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- Revisões de: Fernão Lopes, Crónica de D. João I (cap. XI) - síntese, características; exercício
- Revisões de Gl Vicente, Farsa de Inês Pereira - visão global.
CONTEXTO da CRÓNICA DE D: JOÃO I - A crise de 1383-1385 Em 1383, D. Fernando, rei de Portugal aproxima-se da morte. Como descendente, deixava a infanta D. Beatriz, a qual havia sido prometida a dois príncipes castelhanos. No tratado de Salvaterra de Magos, o qual assinalava a paz com Castela, o seu casamento havia sido decidido por este último castelhano e o filho varão que nascesse herdaria o reino de Portugal.O povo português temia este acordo, pois se D. Beatriz falecesse antes de dar à luz um filho varão, Portugal poderia perder a sua independência. Quando o rei morre, a regência é entregue a D. Leonor Teles, a rainha viúva, e os conflitos agudizam-se.
Com a vitória do partido do Mestre de Avis na guerra civil e contra Castela, D. João tornou-se regente - «regedor e defensor do reino» - e depois rei de Portugal - o 1º da II Dinastia, a Dinastia de Avis.
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Gil Vicente, FARSA DE INÊS PEREIRA
"Toda a peça gira à volta desta personagem principal, presente em
todos os momentos da intriga, determinada em fazer um casamento que a
salve de «ficar encerrada em casa, como panela sem asa». Apesar de
desobedecer à vontade da mãe e de desafiar as regras da sociedade, Inês
renega o papel de fada do lar e toma a iniciativa de escolher o príncipe
perfeito para uma vida que deseja feliz e «folgada». Quer marido com
«virtudes palacianas», culto e educado, a saber «tanger viola».
Entra em cena a alcoviteira Lianor Vaz, figura típica da época, com a
proposta de Pêro Marques, um camponês sem elegância nem cultura. Apesar
de honesto e abastado o suficiente para lhe garantir o sustento, é
recusado sem demora por não preencher as fantasias da adolescente.
Segue-se o pretendente Brás da Mata, levado por dois judeus
casamenteiros a quem tinha Inês encomendado a tarefa de lhe encontrarem
homem inteligente e discreto. O elegante escudeiro, um nobre falido,
finge ser quem não é para caçar o dote da burguesa. Conquistada pelas
aparências, aceita o fanfarrão.
Tarde demais descobre Inês no marido, um impostor, que a tem em «casa
tão fechada como freira d’ Odivelas». Três meses fica em cativeiro até o
cobarde ser morto ao fugir de uma batalha em África. Liberta do
pesadelo e das ingénuas ilusões, a viúva vê em Pêro Marques o par que
lhe convém a nova experiência matrimonial, que possa ela dominar em vez
de ser a dominada.
Prova-se escolha acertada quando, no último ato da farsa, a heroína
vicentina aparece às cavalitas do tosco marido que, sem suspeitar de
nada, a leva ao encontro do novo amante, um velho ermitão. «Pois assi se
fazem as cousas», canta ele alegre o último refrão da história de Inês
Pereira, inspirada no ditado «mais quero asno que me carregue, que
cavalo que me derrube»." - ENSINA RTP
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Inês Pereira e a mãe