto I de Os Lusíadas. Em caso de
necessidade, consulte o glossário apresentado a seguir ao texto.

O recado que trazem é de amigos,
Mas debaxo o veneno vem coberto,
Que os pensamentos eram de inimigos,
Segundo foi o engano descoberto.
Ó grandes e gravíssimos perigos,
Ó caminho de vida nunca certo,
Que aonde a gente põe sua esperança
Tenha a vida tão pouca segurança!

No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

Luís de Camões, Os Lusíadas, edição de A. J. da Costa Pimpão, 5.ª ed., Lisboa, MNE/IC, 2003, p. 27

glossário
apercebida (verso 10) – adivinhada, iminente.
necessidade (verso 12) – fatalidade.


1. Relacione a interrogação final (versos 13 a 16) com as exclamações que a antecedem (versos 5 a 12).

2. Explique de que modo a mitificação do herói em Os Lusíadas é ilustrada pelas estâncias transcritas.



19 abril 2019

Textos sobre as Reflexões do Poeta

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Foto The Observer


Canto VI d’Os Lusíadas
Logo nos primeiros quatro versos da estrofe 95 é esclarecida a motivação subjacente a esta reflexão: “Como deve o heroi alcançar a glória?”.

Luís Vaz de Camões começa por enumerar vários aspetos negativos fazendo uso do advérbio de negação “não”, repetindo-o 6 vezes ao longo das estrofes 95 e 96. O uso desta figura de estilo, a anáfora, constitui uma estratégia argumentativa levada a cabo pelo poeta a fim de clarificar as ações, regras e atitudes não dignas da fama. Camões revela a genealogia como um elemento insuficiente para alcançar o estatuto de heroi – “Não encostados sempre nos antigos/Troncos nobres de seus antecessores;” –, obstando a norma atual na época. Ainda, o acesso ao heroísmo é negado quando este é tomado pela via da ociosidade, do conforto e do bem-estar – “Não cos passeios moles e ouciosos,/Não cos vários deleites e infinitos,”.

A estrofe 97 introduz a conjunção adversativa - «mas», que contrapõe as críticas lançadas nas estâncias anteriores a novos exemplos do que deve ser feito para alcançar "honras próprias suas". O poeta releva ações marcadas pelo sofrimento, pelo esforço, pela coragem, pelas atividades bélicas e marinhas – “Vigiando e vestindo o forjado aço,/Sofrendo tempestades e ondas cruas,” –, as quais o escritor considera merecedoras da fama. Profere a advertência de que "as honras e o dinheiro" resultado da sorte («ventura») serão desprezados pelo verdadeiro heroi. Isto porque o sofrimento e o esforço fazem com que o Homem dê mais valor à vida e despreze as honras e a riqueza pelas quais não lutou – “Desprezador das honras e dinheiro,/Das honras e dinheiro que a ventura/Forjou, e não virtude justa e dura.”. As conquistas, que são do heroi por direito próprio, são conquistadas pela sua virtude – “Mas com buscar, co seu forçoso braço,/As honras que ele chame próprias suas;”.

Podemos extrair da estrofe 99 que um eventual heroi terá a recompensa pelo seu valor, graças à experiência dos perigos por que passou.

Emanuel Antunes 12ºA
Luís Gonçalo Gomes 12ºA

25 Outubro, 2011 17:11

Nota sobre a imagem: A foto mostra uma cadela Doberman lambendo um bombeiro, exausto, que tinha acabado de salvá-la de um incêndio. Um fotógrafo do jornal "The Observer"captou a imagem.




"Os Lusíadas" - canto VII, 96, 98 e 99

A reflexão do poeta baseia-se no poder que o dinheiro pode alcançar sobre o homem. A estrofe 96 inicia-se falando dos descobrimentos ("naus") que simbolizavam a fonte de riqueza daquela época; defende-se a ideia de que o dinheiro é inimigo tanto dos ricos como dos pobres, pois "a tudo nos obriga".
Na estrofe 98 do mesmo canto diz-se que o dinheiro trasforma amigos em traidores ("faz tredores e falsos os amigos"), corrompe pessoas de caráter nobre, mulheres ("corrompre virginais purezas") e, na guerra, promove a traição ("entrega Capitães aos inimigos"); corrompe a ciência, a moralidade e consciência.
Na estrofe 99, o poeta transmite a ideia de que o dinheiro altera a interpretação dos textos de acordo com a conveniência, tem interferência nas leis e favorece a mentira ("os perjúrios") e a tirania ("tiranos torna os reis"); até o clero("até os que só a Deus omnipotente/ Se dedicam").
Em síntese: o dinheiro «corrompe» e «ilude», de forma enganadora, pois é «encantador» e apresenta-se com cor/aspeto de «virtude».

Sebastião Pinheiro nº 19
Rui Mendonça nº 16
24 Outubro, 2011 11:51


tredor - o mesmo que traidor.

Imagem em: contasabertas.uol.com.br

17 abril 2019

Grandes Livros : "Os Lusíadas", Luís Vaz de Camões (Parte 2/6)

Vê atentamente. Ao longo da apresentação e/ou final regista alguns dos tópicos e notas informativas relevantes para a compreensão da obra, do autor, do tempo.



Dados sobre o autor, a matéria histórica, a estrutura lógica, a viagem, a época.

10 abril 2019

Camões - quem é?

Com este vídeo ficarás a perceber melhor quem é Camões.

Em 1572, quando são publicados Os Lusíadas, D. Sebastião é um rei adolescente, que dispensara os conselheiros experientes e se rodeara de jovens fidalgos que o não ajudam a tomar as melhores decisões. 

Camões, pelo contrário, é um homem conhecedor, viajado e experiente que vem dizer aos seus contemporâneos verdades inconvenientes. 

 Do nascimento provável em Lisboa, à batalha em Marrocos, ao Oriente e ao regresso a Lisboa: tudo nesta síntese:


TAREFAS
1 - ver o vídeo e tirar notas
2 - organizar as notas para apresentação/discussão em aula