"Dez horas da manhã"
"Lavo, refresco, limpo os meus sentidos.
E tangem-me, excitados, sacudidos,
O tacto, a vista, o ouvido, o gosto, o olfacto!"
Fotos: Inês Pereira | A. Catarina Luís, Márcia Santos, André Santos
Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de actualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.

ESCOLA SECUNDÁRIA HENRIQUES NOGUEIRA
PORTUGUÊS, 11º ANO
profª Noémia Santos
Como ler e fazer esquemas[1]
Um esquema é a representação e interpretação simplificada de uma realidade mais complexa. A sua utilização ajuda-nos a compreender e a recordar os acontecimentos, a estabelecer relações entre eles ou entre diversos factores e a compreender a influência que esses acontecimentos ou factores exercem uns sobre os outros.
Há vários tipos de esquemas: lineares, quando organizam a informação na horizontal e na vertical; circulares, se organizam a informação em círculo; piramidais, se a informação se dispõe em forma de pirâmide; e sistemáticos, quando a informação se organiza em forma de quadro, representando as relações de interdependência de um fenómeno.
Como ler um esquema
1º Identificar o seu conteúdo, isto é, o tema, a data e, eventualmente, o lugar;
2º Ler a informação tendo em conta os diferentes tons de cor, a forma, a direcção e espessura das setas de união.
3º Interpretar a informação, estabelecendo relações entre vários fenómenos, seguindo a direcção das setas. Uma seta pretende dizer-nos que um acontecimento ou um fenómeno teve “determinada consequência” ou “conduziu a”.
4º Escrever um comentário – começa por identificar o conteúdo, faz a descrição ordenada da informação e depois tira uma conclusão, que deve ser a interpretação das relações entre os diversos dados apresentados.
Para construir um esquema
1º Ordenar a informação.
2º Escolher o tipo de esquema mais adequado.
3º Utilizar a mesma cor e a mesma forma para todos os elementos de um mesmo tema.
4º Colocar adequadamente as setas, considerando que a ÷ significa causa/efeito e a seta ø quer dizer inter-relação.
5º Usar de forma correcta o traço mais espesso ou menos espesso e a linha contínua ou tracejada para expressar uma relação mais ou menos importante.
6º Escrever as palavras na horizontal e com letra legível.
Como fazer citações, notas e indicações bibliográficas[2]
1) Citações no texto
– citações curtas: em letra redonda e limitadas por aspas. Quando o texto citado contiver segmentos entre aspas, deverão, neste caso, usar-se aspas simples. Exemplo: “Tudo aquilo que aparece nas épocas cruciais da História é comparável com as ‘emergências’ de que falam os biólogos e certos filósofos”.
– citações longas (mais de quatro linhas): em parágrafo destacado no texto, avançado 1,5 cm à direita (Formatar > Parágrafo > Avanço > Esquerda: 1,5 / Direita: 0 // Format > Paragraph > left: 1,5 / right: 0), letra redonda, corpo 11, espaçamento simples, sem aspas. Exemplo:
Apesar da impossibilidade em que ainda hoje nos encontramos de elaborar um repertório completo e preciso dos centros de produção de livros, e de fornecer um apanhado quantitativo dessa produção por épocas e regiões determinadas, é, no entanto, possível delinear, de modo bastante exacto, as condições em que o livro era elaborado e difundido nos séculos XIII, XIV e XV.
2) Notas
Em rodapé, fonte Arial, letra redonda, corpo 8, espaçamento simples. As citações em notas seguem a norma adoptada para as citações curtas no texto.
3) Referências bibliográficas
Fazem-se abreviadamente em nota de rodapé. A forma abreviada remeterá para a bibliografia, a apresentar no final, e incluirá apelido(s) do(s) autor(es), primeira ou primeiras palavras do título e páginas citadas. Exemplos:
Na nota:
Anselmo, “Geografia”, pp. 34-35
Febvre, Martin, O Aparecimento, p. 12.
Na bibliografia:
ANSELMO, Artur, “Geografia da proto-imprensa cristã em Portugal”, Actas do Colóquio Sobre o Livro Antigo, Lisboa, 23-25 de Maio de 1988, coordenação de Maria Valentina Sul Mendes, Lisboa: Biblioteca Nacional, 1992, pp. 33-37
FEBVRE, Lucien, MARTIN, Henri-Jean, O Aparecimento do Livro, tradução de Henrique Tavares e Castro, revisão científica de Artur Anselmo, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000
Não serão usadas, nas notas, expressões como "op.cit." ou "idem" para indicar bibliografia.
