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30 outubro 2010

Retórica

Análise do discurso de Barack Obama aos alunos americanos na abertura do Ano Lectivo 2009/2010


No exórdio do discurso de Barack Obama, tal como a estrutura do texto argumentativo apela, o presidente transmite palavras e expressões de aproximação com a comunidade estudantil, dando exemplos da sua vida enquanto estudante – “ (…) muitos devem ter pena por as férias do Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama. Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que decidiu dar-me ela própria umas lições extra, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã” – palavras que comovem imediatamente a sala e criam um clima de solidariedade, amizade e interesse entre o auditório e o orador.
A estrutura deste discurso funciona da seguinte forma: depois de estabelecida a proximidade entre Obama e os alunos, com uma introdução apelativa, progressivamente (com aumento gradual) o orador expõe o assunto sério e importante mas, para que não pareça um discurso “pesado” e aborrecido, é preenchido com inúmeros exemplos curiosos e apelativos.

(continua)

Filipe Ferreira
28 Outubro, 2010 23:27


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19 outubro 2010

Olhar crítico


Na disciplina de Português -11º ano foi-nos proposto desenvolver um trabalho relacionado com o que fez o grande Martin Luther King. O nosso trabalho consistia em encontrar algo que pudesse ser melhorado na Escola Secundária Henriques Nogueira ou mesmo em Torres Vedras, relatar esse aspecto e tentar encontrar soluções para esse mesmo problema.

Nós conseguimos detectar que na nossa escola existe uma falta de investimento na tecnologia, é o nosso tema de trabalho. Podemos começar por falar da rede de internet da escola, esta não é muito segura e vai a baixo facilmente. Outro aspecto é o facto dos computadores da nossa biblioteca serem algo lentos, também devido à rede de internet da escola. Na nossa escola também estão alguns quadros interactivos que mal são utilizados pelos professores, são mais rápidos, fáceis de manusear, e não há problemas com a visão pois pode-se aumentar o tamanho das letras e são quadros que não causam alergias como os quadros de giz. Também vimos que se trabalha pouco com os projectores que foram colocados no tecto das salas. Nestes dois últimos exemplos pode-se dar o caso de ter sido dinheiro mal gasto.

Queríamos ainda apresentar algumas soluções para os problemas referidos em cima. No caso da rede de internet deveria ser melhorada, tornando-a mais segura e sem quebras. Os computadores da biblioteca deviam ser substituídos ou provavelmente formatados de forma a serem mais rápidos e acessíveis; neste ponto é importante referir a sensibilização aos alunos para estes não colocarem as pen’s com vírus nos computadores da biblioteca pois tornam-nos mais lentos. Os quadros interactivos e os retroprojectores deviam ser utilizados mais regularmente pois são benéficos para todos. Para isso talvez fosse necessária uma aprendizagem dos professores para estes poderem utilizar correctamente os quadros interactivos e retroprojectores.

Trabalho realizado por:

· Bernardo Brasil nº4

· Rui Mendonça nº20

· 11º A

2010/2011

17 outubro 2010

Internet

Estou à espera de mais filmes feitos por vós.

Aqui vai uma pista, a pensar nos futuros temas de trabalho.

16 outubro 2010

Para que as palavras não se percam


Aplicação de conhecimentos: como usar estratégias eficazes e persuasivas em intervenções orais (ponto de partida: os discursos de Martin Luter King, Marco António, de Shakespeare)
  • conhecer o contexto informativo

  • perceber a situação de comunicação - para quem se fala? em que circunstâncias?com que objectivo? onde? durante quanto tempo?

  • adequar o discurso ao contexto informativo e à stuação de comunicação.


Lembra-te:

se sabes pouco sobre o tema, se não tens nada de interessante para dizer...esquece! Nenhum artifício retórico disfarça a falta de ideias!

Trabalho de aula: texto expositivo/argumentativo

«Hoje, estamos aqui nesta sala reunidos com humildade e com a consciência de que estamos todos no mesmo bar
co, rumando na mesma direcção mas acima de tudo revoltados com esta tempestade que nos envolve e nos puxa para o fundo deste oceano que é a crise.

Há cem anos vivemos a maior viragem da História política portuguesa, com a implantação da república; foi prometido ao povo que tudo o que se fizesse na nação seria para o nosso bem; mas não é o que nós vemos hoje e por isso vimos aqui.
Queremos o prometido, queremos quem assuma o leme do nosso barco e não queira apenas encher os seus bolsos como aconteceu em tempos anteriores, queremos o prometido; o prometido há cem anos ao povo; que com a mudança o fosso entre ricos e pobres não seja cada vez maior, mas sim que este diminua.
Queremos o prometido, queremos a bonança, pois estamos fartos desta tempestade: os nossos representantes recebam onze vezes mais do que a maior parte de nós, mas os nossos representantes, estes homens gloriosos, lá têm as suas razões.

