| PLANIFICAÇÃO DE TEXTO EXPOSITIVO – ARGUMENTATIVO - informação complementar[1] - | |
| Qual o tema/área temática a abordar? Dentro dele(a) que assunto específico? Que vocabulário temático e/ou técnico precisarás de reunir? | |
| Que ponto de vista pretendes defender? Qual é a tua intenção: Reforçar a opinião da maior parte das pessoas? Discordar da opinião de outras pessoas? Convencer alguém de alguma coisa? | |
| A que argumentos vais recorrer para reforçar o teu ponto de vista? Que exemplos podes utilizar para ilustrar a tua argumentação? | |
| Que argumentos poderão ter as pessoas com uma opinião contrária? Os teus argumentos serão suficientemente fortes para os contrariar? | |
| A que conclusão pretendes chegar? 132 | |
| Como vais começar o teu texto: Com uma pergunta aos leitores? Com uma afirmação polémica? Com a constatação de um facto? Será necessário começar por apresentar informações sobre o assunto que vais abordar? Quais? Onde podes encontrá-las? | |
| Como vais organizar os teus argumentos? Vais ter em conta argumentos diferentes dos teus? Qual é o teu argumento mais forte? Vais utilizá-lo logo no início do texto ou vais guardá-lo para o fim? | |
| Como vais terminar o teu texto? Com uma síntese das ideias apresentadas? Com um apelo? Com uma pergunta que deixe os leitores a pensar? | |
Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de atualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.
Total visualizações
11 agosto 2011
Planificar um texto argumentativo/de opinião fundamentada
05 junho 2011
Informações para a Avaliação
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1º período | |
Ana Luís | 15 |
Ana C | 16 |
André | 9 |
Carla | 10 |
Diogo | 10 |
Inês M | 11 |
Inês P. | 10 |
Jéssica | 12 |
José | 14 |
Madalena | 8 |
Márcia | 12 |
Mª Beatriz | 11 |
Mariana | 13 |
Maryline | 11 |
Rafael | 11 |
Raquel | 15 |
Rita | 12 |
Rodolfo | 13 |
Susana | 13 |
Tiago | 14 |
02 junho 2011
Revisões - Esclarecimento de Dúvidas


