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20 janeiro 2016

Gramática

REVISÕES 
 COMPLEMENTO DO NOME 
e distinção entre 
COMPLEMENTO DO NOME, MODIFICADOR DO NOME E 
COMPLEMENTO OBLÍQUO


COMPLEMENTOS DO NOME - REVISÃO
Pedem complemento os nomes:
derivados de outro nome
– o artista [derivado de arte] de circo.
derivados de adjetivos
– a beleza [derivado de belo] do quadro.
derivados de verbos
– a construção [derivado de construir] de pontes.
de valor icónico
– a imagem da ilha; a pintura do retrato; a fotografia do jantar.
que designam parentesco ou relação
– o pai do Ricardo e da Maria ; a irmã da vizinha; os amigos dos animais.
que correspondem a eventos localizados no espaço e no tempo
– o casamento da Mariana e do Martim ; o concerto dos Muse.
que regem preposição
– a mania de...; a necessidade de..; o objetivo de…; o interesse de…
que estabelecem uma relação de:
parte-todo – a rolha da garrafa;
possuidor-agente-tema – a rolha da garrafa do rei;
de fonte-origem – a rolha da garrafa do rei da Rússia.
APLICAÇÃO (complemento do nome)
EXERCÍCIO 1
Sublinha os complementos do nome presentes em cada uma das frases .
1. Gosto de observar o vendedor de gelados a caminhar na praia.
2. Quando os estilistas de moda se juntam, nota-se alguma rivalidade no ar.
3. A tristeza da noite é apenas melancolia.
4. Muitos pensam que a inteligência dos gatos é superior à dos cães.
5. Nos países em vias de desenvolvimento, milhares de crianças trabalham no fabrico de tijolos.
6. A oferta do João foi bem recebida por todos.
7. Gosto do desenho do portão e da sua modernidade .
8. Foste ao cinema com a mãe da Teresa?
9. Ela sempre teve a mania das grandezas, sobretudo em relação à sua origem .
10. A capa do último romance de Gonçalo M. Tavares é muito expressiva.
APLICAÇÃO (complemento do nome)
EXERCÍCIO 2
Nas expressões sublinhadas nas frases, distingue, assinalando com A, B ou C, as que têm a função
de:
A – complemento do nome;
B – modificador do nome;
C – complemento oblíquo .
1. Se tu moras no Porto, deves conhecer bem a Casa da Música.
2. Entrei no último autocarro e, enfim, descansei.
3. A felicidade das crianças resulta da sua natural ingenuidade face aos problemas da vida.
4. A viagem pela Costa Vicentina foi maravilhosa.
5. Creio que aquela atriz, que faz o papel de judia , é romena ou moldava .
6. A indústria sueca já teve um papel mais relevante na Europa.
7. Ficaste à espera dos pastéis de nata para levares à tua avó?
8. Precisei de ir à Loja do Cidadão para renovar o passaporte.
9. Os medicamentos que têm sido inventados salvam muitas vidas.
10. O grande objetivo da Catarina é ser realizadora de cinema.

Fonte: Raiz Editora, NOVO PLURAL, 10º Ano

Quem avisa, amigo é. Logo: toca a fazer exercícios porque...

15 janeiro 2016

Frei Luís de Sousa

Cena do filme de João Botelho « Quem és tu?»

REVISÕES 
- Preparação para Exame -
Deixem os vossos textos (Grupo III) sobre «Quem é o protagonista de Frei Luís de Sousa?»

14 janeiro 2016

Fernando Pessoa

Nostalgia da Infância
 Identidade fragmentada, por achar

Viagem, dispersão

aqui outros poemas de Fernando Pessoa.

A nível temático e de motivos poéticos há elementos recorrentes, que atravessam muitos dos poemas e marcam o conjunto da poesia ortónima:

 
Multiplicidade do "eu"/Identidade fragmentária: buscar a unidade na diversidade ** 
Consciência do absurdo da existência
** 
Tensão entre pares dicotómicos: sinceridade/fingimento, consciência/inconsciência, sonho/realidade; sentir/pensar, pensamento/vontade, esperança/desilusão
**  
Anti-sentimentalismo: intelectualização da emoção 
- "Tudo o que em mim sente/'stá pensando"; "Sentir?/Sinta quem lê!"
** 
Estados associados à "dor de viver", à inquietação metafísica: 
- solidão, 
- tédio, 
- angústia, 
- cansaço, 
- cepticismo.
**
*O 'vício' da auto-análise - o olhar para dentro; o "eu" como espectador consciente de si próprio
**
*A nostalgia da infância, como tempo irrecuperável, paraíso perdido.