No dia 9 de Maio de 2009, em plena crise, José Sócrates e seus ministros receberam o maior aumento da história do governo, mais 3% do que o salário anterior passando a receber 5440 euros mensais. Queremos o prometido. Nesta mesma data, os trabalhadores da banca e de outras empresas viam os seus salários a baixar cada vez mais devido à forte crise que se abatia sobre o país e o mundo; em suma, a partir desse dia o país passou a gastar mais meio milhão de euros mensais em vencimentos de altos cargos políticos sem que nada aparentemente o justificasse. Queremos o prometido; mas estes grandes homens chefiados pelo nosso comandante do leme, o primeiro-ministro, José Sócrates, devem ter as suas razões.
Queremos o prometido; a licenciatura duvidosa do nosso comandante do leme já levantou muitas suspeitas acerca da sua fiabilidade; se analisarmos com atenção o seu processo deparamo-nos com documentos por assinar e carimbar, datas confusas, contradições nas notas e professores repetidos. Queremos o prometido; queremos que cada pessoa seja igual a nós, com os mesmos direitos e deveres, não por ter um pai aqui! Um amigo ali! Ou por ter dinheiro que façam licenciaturas duvidosas. O comandante do nosso leme tem-se visto embrulhado em inúmeros escândalos de foro pessoal e político, pondo assim em questão a sua credibilidade e capacidade de chefia, como um homem no seu lugar tem de ter. Talvez este honrado homem e seus prestigiados subordinados não tenham tido assim tantas razões para terem sido aumentados, mas quem somos nós, membros da classe mais ínfima da sociedade, o povo.

Queremos o prometido! Com isto queremos apenas reforçar a ideia de que o nosso comandante do leme não está à altura das suas funções, nem do seu salário e prémios!
Com isto apelamos a que nas próximas eleições não deixem passar isto em BRANCO! Queremos o prometido! »

Trabalho elaborado por:
Daniel Miranda
Gonçalo Arsénio
Sebastião Pinheiro
11ºA
11 Outubro, 2010


Créditos das Imagens:
acolherdoproximo.blogspot.com
outraezcuela.blogspot.com
sonialotusnavega.blogspot.com


13 outubro 2010

100 Anos Volvidos

2010 (ou antes...ou depois)

5 de Outubro de 1910

Eis o texto dos vossos colegas, glosando o mote do discurso de Martin Luther King

Caros compatriotas,

É com enorme prazer que nós, alunos do ensino secundário, estamos aqui convosco para reflectir sobre o futuro do nosso país.

Há um século, a união fez a força. A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e de se adaptar à modernidade fizeram com que na revolução de 5 de Outubro de 1910 se implantasse a República em Portugal. Um regime que visa os interesses públicos, a administração do bem público onde todos podemos ser ouvidos e expressarmos as nossas opiniões.

Mas, cem anos volvidos, a verdade é que Portugal enfrenta uma das maiores crises económicas desde então: cerca de 11% da população portuguesa (mais de 600 mil cidadãos) está desempregada e Portugal perde, externamente, cerca de dois milhões de euros por hora.

Hoje, o governo Português, aconselhado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) comunicou ao país o aumento do IVA (Imposto Sobre o Valor Acrescentado) de 21% para 23%. Esta medida visa diminuir o défice orçamental de 9,3% (2009) para 7,3% (2010) assim como a dívida externa (actualmente está a 76,8%).

É normal que numa primeira impressão os Portugueses chumbem as medidas tomadas pelo Estado, devido a uma má imagem a que o Governo está associado, relacionada com o insucesso de políticas governamentais anteriores.A subida do IVA, na verdade, pode resolver alguns dos problemas de Portugal, visto que o imposto é aplicado apenas a singulares, não afectando as exportações. Garante, assim, receitas imediatas ao Estado. Esta medida apenas resultará se no futuro o Governo não voltar a cometer os mesmos erros, caso contrário voltaremos ao estado dos dias de hoje.
É por isso que nós, imparciais e informados, vimos apelar-vos ao sentido crítico.


Filipe Ferreira, Luís Gonçalo Gomes, Maria Rita e Patrícia Antunes 11ºA

13 Outubro, 2010 22:05


Crédito de imagens:

"Crise", de Rodrigo, in Expresso, online em http://eideguimaraes.wordpress.com/2010/05/18/cartoon-38/

