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07 junho 2016

Prova 639 - grupo III



Acabámos há pouco o nosso encontro de preparação para exame.

Para além das recomendações de procedimentos, das revisões de provas e da reflexão sobre critérios de correção relativos a Fenando Pessoa and friends (no caso Ricardo Reis e Alberto Caeiro), estivemos a trabalhar o tema III - perspetiva pessoal sobre a importância da evasão da rotina nos dias de hoje.

Porque surgiram questões interessantes, aqui fica um apanhado do que foi dito/escrito pelos colegas.
 
1 – Perspetiva pessoal – posição a defender:
Num mundo muito marcado pelo ritmo intenso de trabalho e responsabilidade, em que se exige o desempenho de múltiplas tarefas em horários progressivamente alargados, os quais chegam a invadir o espaço e tempo até há pouco considerados privados, a evasão desta rotina desgastante é indispensável. Esta fuga ao quotidiano pode ser conseguida de forma física, mudando de ambiente, ou sem sair do local, através do pensamento, de momentos de lazer e da procura de bem-estar.
argumento  + exemplo  (ligar à introdução)
             Assim, a interrupção do quotidiano de trabalho ou estudo, através de férias anuais ou de pequenas paragens como fins de semana ou feriados, constitui um mecanismo físico e psicológico de defesa do desgaste excessivo, do cansaço e da frustração, muito importante para retemperar forças e aliviar o corpo e a mente. Uma das maneiras mais eficazes de concretizar este objetivo é viajar, porque permite…. (escolher 2-3 sub-razões)
-      mudança de ambiente, horários e hábitos...
-      conhecimento de outras culturas, pessoas e paisagens...
-      reação a novas situações, às vezes desafiantes ...
-      surgimento de pensamentos, sentimentos e emoções distintos e que contribuem para o crescimento pessoal...
-      mais tempo de interação com a família e os amigos ...
2º argumento + exemplo (ligar ao parágrafo anterior)
 
                   Todavia, nem sempre é possível esta forma de evasão do quotidiano, centrada nas viagens, devido às exigências profissionais ou académicas. Ainda assim, a fuga à rotina é possível e pode realizar-se através de múltiplas formas, breves e sem sair do nosso espaço habitual, mas igualmente recompensadoras. Um dos melhores exemplos é a leitura ……………(escolher 2-3 sub-razões)
-      fuga ao espaço do real através da imaginação...
-      vivência de sensações e emoções gratificantes ...
-     conhecimento de situações, formas de ser e reagir novas e estimulantes...
OU
 Um dos melhores exemplos é a prática desportiva…………… (escolher 2-3 sub-razões)
-      vivência de outros ritmos...
-      bem-estar físico e psicológico...
-    contacto com a natureza...
-      reequilíbrio físico e mental ...
-      interação com os outros em situações informais/convívio...
OU
Um dos melhores exemplos é a prática de atividades culturais e de lazer na nossa comunidade ou, mesmo, no nosso local de trabalho e estudo, como hoje já acontece em algumas empresas ou escolas que criam nos seus edifícios espaços para ler, ouvir música, praticar desporto, conversar ou jogar como formas de quebrar a rotina. Estas iniciativas permitem/contribuem para  (escolher 2-3 sub-razões)
-      abrandar, libertar o físico e o corpo...
-      descontrair, ganhar energia ...
-      conviver e interagir em situação de descontração...
-      aprender, imaginar, soltar a criatividade...
-      aumentar os níveis de bem-estar e satisfação...
Conclusão (não têm de escrever a palavra.mas têm mesmo de concluir/sintetizar/rematar)
 
Em síntese,
Concluindo,
Afinal,
Feitas as contas,
Pelo exposto, percebe-se que
Por estas razões, é possível concluir que
 
              Afinal, tão importantes como as rotinas necessárias ao nosso viver quotidiano, são as pausas e as fugas experimentadas, as quais funcionam como vivências libertadores, que repõem a saúde e o bem-estar indispensáveis à satisfação pessoal, e, até, a uma entrega plena e mais harmoniosa às tarefas e responsabilidades profissionais, soaciais e familiares.

