
Aprendermos, juntos.
Em sintonia, em dissonância, mesmo.
Aprender sempre.
Deixar pulsar a vida.
Sentir a excitação de saborear um caminho novo.
Mesmo quando - ou sobretudo quando - o novo perturba, ameaça, destrói certezas com tanto labor construídas pelos anos.
Galileu ainda vive num poema.
E vive em nós, se o deixarmos.
Obrigada a todos.
Imagem de Peter Blau, Potsdam
2 comentários:
Nem sempre queremos abalar as nossas certezas.
Às vezes dói. Outras cansa.
Que o diga o Galileu.
Quanto ao poema de António Gedeão, acho que o próprio Galileu ia gostar.
Deixo um texto muito satírico e corrosivo sobre o mundo em que andamos metidos.
A Erva da Fortuna
A erva da fortuna cresce como por encanto nas orelhas
dos políticos, o primeiro ministro proclama a amnistia
para os cucos dos relógios, o degelo nas relações inter-
nacionais restabelece o nível das águas nas albufeiras,
o ministro da energia esfrega as mãos de contente.
Embora o boletim meteorológico seja controlado pelo
governoo, nuvens cor de chumbo toldam frequentemente
o horizonte, os pescadores de águas turvas procuram o
alto mar, uma chuva de impostos cai de imprevisto ah
a chuva na primavera, escrevem os poetas.
As andorinhas podem passar livremente a fronteira. Os
polícias oferecem grinaldas aos condutores de veículos
mal estacionados. O cio invade a assembleia. Os depu-
tados bombardeiam-se com pólen. Um nostálgico do
outono argumenta: a primavera de Praga também foi
de lagartas nas estradas.
Jorge Sousa Braga
O Poeta Nu
Fenda
Gostei dos textos, mas ainda fiquei mais impressionado ocm a imagem que tem uma grande força e movimento.
Há alturas em que nos sentimos assim num turbilhão e não dá para explicar. Parabéns ao artista e pela escolha.
Tiago (aluno atrasado na consulta...ah!ah!)
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