5 de Outubro de 1910 - http://angnovus.wordpress.com/2010/10/02/nos-tambem-nao/

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11 outubro 2010

Aprender no século XXI

Discurso de Obama

Para analisar e/ou confrontar com ouras discursos

10 outubro 2010

Rodoviária de Torres Vedras

Discurso argumentativo
Temas:
 - Mudança do local da Rodoviária de Torres Vedras
Público-alvo:
- Residentes do Concelho de Torres Vedras
- Utilizadores do sistema rodoviário
- Assembleia Municipal
Etiquetas:
- Torres Vedras
 - mobilidade
- transportes públicos.
Intervenção Pública na Assembleia Municipal
          Estamos felizes por estarmos hoje aqui presentes para reflectir sobre uma medida anunciada pelo executivo camarário de Torres Vedras, que visa a mudança da localização da rodoviária.
          A ser concretizada, esta medida irá afectar grandemente os utentes. Esta mudança implicará que a rodoviária passe do centro da cidade para uma zona mais periférica.
          Visto que as escolas e os serviços públicos (hospitais, centros de saúde, segurança social) se encontram no centro da cidade isto irá exigir uma maior disponibilidade por parte das pessoas, pois a distância até esses locais irá aumentar; por outro lado, os utentes mais pobres e com maiores dificuldades motoras, irão ter um maior dispêndio, pois terão de recorrer a outros meios (transportes urbanos) para se deslocarem aos serviços pretendidos.
            Uma vez que os horários dos autocarros estão conciliados com os horários escolares isto implicará,também, uma mudança que prejudicará a maioria dos alunos, pois os autocarros chegam ao terminal muito próximo da hora de começo das aulas e ainda têm de percorrer toda essa distância.
            Será que esta é a melhor solução?
           Agora, cidadãos torrienses como nós, está na hora de exigirmos uma maior sensibilidade por parte dos que governam este nosso município para que, face às dificuldades da sociedade, tomem uma decisão favorável à maioria das pessoas.
Grupo:
Inês Pereira, José Freitas, Maryline Matos, Rafael Pinheiro e Rodolfo Pereira.
 08 Outubro, 2010 09:30




08 outubro 2010

Medicina em Portugal - algumas falhas

Não se pode afirmar que a saúde pública em Portugal é muito má, apesar de haver muitas falhas no sistema em que se privilegia demasiado as grandes cidades, esquecendo as zonas interiores - um dos factores que contribuem para o envelhecimento populacional dessas zonas e consequentemente desertificação, motivada pela procura de cidades com melhores equipamentos.
Se há umas dezenas de anos atrás os hospitais eram geridos pela classe médica, hoje deixaram de o ser, são geridos como empresas por gestores privados ou públicos cuja finalidade é gerir custos e não pessoas e serviços.
Devido à má administração, nos centros de saúde sente-se uma falta de médicos de família, ou médicos de família com excesso de utentes a seu cargo, o que impossibilita uma consulta em tempo útil, ou um acompanhamento médico eficaz.
Outro ponto a discutir é «o sistema de triagem de Manchester» que é um instrumento adoptado para classificação de risco de pacientes, cuja ideia é priorizar os casos mais graves e não a ordem de chegada. Na realidade, existem falhas no sistema, como por exemplo: é impossível de avaliar a gravidade de alguns casos graves (por exemplo a hemoptise que é a expectoração sanguinolenta através da tosse à qual é atribuída a com amarela, o que não reflecte a urgência em ser encaminhado).
Conclusão de um estudo feito acerca de triagem de Manchester em Portugal: "Embora o objectivo da triagem seja a mudança de alguns indicadores, tais como a diminuição da mortalidade, as alterações não foram encontrados em nenhum dos indicadores estudados".
Por último, nota-se um aumento de utentes nas listas de espera para cirurgias. Apesar de estabelecidos prazos neste momento, os hospitais portugueses passaram a ter um prazo máximo de nove meses para operar os doentes em lista de espera e dois meses se o caso for grave. As listas de espera são mais um exemplo que evidencia a falta de médicos em Portugal

05 outubro 2010

Somos números?

Cartão do Cidadão

01 outubro 2010

Sonhos


Eu tenho sonhos. Tenho caixas de sonhos, gavetas de sonhos, secretárias cheias de sonhos. Até o quarto repleto de sonhos. Sou resultado de um sonho, sou feita de sonhos. Mas hoje. Hoje eu tenho um sonho…

Eu hoje tenho um sonho… as 24h serão sempre melhores a partir de amanha. Verei o dia com todas as cores do arco-íris. Terminarei o luto.

Eu hoje tenho um sonho… aceitarei que o que acho inatingível, só o é se eu não me mover para mudar isso, se eu não quiser realmente.

Eu hoje tenho um sonho… encerrarei capítulos passados. Abrirei portas a novas páginas. Vou começar já amanhã a enchê-las de histórias.

Eu hoje tenho um sonho… amanhã, quando acordar, irei ouvir a esperança do futuro falar de mim, e não me vou lembrar que no passado, falou de ti.

Eu hoje tenho um sonho… um dia quando olhares para a televisão, vais entender que bonecos existem apenas nela ou nas lojas, e que o teu erro foi imaginares-me uma Barbie com quem podias brincar, mas a tua volta só existem humanos.

Eu hoje tenho um sonho… Aceitarei que destruir recordações não implica necessariamente esquece-las, simplesmente, será o inicio da construção de outras.

Eu hoje tenho um sonho… Um dia vais aperceber-te que num dia deitas fogo, mas no outro dia poderás ser o queimado.

Eu hoje tenho um sonho… vou ser história na História. E quando a ouvires, vais sentir que o mundo não gira a tua volta e que o que és não serve de nada à humanidade.

Eu hoje tenho um sonho… amanhã serás uma pequena flor no meu jardim, e que nele, foste apenas a primeira plantação.

Eu hoje tenho um sonho… vais sentir que pegar no que está mais a mão, fecha portas a descobrir o que vem depois, e o melhor está sempre guardado para o fim.

Eu hoje tenho um sonho… Um dia, vou acelerar na estrada da vida, e vais ver-me passar-te ao lado. Vais encarar que anos de vida não significam progressão mental. vais sentir-te parado no espaço e no tempo e lembrar-te que não tens ninguém para te pôr “paninhos quentes”, como eu pus.