06 junho 2016

Exame de Português - Grupo III

Os balanços escritos ditaram como prioridades para 3ªf. e 5ªf. as seguintes revisões: 
  • 1º (de longe, a mais referida) - Grupo III - temas, defesa de ponto de vista, revisão de argumentos e exemplos;
  • 2º Fernando Pessoa (s)
  • Os Lusíadas 
Procuraremos atender às diferentes necessidades. Deixo lembrança de outros dois temas. O outro de 2015 já trabalhámos suficientemente (...ou não).

III
Quer no espaço público quer no espaço privado, somos permanentemente sujeitos a estímulos sensoriais (visuais, auditivos, olfativos…), por exemplo, através de campanhas publicitárias. Se, por um lado, essa experiência pode ser considerada enriquecedora, pode, por outro lado, ser perspetivada de forma negativa.


Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, defenda um
ponto de vista pessoal sobre a problemática apresentada.
Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um deles com pelo menos um exemplo significativo.
(1ªf. 2015)

A palavra tem sido usada para alertar, mobilizar, consciencializar, convencer...
Num texto bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas palavras, defenda um
ponto de vista pessoal sobre o papel que a palavra pode assumir no mundo atual.
Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um deles com, pelo menos um exemplo significativo.
(Intermédio.2014)

Prova 639 - III - Ciência, hoje



 Ciência e Investigação em Portugal
2016| A bolsa Proof of Concept, no valor de 150 mil euros, da European Research Council distinguiu investigações nacionais na área das perturbações musculares, controlo do cérebro sobre as máquinas e resistência celular no tratamento de doenças. Os investigadores Edgar Gomes, do Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa), António Jacinto, do Centro de Estudos de Doenças Crónicas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (CEDOC-NMS|FCM) e Rui Costa, da Fundação Champalimaud (FC). (…)
 
Controlo do cérebro sobre as máquinas
“Conseguir controlar uma máquina com a atividade do cérebro já não é mera ficção científica, aliás, as chamadas Interfaces Cérebro-Máquina são hoje uma promessa no campo da neuro-reabilitação e a sua aplicação em próteses e em simples equipamentos representa um mercado em potencial crescimento.
O desafio agora é trazer esta tecnologia para simples tarefas do dia a dia. É exatamente este o foco de estudo do grupo liderado por Rui Costa, investigador principal da FC.
O projeto “Brain Control” tem por base a criação do protótipo de uma Interface Cérebro-Máquina com características únicas. “A nossa proposta é desenvolver uma interface Cérebro-Máquina portátil, de fácil utilização para o utilizador e adaptável a diferentes equipamentos. Queremos desenvolver algo que tenha um impacto na sociedade, que ofereça uma melhoria na vida das pessoas, seja na área da saúde, do entretenimento ou outras”, explica Rui Costa.”
Ver outros casos
http://observador.pt/2015/02/06/cinco-cientistas-portugueses-recebem-10-milhoes-de-euros-para-dar-continuidade-investigacao/
 
Elvira Fortunato finalista do Prémio Europeu do Inventor
2016, abril - Microchips de papel inventados pela equipa de cientistas da Universidade Nova de Lisboa liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins nomeados finalistas do Prémio Europeu do Inventor 2016.
Os cientistas portugueses Elvira Fortunato e Rodrigo Martins são finalistas do Prémio Europeu do Inventor 2016, na categoria de Investigação, pela invenção de microchips de papel, que substituem o silício por materiais orgânicos, mais baratos e recicláveis, e que pretendem ser aplicados em objetos do dia a dia. A cerimónia de entrega de prémios do Prémio Europeu do Inventor 2016 tem lugar a 9 de junho, em Lisboa.
Trata-se de um novo tipo de microprocessador, criado a partir de papel, e com o objetivo de levar a inteligência eletrónica a objetos do quotidiano como etiquetas de identificação por radiofrequência no transporte de encomendas e gestão de stocks, bilhetes de avião automaticamente atualizáveis, cartões de visita e rótulos de alimentos. A ideia, desenvolvida pela equipa de cientistas da Universidade Nova de Lisboa liderada por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, é criar chips mais baratos e com maior eficiência energética em relação aos habituais chips de silício.
Os microchips de papel potenciam uma nova geração de dispositivos pouco dispendiosos e recicláveis que podem vir a desempenhar um papel importante na internet das coisas e outras tecnologias digitais do futuro”.