Marcas da escrita
Elementos formais tradicionais: 
  •  verso geralmente curto (2 a 7 sílabas métricas), 
  • musicalidade - aliterações, transportes (dum verso para outro ou de uma estrofe para seguinte), rimas, ritmo, bem como o predomínio da quadra e da quintilha, revelam a fidelidade formal à tradição poética portuguesa
  •  predomínio de elementos formais tradicionais (verso curto; rima; proximidade, por vezes, da quadra popular ou da canção de embalar)  num conjunto de poemas que tencionava publicar sob o título de Cancioneiro, os quais se inserem numa tradição lírica com origem nos Cancioneiros Primitivos.

Linguagem aparentemente simples, mas muito expressiva, extraindo novos sentidos de vocabulário vulgar, ou alterando a sintaxe dos verbos, por ex. transformando em transitivo um verbo intransitivo; uso frequente de frases nominais; predomínio da ordem directa. Emprego criativo e expressivo dos vários tempos verbais.

Comparações, metáforas invulgares - Meu coração é um pórtico partido, antítese (expressão de opostos) e oxímoros (vários paradoxos – pôr lado a lado duas realidades completamente contraditórias ).

Uso de símbolos, por vezes tradicionais:  a água, o rio, o mar/as ondas, o vento, a brisa, a fonte, as rosas, o azul.



O principal são os próprios poemas. Leiam muitos, para apanharem permanências, continuidades, temáticas comuns.

Quem não fez ou não completou, faça os exercícios do Manual -pp. 146, 153 e 157.


Ainda assim, ficam:
Antologia Crítica
Para Fernando Pessoa, recordar não é reviver, é apenas verificar com dor que fomos outra coisa cuja realidade essencial não nos é permitido recuperar. Vimos da sombra e vamos para a sombra. Só o presente é nosso, mas que é o presente senão a linha ideal que separa o passado do futuro? Assim toda a vida é fragmentária, a personalidade una é uma ilusão, não podemos apreender em nós uma constante que nos identifique. O sentimento (...) da transitoriedade das coisas conduz à negação do eu. Viver no tempo é depararmo-nos com o vazio de nós próprios: «Quem me dirá quem sou?» (…)
[Jacinto do Prado Coelho, Diversidade e Unidade em Fernando Pessoa, Editorial Verbo, 1979, Ser e Conhecer-se, pág. 89]

(…) Ele tinha o seu laboratório de linguagem. Estava consciente disso, e espantava-se e maravilhava-se como se tudo se passasse fora dele. «No lado de fora de dentro», como ele próprio diria. Porque era realmente dentro dele que se produzia a obra, que se aceleravam os mecanismos que acompanham a produção de palavras, de metáforas, de versos, de poemas, de odes inteiras.
Observava-se, examinava atentamente o trabalho rigoroso do poeta, as transformações sofridas por essa matéria-prima (as sensações) de que emergia a linguagem. 
[José Gil, Fernando Pessoa ou a Metafísica das Sensações, Relógio d’Água, 1996, O Laboratório Poético, pág. 9]

Sugestões interpretativas 
"Símbolo do rio: divisão, separação, fluir da vida – percurso da vida; é a imagem permanente da divisão e evidencia a incapacidade de alterar essa situação (o rio corre sem fim – efemeridade da vida); no presente, tal como no passado e no futuro (fatalidade), o eu está condenado à divisão porque condenado ao pensamento (se fosse inconsciente não pensava e por isso não havia possibilidade de haver divisão); tristeza, angústia por não poder fazer nada em relação à divisão que há dentro de si; metáfora da casa como a vida: o seu eu é uma casa com várias divisões – fragmentação."
"Exprime um tensão entre o apelo do sonho (caracterizado pela tranquilidade, sossego, serenidade e afastamento) e o peso da realidade; a realidade fica sempre aquém do sonho e mesmo no sonho o mal permanece – [o que conduz à] frustração; conclui que a felicidade, a cura da dor de viver, de pensar, não se encontra no exterior mas no interior de cada um."

"Na primeira estrofe, o sujeito poético realça a temática da infância que não é mais do que um paraíso perdido. Isto faz com que apresente sentimentos de angústia e nostalgia (quando ouve a música, lembra-se do passado em que também a ouvia, e chora com saudades desse tempo). No primeiro verso desta estrofe, encontramos uma dupla adjetivação anteposta (“Pobre velha música!” – a infância já está longe).
A segunda estrofe é iniciada com a recordação de tempos passados, onde ouvia a música com outros sentimentos.
Na terceira estrofe, o poeta revela o desejo de regressar ao passado. [Mas é duvidoso ou hipotético que esse tenha sido um tempo de felicidade. Na realidade só existe o presente - por isso a ideia da infância é um «outrora-agora»] São utilizadas exclamações e interrogações emotivas, às quais se segue um oxímoro que traduz novamente a dúvida acerca do passado. O último verso “Fui-o outrora agora.” simboliza a fusão entre o passado e o presente."
Consultar FONTE das 'Sugestões interpretativas'

Pessoa, o fingi-dor

 Para perceberem que desde que haja leituras, pensamento e vontade se escrevem textos com interesse e proveito, ficam alguns testemunhos que retomei.