Eu hoje tenho um sonho… Nesse dia já não me vou lembrar de ti. Hoje é mesmo o dia.

Mariana Viola 11ºB

Ano Lectivo 2009/2010

30 setembro 2010

Eu tenho um sonho…

Inês Pereira  disse...


Vivo perante um sonho, um sonho que me acompanha desde criança.

Sonho que me faz viver, conviver, partilhar, estudar, conversar, tudo o que leva a uma vida em sociedade, tudo o que leva a grandes e boas amizades.

Tenho o sonho de um dia poder ser falada por um bom motivo, por ajudar, por revolucionar, por lutar por um mundo melhor.
Quero lutar por este país, por estas sociedades, por esta pátria, por este Portugal!
Se todos ajudarem, se todos contribuírem, vai haver mudanças.
Digam sim ao voluntariado. Sejam médicos, enfermeiros, dentistas, engenheiros. Sigam profissões procuradas e necessárias às condições básicas de vida dos nossos cidadãos.

Eu tenho o sonho de que todas as dificuldades, todos os contratempos serão ultrapassados.

Eu tenho um sonho e este sonho vai-se tornar realidade, por mim, por todas estas gerações.

28 Setembro, 2010 00:19

25 setembro 2010

Multimédia

A Arte é uma das formas mais vigorosas de intervir no real.

Deixo-vos o trabalho do artista Rui Gato e da Banda dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras, com uma dedicatória especial aos músicos:

Ana Marta, do 11ºB (oboe) e Pedro, do 11º A (saxofone alto)

ATENÇÃO: No sítio oficial têm o fabuloso trabalho multimédia preparado para ecrã, o qual inclui imagens da Banda a tocar (sim...vemos o Pedro e a Ana Marta e o prof. Fernando Martins!):

                                       http://how.pt/simple_how_news.html

Pensar o real

A propósito do discurso de Martin Luther King, e da necessidade de atenção ao real, foi feita a seguinte proposta, apresentada em aula:

Identificar um problema, uma situação a alterar...
Pensar uma resolução, uma forma de intervir para melhorar
Apresentar o resultado num vídeo de 1 minuto a 1,5 min.
Aqui fica o primeiro trabalho:

23 setembro 2010

Leituras do discurso de Luther King

                                                                                                                    Discurso Político

Discurso aos participantes na Marcha sobre Washington pelo Emprego e pela Liberdade. Marcha realizada a 28 de Agosto de 1963.
Assunto em causa: Descriminação, Falta de liberdade e oportunidade, injustiça, desigualdade, segregação.
Etiquetas: descriminação; segregação; direitos civis
Martin Luther King, menciona nesta manifestação da liberdade alguns dos seus sonhos:
- viver num país em que os negros não fossem julgados pela cor da sua pele, mas sim pelo conteúdo do seu carácter;
- sentar à mesa da fraternidade os filhos dos antigos escravos e os filhos dos antigos donos de escravos;
- transformar o Estado do Mississipi, um Estado asfixiado pelo calor da injustiça, asfixiado pelo calor da opressão num oásis de liberdade e justiça;
- conseguir que, um dia, no longínquo Alabama, com os seus tenebrosos racistas, com o seu governador cheio de ódio,  os meninos pretos e as meninas pretas pudessem dar irmãmente as mãos aos meninos brancos e às meninas brancas;

Alguns argumentos que levaram a esta grandiosa manifestação da liberdade:
- “ (…) O negro ainda não é livre”;
- “a vida do Negro continua a ser desgraçadamente tolhida pelas algemas da segregação e pelas grilhetas da discriminação”;
- “ (…) o Negro vive numa ilha deserta de pobreza no meio dum vasto oceano de prosperidade material”;
- “Cem anos volvidos [sobre o fim da escravatura], o Negro continua confinado aos cantos da sociedade americana e sente-se exilado na sua própria terra”;
- A América ter passado ao povo negro um cheque sem cobertura, um cheque em cujas costas estava escrito «insuficiência de fundos».
Estratégias argumentativas para cativar o público:
- Logo no início do seu discurso, Martin Luther King usou a seguinte frase: “Sinto-me feliz por estar hoje aqui convosco naquela que irá ficar na história da nossa nação [Estados Unidos da América] como a maior manifestação pela liberdade” com a finalidade de criar uma relação favorável com o auditório, manifestando o seu interesse em estar ali, junto daquele público.
Ao longo do seu discurso Luther King utilizou recursos expressivos como a anáfora, a comparação, a metáfora e também algumas analogias.Martin Luther King utilizou diversas estratégias de argumentação, nomeadamente os recursos expressivos como podemos verificar nestes dois exemplos retirados do texto:
- “Essa proclamação (…) como um grande farol (…)” – Comparação
- “Por isso viemos aqui hoje denunciar uma situação vergonhosa. Em certo sentido, viemos à capital da nossa nação descontar um cheque.” – Metáfora
Inês Pereira,11º B23 Setembro, 2010 00:11