A nanotecnologia é a engenharia das coisas extremamente pequenas
Aplicações acuais da nanotecnologia

As aplicações da nanotecnologia atualmente já no mercado são essencialmente na área dos nanomateriais. São muitos os exemplos: protetores solares com nanopartículas de óxido de zinco, que são muito eficientes a absorver os raios ultravioleta mas deixam passar a luz visível, tornando o creme transparente; embalagens para alimentos com nanopartículas de prata que têm propriedades antibacterianas; roupas e tecidos revestidas com nanofilamentos que repelem a água e a sujidade; raquetes de ténis, sticks de hóquei e outros equipamentos de desporto reforçados em zonas críticas com nanotubos de carbono. As Figuras 1, 2 e 3 mostram mais três exemplos.

Exs.
Ø  Papel de parede antibacteriano para usar, por exemplo, em hospitais.

Ø  Nanopartículas de ouro ligam-se preferencialmente a células cancerosas (à esquerda) e não têm afinidade específica por células saudáveis, constituindo assim um meio eficiente de diagnóstico.

Para mais exemplos e informações, ver Nanotechnology Now e Understanding Nanotecnnology
http://labvirtual.eq.uc.pt/siteJoomla/index.php?option=com_content&task=view&id=116&Itemid=2


03 junho 2016

Sessões das 'madrugadas' de 5ª feira

Resultados dos 18 inquéritos entrados (4 alunos entregam na 3ª feira) 
relativos à avaliação desta prática pedagógica da escola
 




23 maio 2016

Romance «Memorial do Convento»


CLASSIFICAÇÃO LITERÁRIA DE
 Memorial do Convento
 
«Relativamente a este romance, o título (Memorial) sugere factos de que reza a História. Todavia, existem algumas dúvidas quanto à sua classificação. Atendendo à intemporalidade do narrador, que intervém frequentemente na história narrada, parece impossível classificar esta obra como romance histórico. Apesar disto, há na obra a reconstituição de um passado histórico, mas cheio de intromissões e considerações presentificadas. Além disso, a ficção marca aqui a sua presença, bem como a supremacia dada a aspectos que a História não realçou e tudo isto constitui factor de afastamento ao romance histórico.
No fundo, Saramago conta o passado com os olhos postos no presente, evidenciando-se, deste modo, a subjectividade com que História é narrada. De qualquer modo, existem aproximações ao romance histórico, fundamentalmente na reconstituição de ambientes e de factos respeitantes à História, muito embora esta seja recriada pelo olhar crítico de Saramago que até lhe dá outros heróis, frequentemente aqueles que a verdade histórica esqueceu, colocando-os num plano ficcional.
A preocupação com a realidade, evidenciada na obra, vai dar, também, ao romance um cariz social, fazendo-se crónica dos costumes da época, romance social, destacando-se gente humilde e oprimida, afirmando-se, deste modo, como romance de intervenção, ao remeter para uma época repressiva, mas ainda experienciada no século XX.
Através do passado presentificado, o romance adquire intemporalidade, visível na repressão, nos desejos e comportamentos das personagens, os quais não se alteraram no momento da escrita.
Mas se uma época da História é evidenciada, os quadros que a reconstituem também caracterizam o ambiente histórico e, neste sentido, a designação de romance de espaço também se enquadra na obra.
A reconstituição de cenários que retratam Lisboa e outras localidades permite observar as preocupações com os factos históricos e com o modo de vida dos humildes, por parte de Saramago.
Com efeito, “memorial” remete para algo respeitante à memória, para um escrito que relata factos memoráveis, neste caso relacionados com a construção do convento de Mafra.
À reconstrução da História aliam-se outros aspectos que culminam numa reescrita da História, onde personagens normalmente por ela esquecidas vão ganhar relevo.
O relato histórico que o narrador faz está semeado de comentários e de referências a acontecimentos do século XVIII que deverão servir de exemplo para a actualidade. Por isso, a História tem aqui um papel diversificado: aparece como fonte de energia que favorece a história ficcional de Baltasar e Blimunda, mas serve também de assunto quando se relatam momentos históricos concretos, como a construção do convento ou os casamentos reais.
Realmente, parece ser possível afirmar que Memorial do Convento se aproxima do romance histórico, mas um pouco adulterado, uma vez que a História funciona como pretexto para tratar temas e situações conducentes a valores intemporais.»

