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16 outubro 2017
12 outubro 2017
Fernando Pessoa, Mensagem, Mar português
Fica um outro trabalho, bastante completo, já que os colegas juntaram ao suporte apresentado na exposição oral, uma versão detalhada da análise que fizeram, em texto.
Fernando Pessoa, Mensagem
"Afonso Henriques", "Ascensão de Vasco da
Gama" e "As Ilhas Afortunadas"
A redação deste texto foi efetuada com o objetivo de servir
de apoio à apresentação oral do trabalho sobre a Mensagem, de Fernando Pessoa, relativamente aos poemas D. Afonso Henriques, Ascensão de Vasco da
Gama e As Ilhas Afortunadas, da
parte I, II e III respetivamente.
Na parte I temos o poema "D. Afonso Henriques" em que Fernando Pessoa
se dirige a este tratando-o como «pai» da Pátria dando graças às suas
conquistas relativas à Batalha de Ourique, em que os intervenientes foram os
portugueses e os Mouros (muçulmanos), como infiéis/inimigos. O poeta chama
ainda à atenção que agora é nosso dever seguir o seu exemplo e tomar conta do
país.
Quanto aos recursos expressivos temos nos versos “a bênção como espada/a espada como bênção” a presença de um quiasmo. Os símbolos em causa neste poema são a “espada” como coragem, bravura virtude e a ideia da fundação de Portugal. Este poema está relacionado com o episódio batalha de Ourique d’Os Lusíadas.
Quanto aos recursos expressivos temos nos versos “a bênção como espada/a espada como bênção” a presença de um quiasmo. Os símbolos em causa neste poema são a “espada” como coragem, bravura virtude e a ideia da fundação de Portugal. Este poema está relacionado com o episódio batalha de Ourique d’Os Lusíadas.
Na parte II encontramos o poema IX - "Ascensão de Vasco da Gama" em que estão frente a frente os
deuses e os gigantes da terra, uns e outros em «pasmo». O poema fala dos momentos após a
morte de Vasco da Gama, que é engrandecido pois é elevado aos céus,
libertando-se do corpo e tornando-se uma alma iluminada, sendo imortalizado. O navegador toma assim o mesmo destino dos Argonautas (1) que foram
elevados aos céus e transformados em constelações.
Neste poema os recursos expressivos presentes são a sinestesia (mistura de sensações) em " o rastro ruge em nuvens e clarões" e em "à luz de mil trovões", o hipérbato em “da névoa ondeando os véus” e a metonímia no verso “O céu abrir o abismo à alma do Argonauta”. Este poema também está relacionado com um episódio d’Os Lusíadas, A Ilha dos Amores.
Neste poema os recursos expressivos presentes são a sinestesia (mistura de sensações) em " o rastro ruge em nuvens e clarões" e em "à luz de mil trovões", o hipérbato em “da névoa ondeando os véus” e a metonímia no verso “O céu abrir o abismo à alma do Argonauta”. Este poema também está relacionado com um episódio d’Os Lusíadas, A Ilha dos Amores.
Na parte III situa-se o poema IV - "As Ilhas Afortunadas", que
são ilhas fictícias onde o povo português acredita que mora o rei D. Sebastião
devido ao seu mito e à esperança de que este um dia volte a Portugal. As Ilhas Afortunadas
surgem como um local fora do tempo e do espaço onde os mitos do Quinto Império,
do encoberto e do sebastianismo esperam para se concretizar.
Neste poema encontramos recursos expressivos tais como a metáfora no próprio título do poema “Ilhas Afortunadas”, o paradoxo no verso “Sem saber de ouvir ouvimos” e a antítese em “Mas que, se escutarmos, cala”. Este poema, tal como o poema anterior, também está relacionado com a Ilha dos Amores.
Neste poema encontramos recursos expressivos tais como a metáfora no próprio título do poema “Ilhas Afortunadas”, o paradoxo no verso “Sem saber de ouvir ouvimos” e a antítese em “Mas que, se escutarmos, cala”. Este poema, tal como o poema anterior, também está relacionado com a Ilha dos Amores.
Podemos então, depois desta análise dos poemas, generalizar a
ideia de uma relação entre os próprios poemas de Fernando Pessoa e a obra Os Lusíadas. Têm em comum a História de
Portugal, as conquistas, as guerras/batalhas, as viagens.
(1) Argonauta - na mitologia grega, tripulante lendário da nau Argo; segundo a lenda, os «argonautas» foram, por mar, à conquista do Velo de Ouro, tendo de vencer inúmeros obstáculos.
Por extensão do seu significado, refere-se a navegador corajoso, arrojado.