22 setembro 2010

O reverendo Martin Luther King, em 1963, referiu alguns dos seus sonhos na Marcha Sobre Washington pelo Emprego e pela Liberdade.Os sonhos que ele tanto queria que se concretizassem eram:
- Um nação que vivesse segundo a Constituição americana, onde cada pessoa fosse ela negra ou branca tinha o "Direito à vida, Direito à Liberdade e à busca da felicidade".
-Que todos os brancos, donos de escravos e negros vivessem com igualdade e harmonia não importando o seu estatuto social, querendo também mais justiça nos julgamentos onde os negros fossem julgados pelo seu caractér e não pela sua cor.
-Queria igualmente que os seu filhos e outras crianças negras pudessem crescer ao lado de crianças brancas, sem serem julgadas e segregadas.
-Queria que em alguns estados referidos como mais conservadores que eram o Alabama, Mississipi e Geórgia, fossem libertados da "tirania" dos seus governadores, para que no futuro devessem ser estados de igualdade e liberdade.
-Afinal queria uma nação unida socialmente, e culturalmente em que todas as pessoas vivessem com iguais direitos civícos, com a mesmo liberdade e que não fosssem segregadas como durante muito tempo foram.
Durante a sua Marcha, Martin L. King também criticou o Governo Americano e os estados mais conservadores, que para ele eram desrespeitadores da Constituição americana e dos direitos de cada pessoa e sonhava que a nação fosse livre e que respeitasse a liberdade de cada um. Martin Luther King lutou e sonhou para isso mudar.
Rui Mendonça nº20 11º A

14 setembro 2010

Podes ver o discurso na íntegra.




A pedido de vários alunos vai com legendas em [mau] português, o único que encontrei disponível. Se conseguirem,vejam sem legendas: as dúvidas serão esclarecidas com a leitura do texto, disponível no Manual.

Bom Trabalho.


Aguardo os vossos filmes (usar telemóvel ou máquina fotográfica) - um minuto a 1,5 ', não mais.

É obrigatório dar um título, que traduza o tema e/ou o vosso ponto de vista.

Olhar atento e cuidado na edição das imagens.


Imaginar o futuro

Quando imaginamos o futuro
é porque queremos pereceber melhor o presente

11 setembro 2010

Cidades imaginárias




O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros   Alvin Tofller
Diogo Valério,  Maio 2010
Beatriz Carreira, Maio 2010


Há séculos que os desertos e as grandes florestas e os densos bosques pintalgados de sol tinham desaparecido da face de um pequeno mundo superpovoado, porque a terra era pouca para edificar e para cultivar. Por isso se cultivavam também os oceanos. Nas antigas florestas da Amazónia havia deslumbrantes cidades de vidro, aeroportos imensos, belas auto-estradas. O mesmo nas de África e da Ásia, o mesmo nas do resto do mundo. E os animais, os poucos que tinham sobrevivido ao arrancar das raízes, encontravam-se em três ou quatro pequenos jardins de aclimatação.

Aquelas estranhas florestas eram, no entanto, as que ele imaginava. Velhas, luxuriantes florestas de há séculos, com uma vida que vinha do princípio das coisas. Florestas com túrgidas flores que nasciam, cresciam e morriam em poucas horas, que, por assim dizer, renasciam e onde o perigo espreitava por detrás de cada folha.

Mª Judite de Carvalho, “A Floresta em sua casa” in Os Idolatras, 1969
 
 
 
11º A e B
 
Este é o vosso novo espaço!
Podem sempre voltar ao asas-da-fantasia, se a nostalgia atacar.


 
Começamos com dois trabalhos  dos colegas Beatriz e Diogo, que desenharam a sua visão do futuro, a partir do conto de Mª Judite de Carvalho, incluído no livro Os Idólatras.







Bom Ano!

10 julho 2010

Uma última ajuda

Quadro de Pedro Chorão. Foto: N.S.

Meus caros alunos que se vão apresentar a exame, na 4ª feira

Para facilitar um pouco a vossa vida, criei alguns "posts" sobre a matéria e recuperei outros que estavam lá para trás. Assim fica tudo junto.

Bom trabalho! O fundamental é: ler o enunciado com muita atenção, não alongar demasiado as respostas - para evitar descontos nos erros - e, na III, fazer tópicos, registos de ideias e vocabulário, ter um fio condutor e só depois avançar para a escrita.
Respirar fundo! Não andar aos saltos nas respostas. Fazer cada grupo de uma vez. Comecem pelo que sabem melhor.

Atenção Filipa - concordâncias, preposições, ligações descontam 2 pontos! Calma e tempo para rever.
Atenção Fábio (do PTG) - aposta na interpretação e no desenvolvimento. Lê o texto da III antes de entregar. Vê se ficas convencido. Tem de ter coerência.

A todos - Boa sorte!

SEGUNDA À TARDE POSSO AJUDAR, SE PRECISAREM.