Imagem: Cenário da ópera Blimunda; exposição sobre a vida e obra de José Saramago, Palácio da Ajuda

19 maio 2016

Memorial do Convento - de Saramago para o mundo

Para fechar o balanço global (e complementar o esquadrinhar do romance, a partilha de trabalhos e o nosso debate), fica o vídeo sobre a vida e obra de Saramago, com particular incidência na mais amada das suas obras - O MEMORIAL DO CONVENTO.

 
Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,um-talento-que-lembrava-shakespeare,568815
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Memorial e o Prémio Nobel

Nao há melhor síntese
«Aproximam-se agora um homem que deixou a mão esquerda na guerra e uma mulher que veio ao mundo com o misterioso poder de ver o que há por trás da pele das pessoas. Ele chama-se Baltasar Mateus e tem a alcunha de Sete-Sóis, a ela conhecem-na pelo nome de Blimunda, e também pelo apodo de Sete-Luas que lhe foi acrescentado depois, porque está escrito que onde haja um sol terá de haver uma lua, e que só a presença conjunta e harmoniosa de um e do outro tornará habitável, pelo amor, a terra. Aproxima-se também um padre jesuíta chamado Bartolomeu que inventou uma máquina capaz de subir ao céu e voar sem outro combustível que não seja a vontade humana, essa que, segundo se vem dizendo, tudo pode, mas que não pôde, ou não soube, ou não quis, até hoje, ser o sol e a lua da simples bondade ou do ainda mais simples respeito. São três loucos portugueses do século XVIII, num tempo e num país onde floresceram as superstições e as fogueiras da Inquisição, onde a vaidade e a megalomania de um rei fizeram erguer um convento, um palácio e uma basílica que haveriam de assombrar o mundo exterior, no caso pouco provável de esse mundo ter olhos bastantes para ver Portugal, tal como sabemos que os tinha Blimunda para ver o que escondido estava... E também se aproxima uma multidão de milhares e milhares de homens com as mãos sujas e calosas, com o corpo exausto de haver levantado, durante anos a fio, pedra a pedra, os muros implacáveis do convento, as salas enormes do palácio, as colunas e as pilastras, as aéreas torres sineiras, a cúpula da basílica suspensa sobre o vazio. Os sons que estamos a ouvir são do cravo de Domenico Scarlatti, que não sabe se deve rir ou chorar... Esta é a história de Memorial do Convento, um livro em que o aprendiz de autor, graças ao que lhe vinha sendo ensinado desde o antigo tempo dos seus avós Jerónimo e Josefa, já conseguiu escrever palavras como estas, donde não está ausente alguma poesia: "Além da conversa das mulheres, são os sonhos que seguram o mundo na sua órbita. Mas são também os sonhos que lhe fazem um coroa de luas, por isso o céu é o resplendor que há dentro da cabeça dos homens, se não é a cabeça dos homens o próprio e único céu". Que assim seja
 
José Saramago, Dircurso do Nobel, 1998

13 maio 2016

Acordo ortográfico ...acento ^

Na continuação das questões levantadas em aula, segue esclarecimento de dúvidas
 sobre acentuação - caso do acento circunflexo.