«Em Fernando Pessoa ortónimo existe uma personalidade poética ativa, que conserva o nome do seu criador. Na sua arte exprime intelectualmente as suas emoções, confessando-se um “fingidor”.

Pessoa ortónimo centra-se em três criaturas simples: a ceifeira, o gato e a criança. O poeta ao pensar nestas criaturas alegra-se e entristece-se simultaneamente. No poema dedicado à ceifeira, esta canta pensando que é feliz, o poeta quer ser como ela, inconsciente, não ter de pensar nas coisas e, contudo, ter a consciência de toda a inconsciência, como se pode ler nos versos “Ter a tua alegre inconsciência / E a consciência disso!”.
 

Já no poema “Gato que brincas na rua”, Fernando Pessoa deixa evidente a temática da fragmentação do “Eu”, referida nos versos “Eu vejo-me e estou sem mim / Conheço-me e não sou eu”. O sujeito poético compara-se com o gato até mesmo no que diz respeito a este tema e pode-se confirmar que, ao contrário do “Eu”, o gato não se fragmenta através dos seguintes versos: “És feliz porque és assim / Todo o nada que és é teu”. 

O tema da criança está presente em diversos poemas da obra do ortónimo, “O Menino de sua Mãe”, “Quando as crianças brincam” e “Pobre velha música”, põe exemplo. Em todos estes poemas, o sujeito vai “sentir” uma nostalgia em relação à infância, ficando com pena de não a ter vivido com a intensidade que desejava, conforme se pode constatar nos versos: “Quando era criança”, “Quando as crianças brincam”, “E toda aquela infância / Que não tive me vem” e “Nessa minha infância / Que me lembra de ti”. Este tema para Fernando Pessoa e seus heterónimos merece um ponto de destaque. Sendo a criança uma criatura livre, despreocupada, a infância também o vai ser, sendo esta chamada a idade d’ouro.»


Texto de Ricardo Pinto (ex-12º C)




«Na poesia do ortónimo de Fernando Pessoa, a presença de uma constante auto-análise e reflexão fria e racional perante o presente e o passado, o uso abundante de paradoxos que passam uma ideia de desespero e de futilidade de viver e agir são símbolo de um estado de nostalgia e solidão do poeta.
A grande preocupação com a musicalidade, a harmonia e o ritmo, bem como muitas referências à canção de embalar mostram o lado mais feliz da vida, associado à liberdade “perder países”, à infância “gato que brinca na rua” e à Natureza “Ó céu!/ Ó campo! Ó canção!” que surgem com a necessidade de leveza e levitação.
 

Pessoa afirma que o Homem é do tamanho do seu sonho. Para o sujeito poético o que resta ao ser humano é a capacidade de sonhar. Dono de uma imaginação delirante e febril ligada à ideia de criação. “Não. / Eu simplesmente sinto/Com imaginação/ Não uso o coração.” Este hábito único de sonhar faz com que Pessoa possa ver o seu interior de forma nítida, permitindo abrir a janela para dentro, este conhece-se a si mesmo e com isso conhece toda a humanidade.
A necessidade de compreender as coisas através da razão, torna Fernando Pessoa um ser humano irrequieto, como ele própria diz: “Quem tem alma/ Não tem calma.” Criando assim várias temáticas abordadas sobre uma base dicotómica como por exemplo: consciência/ inconsciência; sentir/ pensar; sonho/ realidade.
Nesta poesia predomina o uso de paradoxos aparentemente ridículos tal como no poema “cartas de amor ridículas” mas que no fundo nos encaminham para o lado mais complexo, mais lúcido e mais racional de nós mesmos.
“Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém usa, afinal ninguém fala em verso.” »

Texto de Pedro Miranda (ex-nº20 12ºC )


Há mais textos de colegas de outros anos, 
nos comentários de 4 de janeiro.

04 janeiro 2016

Fernando Pessoa (s)




(Excerto)

Para prepararem a contextualização da vida e obra lírica do Poeta, republica-se o documentário da série Grandes Portugueses, para quem antes não esteve atento à sua publicação no 1º período. 

Aproveitem para a tomada de notas.

Clara Ferreira Alves conduz esta viagem; é jornalista, cronista, escritora e foi diretora 
da CASA FERNANDO PESSOA durante cerca de 4 anos. 
A sua preferência vai para ...Álvaro de Campos.
...
LER+ sobre Todas as faces de Pessoa

Ver filme completo

Pessoa ortónimo (síntese temática)

Tudo o que sou não é mais do que abismo
Em que uma vaga luz
Com que sei que sou eu, e nisto cismo,
Obscura me conduz.