O poeta da Natureza

O Poeta da Natureza, Alberto Caeiro, é um guardador de rebanhos. E os rebanhos são os seus pensamentos.
Este filósofo anti-filosofia afirma que o seu olhar “é nítido como um girassol” e que anda a passear e a olhar o mundo, sempre com o pasmo que uma criança tem ao ver o mundo quando nasce “se, ao nascer,/ Reparasse que nascera deveras…”. Acredita na eterna novidade do mundo, no que os sentidos lhe transmitem e que o importante é o “agora”. Pensa com os sentidos enquanto deambula pela vida: “Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la”.“Pensar é estar doente dos olhos”, por isso não devemos reflectir sobre as coisas, devemos olhar para elas e vê-las, e de todas as vezes que olharmos para trás e as virmos, devemos vê-las como algo novo que são, não ver a Natureza por dentro “Porque a Natureza não tem dentro/ Senão não era Natureza.”.
A lição mais importante que Caeiro tem para nos ensinar é vivermos em comunhão com a Natureza, aceitá-la tal como ela é sem reflectirmos sobre o assunto e absorvê-la com os nossos sentidos, livres de preconceitos e de imagens predefinidas. Este poeta da Natureza não é só o mestre de Pessoa e dos outros heterónimos, é também o meu mestre e deveria ser o de todos nós.“Pensar incomoda como andar à chuva” e eu hoje não me quero molhar.
A. Catarina, 12º H

Imagem: poloroid tirada pelos alunos no atelier sobre Cesário Verde, em 2007. Acho que é uma boa companhia: Cesário, mestre de Caeiro, mestre de Pessoa.
A Mensagem apresenta uma leitura simbólica e mítica da História de Portugal.

 O que em Os Lusíadas é acção/história, na Mensagem é ideal/mito.

 Parte de um núcleo histórico concreto e de personagens com existência histórica (como Os Lusíadas), mas o que interessa ao poeta, o que une todos esses “heróis” (ganhadores ou perdedores), é:
  1. o seu lado ideal e mítico
  2. o cumprimento de uma missão maior a que foram chamados
  3. a “febre d’Além”
  4. a grandeza de alma insatisfeita
  5. o sonho que eleva a humanidade acima da “besta sadia”.

Tem por base a ideia mítica do destino (ou desígnio) dos povos para determinadas missões:


“Deus ou os deuses talharam o destino dos povos.”
(J. Prado Coelho)

A Mensagem representa o “elogio do Português, desvendador e dominador de mundos”, enquanto ideal, procura de Absoluto.

O Império Português do Século XVI é visto como um “obscuro e carnal arremedo” desse outro Império Espiritual por achar:
“Cumpriu-se o Mar, e o império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

A situação de Portugal do seu tempo:

“uma época da pátria em que havia minguado a estatura nacional dos homens (...) um presente infeliz”
Um tempo de “inquietação e angústia”
“Ó Portugal, hoje és nevoeiro...” (Nevoeiro)
“Este fulgor baço da terra/Que é Portugal a entristecer - /Brilho sem luz e sem arder” (Nevoeiro)


A força do espírito
“O esforço é grande, o homem é pequeno”
“A alma é divina e a obra é imperfeita.”

( O Padrão)

“contra as artes e as forças do espírito não há resistência possível”
“Todo o império que não é baseado no Império Espiritual é uma Morte de pé, um Cadáver mandando.”


Mensagem e o Modernismo
http://www.prof2000.pt/users/hjco/mensagem/

Análise de poemas (não perder muito tempo; só para confirmar algum aspecto)
http://www.umfernandopessoa.com/analise-poemas-mensagem.htm

Leituras de FP

Na poesia do Fernando Pessoa, pode-se referir o poema “Autopsicografia”, como uma descrição do poeta, em que este exprime um fingimento artístico e uma dor sentida e escrita. “ O poeta é um fingidor / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente.”. Há uma enorme adesão de Fernando Pessoa ao uso de binómios: neste poema o poeta faz uma relação entre duas unidades opostas a da sinceridade - fingimento. Como conclusão, na “Autopsicografia” surge uma metáfora entre o coração e o comboio de corda que entretém o coração.

Outra característica na poesia ortónimo de Fernando Pessoa é a evocação de um espaço do passado; em muitos dos seus poemas a principal temática é a sua infância, descrita como um paraíso perdido, como um tempo que jamais voltará. Quando Fernando Pessoa faz uma reflexão sobre a sua infância evoca sentimentos de felicidade e um desejo infinito de lá voltar, comparando com a sua vida actual recorda a infância “como um tempo de ouro” “E eu era feliz? Não sei: / Fui-o outrora agora”.

“Viajar! Perder países! / Ser outro constantemente / Por a alma não ter raízes / de viver de ver somente.” Neste extracto do poema é notável o desejo de mudança que Fernando Pessoa alimenta durante toda a sua poesia, um desejo de liberdade, de leveza, de não ter um sítio para chegar, de não se fixar num lugar. Conclui-se, então, que na poesia do ortónimo, o sujeito poético é uma pessoa consciente, com um desejo de mudança, de imaginação, de criação, como o próprio diz: “eu não sou sonhador, mas sou um sonhador exclusivamente”. Utilizando toda a sua consciência e racionalidade, Fernando Pessoa procura conhecer toda a humanidade através de si próprio.

Trabalho enviado por João Félix

Criança, gato, ceifeira...

