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28 fevereiro 2019

LISBOA - VISITA - cronograma (A e B)


Visita de Estudo Interdisciplinar – 7 de março de 2019
ITINERÁRIO E CRONOGRAMA – Turmas 10º A e 10ºB
8h30
T.V. – entrada principal da ESHN – encontro; colocação das mochilas na bagageira; entrada no autocarro
8h45
Saída de Torres Vedras

11h00
    
     -

13h00
Castelo de S. Jorge e Núcleo Museológico
Grupo 1
11h00 – Visita ao Castelo de S. Jorge
12h00 – Visita ao Núcleo Museológico do Castelo
Grupo 2
11h00 – Visita ao Núcleo Museológico do Castelo
12h00 - Visita ao Castelo de S. Jorge
  13h00
Almoço – dentro do perímetro do Castelo; local de acordo com as indicações dos professores.

14h00

   -
              
15h00
Percurso pedestre histórico-cultural e científico: Da Lisboa medieval à Lisboa das Descobertas
-   Roteiro Fernão Lopes
Paragem e atividades de observação e registo em:
         -  Envolvente do Castelo (paisagem natural e humana)
         -  Cerca Moura (paisagem natural e humana)
         -  Miradouro de Santa Luzia (azulejos) 
         - Sé de Lisboa (ligação a Crónica de D. João I)
         -  Baixa pombalina
        - Terreiro do Paço 
15h15

-

17h15
Lisbon Story Centre
15h15 – Encontro com uma personagem da História de Portugal – o Marquês Pombal

16h00 – Visita guiada – Lisbon Story Centre – história da cidade, da romanização à fundação da nacionalidade, dos descobrimentos ao Terramoto ode 1755 e à reconstrução pombalina

Se os serviços solicitarem divisão em subgrupos, os alunos seguirão as instruções dos professores responsáveis.


17h30
 
18h30
Lisboa pombalina - atividade de observação e registo livre -   traçado das ruas, engenharia e arquitetura iluminista da Lisboa pós-terramoto:
-      Terreiro do Paço
-      Rio Tejo
-      Arco da Rua Augusta
-      Baixa Pombalina
19h00
-         Encontro no Rossio, junto à estátua de D. Pedro IV
-         Jantar-convívio, a decorrer em 3 restaurantes da Baixa, perto do Teatro.  

Os alunos dividir-se-ão de acordo com grupos indicados pelos Diretores de Turma.
20h30

-

23h15
20h30 – entrada no Teatro D. Maria II - foyer central; livraria; sala (plateia e balcão)
20h45 – acomodação nos lugares

21h00 - Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett
encenação Miguel Loureiro
com Álvaro Correia, Ângelo Torres, Carolina Amaral, Gustavo Salvador Rebelo, João Grosso, Maria Duarte, Rita Rocha, Sílvio Vieira, Tónan Quito
cenografia André Guedes
figurinos José António Tenente
desenho de luz José Álvaro Correia |
desenho de som Sérgio Henriques


23h20
24h00 – Hora prevista de chegada a Torres Vedras.

26 fevereiro 2019

Lisboa


11 fevereiro 2019

Concurso Nacional de Leitura 2019

illustratora Natalie Nelson.'Transported by Reading' for Read It Forward

ATENÇÃO!

Concurso Nacional de Leitura
13ª Edição – 2018|2019
Normas de Participação da Fase Municipal Torres Vedras

Auditório dos Paços do Concelho de Torres Vedras,
20 fevereiro de 2019, das 10h00 às 17h00

Esta fase tem a organização da Câmara Municipal/ Biblioteca Municipal de Torres Vedras.
Ensino Secundário

A Fase Municipal é constituída pelas seguintes provas:
    Ø Uma prova escrita, pelas 10h00 - alunos de todos os ciclos;
    Ø Duas provas orais, pelas 14h00 - alunos de todos os ciclos.

Provas orais:
1) Argumentação:
a) Resposta a uma pergunta sobre a obra lida (prova escrita);
b) Resposta a uma pergunta sobre o texto pré-selecionado pelo aluno

2) Leitura expressiva de um excerto pré-selecionado pelo aluno.

Prova prova escrita - de escolha múltipla, com 20 perguntas por livro selecionado, com 3 respostas optativas por pergunta.
A prova escrita terá a duração de 30 minutos.

Provas Orais em Palco:
1) Argumentação
Uma pergunta sobre a obra de leitura obrigatória e uma pergunta sobre o excerto pré-selecionado
pelo aluno
Critérios de apuramento:
    Ø  Discurso fluente, articulado, coerente e correto;
    Ø  Vocabulário variado e rico;
    Ø  Apreciação Global do livro;
    Ø  Capacidade Discursiva;
    Ø  Poder de argumentação;

2) Leitura Expressiva de um texto
Para a prova de leitura expressiva todos os alunos devem levar um livro, previamente escolhido por si, com um excerto da obra literária de texto narrativo, poético ou dramático em língua portuguesa original ou traduzida. Os excertos deverão ter, no mínimo, 20 linhas/ versos.

Critérios de apuramento:
    Ø Expressividade – leitura dinâmica com ênfase e vigor; entender e sentir o que se lê; criar cumplicidade com o público;
    Ø  Postura corporal – ser facial e corporalmente expressivo;
    Ø  Correção na Leitura – boa dicção e o mínimo de erros de leitura;
    Ø  Ritmo – ritmo de leitura padrão, de acordo com o que é aceitável à faixa etária;
    Ø  Pontuação – respeitar as pausas da pontuação.