Um intervalo entre não-ser e ser
Feito de eu ter lugar
Como o pó, que se vê o vento erguer,
Vive de ele o mostrar.

Fernando Pessoa



aqui outros poemas de Fernando Pessoa.
 


A nível temático e de motivos poéticos há elementos recorrentes, que
atravessam muitos dos poemas e marcam o conjunto da poesia ortónima:

*Multiplicidade do "eu"/Identidade fragmentária: buscar a unidade na diversidade
*Consciência do absurdo da existência
*Tensão entre pares dicotómicos: sinceridade/fingimento, consciência/inconsciência, sonho/realidade; sentir/pensar, pensamento/vontade, esperança/desilusão
*Anti-sentimentalismo: intelectualização da emoção - "Tudo o que em mim sente/'stá pensando"; "Sentir?/Sinta quem lê!"
*Estados associados à "dor de viver", à inquietação metafísica: solidão, tédio, angústia, cansaço, cepticismo.
*O 'vício' da auto-análise - o olhar para dentro; o "eu" como espectador consciente de si próprio
*A nostalgia da infância, como tempo irrecuperável, paraíso perdido.

Marcas da escrita
Elementos formais tradicionais: verso geralmente curto (2 a 7 sílabas métricas), musicalidade - aliterações, transportes (dum verso para outro ou de uma estrofe para seguinte), rimas, ritmo, bem como o predomínio da quadra e da quintilha, revelam a fidelidade formal à tradição poética portuguesa,  utilizando elementos formais tradicionais (verso curto; rima; proximidade, por vezes, da quadra popular ou da canção de embalar)  num conjunto de poemas que tencionava publicar sob o título de Cancioneiro, os quais se inserem numa tradição lírica com origem nos Cancioneiros Primitivos.

“Cancioneiro é, como a mesma palavra o diz, uma colectânea de Canções. Canção é propriamente, todo aquele poema que contém emoção bastante para que pareça ser feito para se cantar, isto é, para nele existir naturalmente o auxílio, ainda que implícito, da música." F. Pessoa

Linguagem aparentemente simples, mas muito expressiva, extraindo novos sentidos de vocabulário vulgar, ou alterando a sintaxe dos verbos, por ex. transformando em transitivo um verbo intransitivo; uso frequente de frases nominais; predomínio da ordem directa.

Comparações, metáforas originais, antítese (expressão de opostos) e oxímoros (vários paradoxos – pôr lado a lado duas realidades completamente contraditórias ).

Uso de símbolos, por vezes tradicionais:  o rio, a água, o mar, a brisa, a fonte, as rosas, o azul.


Ainda sobre Fernando Pessoa ortónimo

Mais um contributo para a leitura de Fernando Pessoa ortónimo

A poesia de Fernando Pessoa ortónimo baseia-se em binómios e em interpretações antagónicas, tais como a antítese consciência/inconsciência, pela qual o poeta mostra, nos vários poemas, uma predilecção. A inconsciência inocente que o autor cobiça está associada a um sentimento de leveza e liberdade, a uma nostalgia dos tempos de infância, a que faz constantemente referência. O desencanto e a angústia pelo presente provocam nele uma certa inveja pela felicidade inconsciente de outros, tal como é perceptível quando escreve: “Gato que brincas na rua/ Como se fosse na cama/ Invejo a sorte que é tua/ Porque nem sorte se chama” ou quando se dirige à ceifeira: “Ah, poder ser tu, sendo eu!/ Ter a tua alegre inconsciência”.

Outra das marcas na poesia de Fernando Pessoa é o binómio sentir/pensar, que está presente, por exemplo, em "Autopsicografia": “Gira, a entreter a razão/ Esse comboio de corda/ Que se chama o coração”, mencionando o efeito de distracção que o coração pode provocar na razão. Esta ideia também está presente nos versos “Eu simplesmente sinto/ Com a imaginação/ Não uso o coração”, onde o poeta evidencia a intelectualização das emoções.

Um dos pontos fulcrais para Fernando Pessoa, na poesia ortónima, é a sua auto-descoberta, focando-se o sujeito poético nas questões mais complexas e longínquas do ser,  que lhe despertam uma angústia perante si próprio: “ Querendo, quero o infinito./ Fazendo, nada é verdade./ Que nojo de mim me fica.”

Fernando Pessoa, servindo-se dos seus poemas reflexivos, onde a musicalidade e o ritmo estão sempre presentes, procura conhecer a humanidade através da exploração de si próprio, como refere o semi-heterónimo Bernardo Soares: Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento.


Ler excerto de Livro do Desassossego

Catarina Custódio e Filipa Antunes (ex-12ºC-2009)