Em Fernando Pessoa ortónimo existe uma personalidade poética activa, que conserva o nome do seu criador. O ortónimo (no poemas que estudámos) centra-se em três criaturas simples: a ceifeira, o gato e a criança. O poeta ao pensar nestas criaturas alegra-se e entristece-se simultaneamente. No poema dedicado à ceifeira, esta canta pensando que é feliz, o poeta quer ser como ela, inconsciente, não ter de pensar nas coisas e, contudo, ter a consciência de toda a inconsciência, como se pode ler nos versos “Ter a tua alegre inconsciência / E a consciência disso!”.

Já no poema “Gato que brincas na rua”, Fernando Pessoa deixa evidente a temática da fragmentação do “Eu”, referida nos versos “Eu vejo-me e estou sem mim / Conheço-me e não sou eu”. O sujeito poético compara-se com o gato até mesmo no que diz respeito a este tema e pode-se confirmar que, ao contrário do “Eu”, o gato não[vive a angústia da dispersão do eu, da fragmentação existencial]  através dos seguintes versos: “És feliz porque és assim / Todo o nada que és é teu”.

O tema da criança está presente em diversos poemas da obra do ortónimo, “O Menino de sua Mãe”, “Quando as crianças brincam” e “Pobre velha música”, põe exemplo. Em todos estes poemas, o sujeito vai “sentir” uma nostalgia em relação à infância, ficando com pena de não a ter vivido com a intensidade que desejava, conforme se pode constatar nos versos: “Quando era criança”, “Quando as crianças brincam”, “E toda aquela infância / Que não tive me vem” e “Nessa minha infância / Que me lembra de ti”. Este tema para Fernando Pessoa e seus heterónimos merece um ponto de destaque. Sendo a criança uma criatura livre, despreocupada, a infância também o vai ser, sendo esta chamada a idade d’ouro.


Ricardo Pinto 12º C

Fernado Pessoa - Um quarto com muitas portas!

"Sê plural como o universo!" Pessoa inventou muitas pessoas
Fernando Pessoa procura através da fragmentação do “eu” a totalidade. A tensão entre o material e o sonho, o real e o ideal, entre querer e fazer surge como tentativa para encontrar a unidade entre a experiência sensível e a inteligência.

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Depois de teres lido os poemas ortónimos sobre a temática da infância, ouve agora o poema Aniversário, do heterónimo Álvaro de Campos (incluído no Manual), para perceber de que modo a criança "de outrora de hoje" atravessa vários poemas:
Ouvir Aniversário (Universade Aberta)

Outros sítios com os textos, elementos biográficos e/ou iconografia de Fernando Pessoa:
A obra de Fernando Pessoa (na Biblioteca Nacional)
Instituto Camões (língua, cultura e literatura portuguesas)
Virtuália (blogue em português do Brasil; tem informação fiável e boas imagens)As Tormentas (informação sobre a vida e a obra de escritores portugueses)
Vidas lusófonas (idem; inclui citações do próprio escritor...)
Prof2000 (notas, apontamentos, análises temáticas sobre o poeta e os heterónimos; serve para apoiar o estudo, mas deve ser consumido moderamente, pois tem muitas "ideias feitas" sobre o assunto).

09 julho 2010

Fernando Pessoa




Não sei o quê desgosta
Não sei o quê desgosta
A minha alma doente.
Uma dor suposta
Dói-me realmente.


Como um barco absorto
Em se naufragar
À vista do porto
E num calmo mar,

Por meu ser me afundo,
Pra longe da vista
Durmo o incerto mundo.
        
Fernando Pessoa

Deixo algumas ligações

 Biografia
Modernismo/Fernando Pessoa - com alguns comentários e textos sobre o poeta
Biografia e poemas do ortónimo e heterónimo
Informações e poemas
Casa Museu Fernando Pessoa


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Fernando Pessoa em toda a sua vida trabalhou com um objectivo: olhar para si, para olhar para todo o Mundo, de forma a compreendê-lo : “ Por isso, conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda”.


De tudo o que Fernando Pessoa escreveu, uma longa e extensa obra, nos poemas que estudámos o poeta aborda muitas vezes os temas da liberdade, do coração, do sonho, da consciência/inconsciência e do pensamento. Em muitos dos seus poemas revela um desejo de liberdade, de ser livre, de não estar preso.

Traços característicos do desejo do poeta de se libertar são a solidão, a inquiteação, a angústia que demonstra nos seus poemas. O poeta revela-nos também a dor de pensar, o desejo que este tem para deixar de intelectualizar as emoções, pois quer permanecer ao nível do sensível para poder desfrutar dos momentos bons da imaginação, mas a constante intelectualização não lhe permite.

O poeta assim sente-se numa constante angústia pois não consegue deixar de raciocinar, sempre que começa a sentir, este automaticamente intelectualiza essa emoção tirando-lhe o prazer de se interiorizar nessa emoção, incapacibiliando-o de ser feliz.

Nos seus poemas o poeta revela o desejo de se libertar de si próprio: “Ter a tua alegre inconsciência, e a consciência disso!”.

Podemos então concluir que o poeta sente com a imaginação e não com o coração, e que não existe fingimento ao criar o poema, mas sim na racionalização dos sentimentos sentidos pelo sujeito poético.



Felizmente há Luar!