Acentuam-se com acento circunflexo:
a) As palavras oxítonas terminadas nas vogais tónicas fechadas que se grafam -e ou ­o, seguidas ou não de -s: cortês, dê, dês (de dar), lê, lês (de ler), português, você(s); avô(s), pôs (de pôr), robô(s);
b) As formas verbais oxítonas, quando conjugadas com os pronomes clíticos -lo(s) ou -la(s), ficam a terminar nas vogais tónicas fechadas que se grafam -e ou -o, após a assimilação e perda das consoantes finais grafadas -r, -s ou -z: detê-lo(s) [de deter-lo-(s)], fazê-la(s) [de fazer-la(s)], -lo(s) [de fez-lo(s)], -la(s) [de ver-la(s)], repô-la(s) [de repor-la(s)]…
A forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por.
Obrigatoriamente, pôde (3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), que se distingue da correspondente forma do presente do indicativo (pode);
As palavras paroxítonas que contêm na sílaba tónica as vogais fechadas com a grafia a, e, o e que terminam em -l, -n, -r, ou -x, assim como as respetivas formas do plural, algumas das quais se tornam proparoxítonas:
cônsul (pl. cônsules), têxtil (pl. têxteis); cânone (pl. cânones), âmbar (pl. âmbares), Câncer, Tânger;
As formas verbais têm e vêm, 3.ª­s pessoas do plural do presente do indicativo de ter e vir, que são foneticamente paroxítonas, a fim de se distinguirem de tem e vem, 3ªs pessoas do singular do presente do indicativo ou 2ªs pessoas do singular do imperativo;
Recebem também acento circunflexo as correspondentes formas compostas, tais como: abstêm (cf. abstém), advêm (cf. advém), contêm (cf. contém), convêm (cf. convém), detêm (cf. detem), entretêm (cf. entretém), intervêm (cf. intervém), mantêm (cf. mantém), obtêm (cf. obtém), provêm (cf. provém), sobrevêm (cf. sobrevém).
As palavras paroxítonas que contêm, na sílaba tónica, as vogais fecha­das com a grafia a, e, o e que terminam em -ão(s), -eis, -i(s) ou -us: bênção(s), Estêvão, zângão(s); devêreis (de dever), escrevêsseis (de escrever), fôreis (de ser e ir), fôsseis (id.), pênseis (pl. de pênsil), têxteis (pl. de têxtil).
Prescinde-se de acento circunflexo
nas formas verbais paroxítonas que contêm um e tónico/tônico oral fechado em hiato com a terminação -em da 3ª pessoa do plural do presente do indicativo ou do conjuntivo, conforme os casos: creem, deem (conj.), descreem, desdeem (conj.), leem, preveem, redeem (conj.), releem, reveem, tresleem, veem.

11 maio 2016

Saramago, Memorial, nós

“falta em Portugal espírito crítico” José Saramago
Contra isso lutaram, à vossa escala, nestes trabalhos sobre Memorial do Convento que aqui ficam. Parabéns por isso.
 
“Os escritores não podem salvar nem o mundo nem o país em que vivem” José Saramago
Mas podem - com os seus livros - ajudar-nos a pensá-los, a ter vontade de ser e agir
no mundo que nos coube.

Memorial do Convento - Os Homens

 
Ouvir o trabalho de grupo - Os Homens  em Memorial -
na comunidade de leitores Palavras Cruzadas

06 maio 2016

Memorial do Convento - Contrastes Sociais

Novo trabalho do 12º A. Não deixem para 3ªfeira. Vão ouvindo os trabalhos e tomando notas, para a discussão ser produtiva e participada.

Memorial do Convento - análise crítica I

Vamos começar a publicar os trabalhos deste ano relativos à análise crítica do MEMORIAL DO CONVENTO, de José Saramago.

 
Nota: Este vídeo contém dois lapsos nas legendas, que as autoras emendarão entretanto. Publicamos, todavia, para dar tempo de se irem inteirando dos diferentes temas. Pedimos desculpas.

Faça o seu PAPEL!


Mais contributos para a seleção de informação visando os textos de reflexão.









E mais alguns contactos de organizações
 
 
 
 
 
 
 

Texto argumentativo


ARGUMENTAÇÃO – TEXTO ARGUMENTATIVO
      A introdução deve ser breve
 
      A introdução deve evitar frases vazias ou irrelevantes, a “palha” (ex: Há muitas opiniões diferentes sobre os efeitos da televisão”) ou ambíguas (“Por um lado concordo que a televisão é negativa para as crianças, mas por outro lado discordo”)
 
      Na introdução seja direto: “A televisão é um meio poderoso de aprendizagem e entretenimento” ou “A televisão tem muito mais vantagens do que desvantagens”
 
      Concentre-se no seu melhor argumento ou nos dois melhores argumentos (um argumento bem desenvolvido e exemplificado é melhor do que três argumentos em esboço/mal sustentados)
 