"argonauta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/argonauta [consultado em 17-10-2017].
"argonauta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/argonauta [consultado em 17-10-2017].
Igor Lemos e grupo
12ºA
(1) Argonauta - na mitologia grega, tripulante lendário da nau Argo; segundo a lenda, os «argonautas» foram, por mar, à conquista do Velo de Ouro, tendo de vencer inúmeros obstáculos.
Por extensão do seu significado, refere-se a navegador corajoso, arrojado.
1.
Tripulante lendário da nau Argo, na qual, segundo a lenda, os argonautas foram à conquista do Velo de Ouro.
2.
[Por extensão]
Navegante ousado.
3.
[Zoologia]
Molusco dos mares quentes, cuja fêmea fabrica um casulo branco calcário para abrigar a postura. (Comprimento de 60 cm; classe dos cefalópodes).
"argonauta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/argonauta [consultado em 17-10-2017].
1.
Tripulante lendário da nau Argo, na qual, segundo a lenda, os argonautas foram à conquista do Velo de Ouro.
2.
[Por extensão]
Navegante ousado.
"argonauta", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/argonauta [consultado em 17-10-2017].
12ºA
Fernando Pessoa, Mensagem, Horizonte
Iniciamos a publicação dos trabalhos dos vários grupos. Reparos e correções que não consigamos fazer nos documentos serão publicadas em comentários.Todos os trabalhos são propostas de leitura de principiantes nestas lides de Fernando Pessoa. Precisam ser reforçadas com discussões e explicações em aula.
11 outubro 2017
Lisboa - Horizontes da Memória - "Como Nasceu Lisboa"
Este vídeo será para trabalhar a propósito de "Ulisses", da Mensagem
e da nossa capacidade para reter informação oral
10 outubro 2017
08 outubro 2017
Kazuo Ishiguro, Os despojos do dia (1993)
Adaptação ao cinema do romance mais conhecido de
Kazuo Ishiguro - Prémio Nobel da Literatura 2017
Nobel 2017
Nobel da Literatura |Kazuo Ishiguro
Kazuo Ishiguro nasceu na cidade de Nagasáqui, no Japão, em 1954, e vive na Grã-Bretanha
desde os cinco anos. Para além do Prémio Nobel, em 1995 foi feito Oficial da Ordem do Império Britânico, por
serviços prestados à literatura, e em 1988 recebeu a condecoração honorífica francesa
de Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres. (ver mais)
«Em declarações à BBC, Ishiguro disse que recebia o prémio como “uma
magnífica honra, acima de tudo porque significa que estou a seguir as
pisadas dos maiores autores que já viveram”. O escritor não deixou, no
entanto, de acusar o peso da responsabilidade que lhe recai sobre os
ombros, e afirmou que “o mundo vive um momento de grande incerteza e
espero que todos os prémios Nobel possam ser uma força para que algo de
positivo ocorra. Ficarei muito comovido se puder participar de algum
modo este ano para uma atmosfera positiva num momento de tão grande
inseguranças”.» (Ler artigo completo)
Procura na nossa Biblioteca ou na Biblioteca Municipal !
21 setembro 2017
+ Portugal
Segundo a crónica “Ser Português é Difícil”, de Miguel Esteves Cardoso, os portugueses têm algum medo
de ser portugueses. Os portugueses têm o defeito de querer pertencer ao maior e
melhor país do mundo mas se lhes perguntarem qual é atualmente o melhor e maior
país do mundo não sabem responder. Na sua opinião, os portugueses têm vergonha,
culpa, nojo, medo de o serem, mas também não
querem ser outra coisa. O autor considera que só custa ser português por não
ser o melhor do mundo e que o verdadeiro patriotismo é aquele de quem acredita
que Portugal podia ser ou foi o melhor país do mundo.
O autor diz que ser português
é difícil porque o resto do mundo não compreende que os portugueses são
especiais e diferentes. O cronista considera que o resto do mundo acredita que
o mundo seria exactamente o mesmo sem os Portugueses. Para o resto do mundo, os
feitos dos Portugueses não pertencem à história fundamental do Universo. Os
outros países ficam espantados quando se conta um feito português, até lhes
custa a acreditar.
O cronista afirma ainda que continuar
Portugal não é uma ação delicada ou tarefa que exija o sacrifício de todos. É
simplesmente continuar a barafustar e a apontar defeitos de tudo e de todos.
Continuar Portugal é acreditar que a vida seria pior sem ele, que seria pior se fossem de outro país, e acreditar na diferença que faz a sua maneira de ser, o serem portugueses.
João Cabaça
12ºA (AS.)
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