Com Felizmente Há Luar! – e à maneira de Bertot Brecht – Luís de Sttau Monteiro pretende “ensinar”, obrigar a reflectir sobre as realidades do seu tempo (1961), analisando as situações através da apresentação de personagens, fora do tempo do espectador, cujos comportamentos valem pela sua exemplaridade.
Pondo em relevo os conflitos entre grupos sociais em 1817, pretende levar o espectador a ver de fora – já que se trata de outra realidade – a analisar e tirar conclusões sobre, por exemplo: 

  • O autoritarismo dos governantes, que não hesitam em perseguir e matar para se manterem no poder e garantirem a “ordem” dos poderosos

  • A prepotência e servilismo das classes dirigentes (representadas por D. Miguel)

  • A interferência da Igreja nos negócios do estado e a sua aliança com o poder autoritário; o domínio pelo terror, em nome de Deus

  • A mesquinhez, oportunismo e imoralidade dos delatores – Vicente, pela traição e a denúncia ganha um posto na polícia; vende-se pelo preço de um emprego

  • A coragem e a honradez dos que lutam pelas suas convicções, independentemente das consequências que possam sofrer; os que não se vendem – General;

  • O peso na consciência dos que podem agir para mudar e não o fazem – Sousa Falcão

  • A coragem e determinação de lutar contra a adversidade – Matilde

  • Os prejuízos causados pelo medo, a falta de determinação, o silêncio face à injustiça – os populares que facilmente se deixam enganar e/ou desistem de lutar

No caso da peça Felizmente Há Luar, as didascálias funcionam como um texto paralelo que enquadra, “traduz”, clarifica / limita a interpretação do texto teatral.

Muitas vezes nem se refere a indicações cénicas: consiste antes em comentários, antecipações, observações, referências psicológicas sobre as acções das personagens...

Ex: “O Principal Sousa, que só no segundo acto se revela inteiramente, apenas pretende salvar a sua consciência (…)”;
“A ingenuidade do Principal Sousa não é verdadeira. Este prelado defende-se, sempre, tentando mostrar-se alheio à política e as decisões em que intervém.”
- “Dois Polícias – iguais a todos os polícias”

- “Três conscienciosos governadores do reino”

Felizmente Há Luar



 Maria do Céu Guerra no papel de Matilde; João d'Ávila, como Sousa Falcão


O teatro defendido por Luís de Sttau Monteiro, à maneira do que então se praticava em muitos palcos da Europa tem como tem como preocupação fundamental levar os espectadores a uma maior consciência sobre o seu presente, a partir da reflexão sobre os acontecimentos passados, alertá-lo e levá-lo a tomar posição na sociedade em que se insere.
Surge assim a técnica do distanciamento, a qual assenta no afastamento entre o actor e a personagem e entre o espectador e a história narrada, para que, evitando a dispersão emocional, possam fazer juízos de valor sobre o que está a ser representado.

Luís Sttau Monteiro pretende, pois, através da distanciação, envolver o espectador no julgamento da sociedade, contribuir para a tomada de consciência crítica. Deste modo o espectador deve possuir um olhar crítico para melhor se aperceber de todas as formas de injustiça e opressões. O teatro assume aqui uma missão social e política, que se compreende melhor se conhecermos as coordenadas do espaço e do tempo L. Sttau Monteiro: .Portugal, 1961



 Crónica de imprensa de José Saramago,

integralmente cortada pela Censura




Questionário sobre FHL, para treino http://aulaportugues.no.sapo.pt/testefelizmente.htm



Responde agora:
1) Em que acontecimentos históricos se baseia a obra dramática Felizmente Há Luar?
2) Sobre que temas/problemas chama a atenção esta obra?
3) Por que motivo foi proibida até 1974?
4) Quais os valores defendidos na peça?
5) Que males são comuns aos regimes políticos e às sociedades de 1817 e de 1961?


Companhia A Barraca

Ler, treinar e saber mais:

  • Treinar/Estudar a peça de maneira informada e criativa (WEBQUEST)

Aqui encontras alguns TEMAS relacionados com os anos 60 (vídeos)
1961 Assalto ao Santa Maria; início da guerra em Angola http://www.rtp.pt/wportal/informacao/50anos_50noticias/50anos50noticias_anos60.php
1969 - Ida à Lua





                                                 

Ver estrelas

"Ler nas Estrelas", na Noite dos Museus

Se as coisas são inatingíveis... ora!

Não é motivo para não querê-las...

Que tristes os caminhos, se não fora

A presença distante das estrelas!

Mário Quintana


Na foto está o Francisco, mas podiam ser muitos de vós.
Nada deve impedir-vos de olhar bem alto, de ver estrelas onde ainda parece só haver neblinas.

 
Parabéns a (quase) todos! Ainda só vi as pautas. Agora irei fazer o balanço. Depois digo.
 
 Em especial, partilho da alegria de todos por ter havido muito bons resultados a Matemática.
 
 
 
Coragem para os que não conseguiram ficar despachados. É voltar à carga, agora com mais empenho. Contem comigo e com os materiais e instrumentos de apoio (podem escrever no blogue, pôr dúvidas, etc.)
 
 
Todos a seguir o seu caminho, sem receios do que têm de enfrentar. Afinal:

Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas.

Charles Chaplin


  Berço de estrelas. Imagem NASA