Aula de 6ª feira
Encontro às 11h00 - na BIBLIOTECA

01 junho 2011
Cesário Verde - texto de apoio
Cesário Verde - Entre a cidade e o campo
"Cesário Verde transportou para a poesia a dimensão interior de uma cidade. Tanto é o camponês preso, em liberdade, nela, como também pode ser o citadino, à solta, através do campo.O poeta de Lisboa foi (e é) Cesário Verde. Mesmo depois de outros que lhe sucederam cabe-lhe, para sempre, esse título. Mas também se encontra repartido pela Grande Lisboa, no concelho de Oeiras, num espaço rural que, na segunda metade do século XX, viria a ser urbanizado
Conhecia Lisboa rua a rua, praça a praça. Até os becos e vielas da cidade marginal. Deu uma interpretação muito própria às casas, às árvores, aos candeeiros de gás, aos transportes públicos e privados, ao vestuário e à moda. O imaginário dos velhos bairros, mas também do Chiado, do Rossio, da baixa pombalina, onde nasceu, foi perpetuado nos seus versos. Não ignorou figuras da população nos
ofícios e locais de trabalho: os empregados do comércio, os dentistas, os cauteleiros, os calafates, os operários da construção civil, os guardas-noturnos, as varinas. Tinha o gosto do pormenor aprofundando as emoções vividas com os cinco sentidos.
Captou a luz e a cor, o perfil de cada bairro, a geografia e a essência de Lisboa. Reteve a atmosfera das casas envolvidas pelo rosa-velho, o ocre, o azul, o branco e o verde-garrafa. E quantos outros matizes, entre o pérola e cinza, a patine dos velhos palácios que o tempo e a chuva tornam mais surpreendentes. Não faltam os reflexos do sol que «espalham nas frontarias seus gomos de laranja destilada», nem as margens do Tejo, junto às fragatas, cacilheiros e outros barcos, atracados de Alcântara até ao Poço do Bispo e onde «reluz viscoso o rio.» Nem, ainda, o deslumbramento das manhãs claras, a serenidade das tardes repousadas, os dias arrepiados e foscos que uma névoa espessa transfigura. (…)
Poeta do quotidiano, no seu pequeno-grande livroestamos perante o homem com os seus humores, os seus caprichos, o seu modo de ser e de ver e, por outro lado, a realidade colectiva que mergulha numa herança com raízes profundas no tempo e na História. Transmite-nos os sonhos e pesadelos de uma sensibilidade insatisfeita na procura da beleza e, também, angustiado com problemas sociais e políticos, tudo quanto percorreu, uma cidade e um país, em crise de transição e a querer romper com o marasmo e a rotina.
A cidade e o campo representam os dois pólos da sua fixação. (…)
Há ocasiões (…) que detesta Lisboa, que lhe parece «um foco de madracice e asneiras». Refugia-se na quinta de São Domingos. Ainda nesse poema, sob o signo de Março, festeja o início da Primavera: «Como amanhece! Que meigas / As horas antes do almoço! /Fartam-se as vacas nas veigas / e um pasto orvalhado e moço / produz as novas manteigas.»
A actividade agrícola absorve-o, enquanto exalta o sortilégio da natureza em Linda-a-Pastora: «Toda a paisagem se doura; / Tímida, ainda, que fresca! / Bela mulher, sim senhora, / Nesta manhã pitoresca, / Primaveril, criadora!» Mas, a certa altura, a monotonia de Linda-a-Pastora torna-se-lhe insuportável. Regressa a Lisboa, mas quando a cidade de novo o satura, apetece-lhe
Paris. Realiza o sonho, mas Paris rapidamente o fatiga. Dali a pouco, em Lisboa, já recorda com prazer o tempo que passou com os amigos. O cair da noite enerva-o, perturba-o: «as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia, despertam um desejo absurdo de sofrer.» Cesário Verde transportou para a poesia a dimensão interior de uma cidade percorrida por todos nós sem, muitas vezes, conseguirmos descobrir as singularidades que lhe acentuam o carácter.
Cesário Verde tanto é o camponês preso, em liberdade, na cidade, de que falará Alberto Caeiro, como também pode ser o citadino, à solta, através do campo. Todavia, não abdica do «ideal de luxo» nem do «espírito cosmopolita» com o fascínio das grandes capitais do mundo e a sedução permanente de Lisboa."
António Valdemar, *Jornalista, investigador
Fotografias - Noémia Santos, 2011
Temas e motivos da Poesia de Cesário Verde

- a grande cidade – a Babel dos novos tempos: as ruas, as gentes, o movimento, a confusão; a modernidade; a rua, como espaço preferencial
- a vida do campo não como “ideal romântico”, mas como espaço natural humanizado pelo trabalho do homem: em Cesário há o «campo» e não a «natureza».
- a simpatia pelos humildes (atenção às profissões mais difíceis: pedreiro; calceteiro; carpinteiro; engomadeira; vendedeira; peixeira)
- a deambulação – o homem na cidade; o “eu” observador e protagonista; atento e compassivo, mas também melancólico e ausente
- referência ao inédito, ao abjecto, ao repulsivo: a doença; a podridão; a devassidão; a boçalidade; a prostituição...
- a ânsia de evasão/fuga (de lugar - pela viagem/imaginação; de tempo – evocação/ sonho)
- objectos do quotidiano(nomes comuns): prédio; inquilino; gelosia; talheres; persianas; candelabros; parafusos; giga; balcões...
- nomes de profissões: calceteiro; calafate; varina; peixeira; calceteiro; vendedeira; forjador; caixeiro...)
- nomes de doenças e/ou de realidades desagradáveis: Cólera; febre; dores de cabeça; focos de infecção...)
- palavras cujo ritmo e sonoridade eram estranhas/improváveis em poesia: apoplexia; macadamizadas; mecklemburgueses; consecutivamente; asfixia; inquilino...
- expressões muito directas/realistas: “peixe podre gera focos de infecção”; “secavam dejecções cobertas de mosquiteiros”