Avaliação das provas:
Avaliação das provas:
» Prova Escrita: 50%
» Provas Orais: 50% = Argumentação 25% e Leitura expressiva 25%

Serão apurados 2 vencedores por cada nível de ensino para a fase seguinte do CNL

09 janeiro 2019

07 janeiro 2019

A América pelos Livros - Encontro com Isabel Lucas

Durante um ano, Isabel Lucas - jornalista, crítica literária, escritora - percorreu quase 100 000 km à procura da América, motivada pelos grandes romances americanos. O que encontrou? O que lhe escapou? Como foi escrever sobre essa experiência? O que esperar da literatura? Venha ouvir a autora ao Auditório da Escola Henriques Nogueira, no dia 10 de janeiro, às 9h30 ou às 11h00.

12 dezembro 2018

Cinema...sem brexit!

CINEMA PARA OS 10ºS ANOS 
DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS

Apreciação crítica (exemplo)


O DISCURSOS DO REI
APRECIAÇÃO CRÍTICA (exemplo)

A II Grande Guerra está prestes a explodir na Europa. O rei George V está doente e caminhando para a morte.
Futuramente o herdeiro do trono, o breve Rei Eduardo VIII abdica e deixa o comando para o seu irmão mais novo, Albert Frederick Arthur George, ou Bertie, para os mais íntimos. Bertie sofre de gaguez constante que não lhe permite falar em público, exatamente no momento em que o povo mais precisa de uma voz em tempos de crise. Para evitar futuras tragédias, Elizabeth, a sua mulher, procura um especialista em problemas de voz fora dos padrões, Lionel Logue, que promete curar a curiosa gaguez do rei temperamental.
O argumento escrito por David Seidler parece ser centralizado no tratamento do problema de Bertie. Mas, na verdade, o foco narrativo concentra-se totalmente na amizade de Lionel e Bertie, num desenvolvimento conturbado, cheio de brigas e desabafos, que encanta o espectador ao longo do filme. Bertie é apresentado como uma figura constrangida, incapaz, tímida e nervosa.
A experiência adquirida pela gaguez de que o argumentista deste filme, David Seidler, sofria, permitiu que o argumento se aproximasse de uma maneira realista, mostrando as causas cruéis que a causam e as suas diferentes intensidades, dependendo do meio: no ambiente familiar é quase ausente, em lugar público, é constante e intensa.
Muitos dos diálogos entre o especialista em problemas da voz e o Rei foram tirados diretamente do diário de anotações do Lionel Logue real.
No primeiro diálogo em que Colin Firth se encontra com Geoffrey Rush existe uma frase extremamente irónica: Firth diz que timing não é o forte dele: “Timing isn´t my strong suite”, quando na verdade o seu timing é perfeito e preciso. A sua grande experiência no teatro permitiu ao ator os seus olhares e expressões contidas de terror e desespero que evidenciam o enorme conflito interno que o personagem passa – o que é bem evidente na primeira cena do filme.

A sua postura durante a maior parte do filme é um pouco curvada, o que lentamente vai corrigindo, conforme a autoconfiança começa a aumentar. E claro, o maior destaque de sua atuação – a gaguez, vem de forma tão natural e espontânea para ele, que é difícil acreditar que realmente se trata de uma atuação. O ator soube controlar a gaguez e os compulsivos sons guturais, provando o trabalho intenso que teve para exercitar a voz.
Geoffrey Rush utilizando técnicas tiradas do teatro diverte o público com a sua personagem extrovertida, cheia de caretas e respostas elaboradas nos diálogos com Firth. Um depende do outro para brilhar, tanto que as melhores partes do filme são as que eles contracenam juntos – uma verdadeira aula de teatro clássico. Helena Boham Carter atua de maneira bem contida e elegante, coerente com o seu papel, além de conseguir aproximar a sua personagem do público.
A fotografia de Danny Cohen é pálida, fria e, de certa forma bucólica. As cores mortas predominam e trabalham com belas texturas. E transforma a iluminação de sombria para clara de acordo com o progresso do tratamento de Bertie e da amizade com Lionel.
A direção artística realizou um trabalho impecável na composição dos cenários, ou seja, nos objetos com que os atores interagem, principalmente as réplicas dos microfones. Um cenário que impressiona muito pela riqueza de detalhes e fidelidade histórica. Trabalha várias vezes com espaços apertados como corredores e quartos pequenos principalmente na casa do protagonista conseguindo passar a impressão sufocante da gaguez incómoda da personagem.
Quanto à banda sonora, em boa parte das músicas existe uma repetição de notas e escalas que joga com a monotonia e repetição das sílabas e de sons que saem da boca do Rei. Algumas até contam com uma longa pausa completamente sem som, apenas com um violino constante e cruel a fim de deixar a cena mais angustiante como a que se passa no Estádio de Wembley e também retratar o problema de comunicação de que o Rei sofre. Os efeitos sonoros também são muito percetíveis logo na primeira cena do filme onde a voz de Bertie ecoa no estádio por causa das caixas de som e dos microfones precários da época.
O maior mérito de Hooper foi ter conseguido criar um filme que agrada ao mesmo tempo tanto aos mais críticos quanto ao grande público, aos que realmente querem envolver-se em toda a história e cultura que ele tem a oferecer.

Matheus Fragata (texto adaptado)