      Como regra: trate um ponto por parágrafo; mude de parágrafo só quando concluiu o/um raciocínio fundamentado; ligue os parágrafos entre si, através de articuladores frásicos ou de expressões de ligação: Assim; Contrariamente; Com efeito; Apesar do que foi dito; No que se refere a; Por todas estas razões;
 
      Se tem tendência a perder-se, use marcadores discursivos estruturadores da informação: …por duas razões… em primeiro lugar/em segundo lugar; por um lado/por outro lado
 
      Garanta a coesão: temporal (tempos/ modos verbais), interfrásica (pois, assim sendo, deste modo, logo, porém…) e lexical (substituições lexicais – por sinónimos ou hiperónimos, por ex.,para evitar repetições
 

Características essenciais do texto argumentativo:
 
Ø  O texto é concebido de forma a convencer ou a persuadir.
Ø  A tese defendida deve ser claramente identificada pelo destinatário.
Ø  O texto deve usar um registo adequado à situação, ao destinatário e ao tema.
Ø  Os argumentos utilizados devem ser diversificados quanto ao tipo: Universais / Proverbiais / Experiência pessoal/ Históricos / Exemplares / Científicos (consulta texto de apoio, no manual)
 
Ø O texto argumentativo deve começar por uma introdução, normalmente contida num só parágrafo; segue-se o desenvolvimento, em parágrafos, com os respetivos argumentos e contra-argumentos, seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou contrariada.
Ø Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores do discurso ou conectores lógicos (Ex: tempo passado-presente, causa-efeito-consequência, hipótese-solução, etc.).
Ø Tem de se escolher previamente, no plano, qual a lógica interna a seguir: é essa escolha que determina os conectores a usar; quem escreve tem de ter domínio sobre o texto e o seu encadeamento/ desenvolvimento.
 
 
Estrutura: TESE – PREMISSA – ARGUMENTOS - CONCLUSÃO
- Indicação do tema ou objeto de argumentação.
- Formulação da tese defendida.
- Demonstração, por meios de argumentos, de que é verdadeira.
- Conclusão (tenta-se convencer ou persuadir)
Ou
- Formulação da tese refutada.
- Consideração do ponto de vista adverso.
- Refutação por meio de contra-argumentos.
- Conclusão por ridicularização (ironia) ou por meio da razão
 
A organização do texto deve ser coesa e coerente. Na articulação lógica entre partes do texto, entre parágrafos e frases usar:
Articuladores Argumentativos
explicitar significa isto que, explicitando melhor, não se pretende com isto, quer isto dizer, a saber, isto é, por outras palavras
para indicar ordem em primeiro lugar, primeiramente, em segundo lugar, seguidamente, em seguida, começando por, antes de mais, por último, por fim
exemplificação por exemplo, como se pode ver, assim, tome-se como exemplo, é o caso de, é o que acontece com
para reiterar, reafirmar retomando a questão, a meu ver, creio que, estou certo, em nosso entender
para concordar, provar, exprimir certeza efetivamente, com efeito, seguramente
para refutar, manifestar oposição, restringir ideias no entanto, mas, todavia, contudo, porém, apesar de, pelo contrário, ao contrário, por outro lado, com a ressalva de, em sentido contrário, refutando
para expressar condição, hipótese se, a menos que, a não ser que, desde que, supondo que, se por hipótese, admitindo que, exceto se, se por acaso
para estabelecer conexões de tempo então, após, depois, antes, agora, anteriormente, em seguida, seguidamente, quando, até que, a princípio, por fim
para referenciar espaço aqui, ali, lá, acolá, além, naquele lugar, o lugar onde, ao lado de, à esquerda, à direita, ao centro, no meio, mais adiante
para estabelecer conexões de causa porque, visto que, dado que, uma vez que, deriva de
para estabelecer conexões de consequência de tal modo que, de forma que, tanto que, e por isso, conduz a
para estabelecer conexões de fim para que, para, com o fim de, a fim de que, com o intuito de
para estabelecer relações aditivas e, ora, e também, e ainda
para estabelecer relações disjuntivas ou, ou então, seja...seja, quer...quer
para expressar semelhança, comparação do mesmo modo, tal como, pelo mesmo motivo, pela mesma razão, igualmente, assim como
para concluir finalmente, enfim, em conclusão, concluindo, para terminar, em suma, em síntese.