4) Bibliografia
A lista de referências bibliográficas deverá ser organizada por ordem alfabética e apresentar-se em fonte Arial, corpo 11, espaçamento simples, espaço duplo entre cada entrada bibliográfica.
Vejam-se os exemplos acima, para registo de livro e de texto individual em volume colectivo. Eis exemplos de artigo em revista e de edição crítica:
Cepeda, Isabel Vilares, “Uma versão portuguesa do Libro de las Tres Creencias”, Revista da Biblioteca Nacional, série 2, vol.1, n.º 1-2, 1986, pp. 217-224
Livro das Obras de Garcia de Resende, edição crítica, estudo textológico e linguístico de Evelina Verdelho, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994
No caso de duas ou mais entradas bibliográficas do mesmo autor, o seu nome deverá ser sempre registado e nunca substituído por traço, aspas ou qualquer outro sinal.
O apelido do autor deve ser formatado em versaletes (maiúsculas pequenas).
[1] In página da Escola Secundária de Pedro Nunes .
[2] In http://www.fl.ul.pt/dep_romanicas/auditorio/normas.htm (adaptado)
A fim de melhor prepararem a intervenção em aula, a partilha de leituras e o texto de reflexão/opinião que terão de redigir, deixo os guiões de trabalho para cada um e para os grupos que tenham lido o mesmo livro, numa segunda fase. Podem imprimir ou fazer no caderno.
CONTRATO DE LEITURA
| Identificação Bibliográfica | |
| Nomes do(s) aluno(s) leitor(es) deste livro | |
| Género/Sub-género | |
| Registo (sério, cómico, mordaz, crítico...) | |
| Breve síntese do livro (não exceder 10 linhas) | |
| Tema/problema/situação humana sobre a qual se reflecte | |
| Aspectos/pontos geradores de possíveis diferenças de opinião ou controvérsia interpretativa | |
| Frases/passagens lapidares [indicar página(s) ] |
| Contributos do livro para a compreensão da vida/das pessoas/do mundo |
| Aspecto menos conseguido/apreciado |
| Informações com interesse sobre o autor e a fortuna do livro (edições, recepção do público/da crítica, possível adaptação ao cinema/teatro...) |
CONTRATO DE LEITURA
| Fase II Agora que já discutiram o livro e registaram as vossas conclusões, está na altura de pensarem no TEXTO CRÍTICO. Assim:
Público - http://www.publico.pt/ Visão - http://aeiou.visao.pt/
NOTA: Se houver computadores disponíveis e assim o preferirem, podem escrever directamente no blog. |
Atenção turma A: Há a maior brevidade em fazer esta tarefa, devido à data para a qual está marcado o exercício |
Uma noite de festa e de surpresas... quase 500 pessoas aceitaram o desafio!
Foi uma forma diferente de juntar a literatura e a ciência, o gosto pela escrita, pela leitura, pelas palavras, pela noite!
Quem tiver boas fotografias, mande para o meu e-mail ou leve para a escola! Vamos fazer um filme com tudo o que houver de melhor.
TEXTO PARA A EDA CONVIDAR A ENTRAR NA CASA DAS HISTÓRIAS
As estrelas são gulosas por histórias, que devoram, à noitinha, engordando, engordando, penduradas num estendal que existe no céu.
Os homens também gostam de histórias que costumam ler nas estrelas, abrindo-as devagarinho, para nelas descobrirem milhões de palavras que servem para perceber o mundo. Ora o “problema muito enorme” é que nem todas as estrelas gordas de histórias se deixam abrir.
Resta então, aos homens, roubar-lhes as suas histórias. Mas quando sobem ao céu, de foguetão, tentando chegar às estrelas, elas desmaiam fazendo nascer o dia. Só as mãos mais pequeninas, dos meninos e meninas, com meiguice, roubam histórias às estrelas. Não raro usam um feijoeiro mágico, para lá chegar.
Depois dos “Cantares às Estrelas”, feitos em voz doce, de mansinho, abrem-se agora as portas ao mundo: cá dentro vão ser “Espaços de Magia”, espaços para ouvir e contar, para ver mas também para experimentar.
Visitas guiadas, e outras não, pelas estrelas e poemas e por um grande feijoeiro feito escada. Mais ainda, “0 céu vai entrar na Fábrica”, pois aqui se vai falar das estrelas que não sendo as dos poetas se acreditam mais concretas. E até faremos uma Prova de Estrelas.
Será ao sabor e com os saberes das estrelas que, pelas 23 horas, regressaremos ao convívio da noite, mãe de todos os sonhos.


