Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de actualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.
14 maio 2010
14 abril 2010
Área de Projecto
Espero que tenha sido um dia proveitoso para todos, dentro da diversidade de tarefas.
Não há quem aprenda alguma coisa simplesmente por tê-la ouvido, e quem não se esforça sozinho em certas coisas acaba por conhecê-las apenas de modo superficial e pela metade
Autor: Eckermann , J.
As coisas, por si sós, não são interessantes, mas tornam-se interessantes apenas se nos interessamos por elas
Autor: Ceccato , S.
Imagens recolhidas no Átrio das ESHN, em 14 de Abril 2010.
Créditos das citações: http://www.citador.pt/citacoes.
PARA SEXTA-FEIRA: LEVAR COMPUTADORES, POR FAVOR!
07 abril 2010
Avivar a memória
Caros alunos - aos que ficaram, aos que foram a banhos, às que foram cultivar-se...
São sempre desejadas, sempre boas, sempre escassas. As férias, claro.
Estamos quase a começar.
Agradeço a todos os que enviaram trabalhos e auto-avaliação escrita.
Quanto à publicação dos trabalhos sobre poemas da Mensagem, embora tenham contado para a nota no 2º período, creio que é melhor publicarmos na página principal na altura das revisões para o exame, para nos concentrarmos agora na próxima matéria.
Pela minha parte, tenho estado muito envolvida na organização do LER NAS ENTRELINHAS - Exposição de Fotografias e Viagem do Comboio de Leituras, a 5 de Maio.
No caso da nossa turma, ficaremos encarregados de criar um folheto de sensibilização às energias limpas, incentivo aos meios de transporte públicos e outras questões sensíveis, em que a vossa voz, os vossos conhecimentos poderão marcar a diferença.
Quanto a leituras, espero que tenham aproveitado para reler Memorial.
Também li e discuti numa comunidade de leitores um romance de Arturo Pérez-Reverte, A Sombra da Águia.
Quanto a filmes, não percam Um Lugar para Viver (o nome em Inglês é mais interessante - "Away we go").
Já fizeram a prova de Exame que está no moodle? A primeira parte é Felizmente há Luar. Quem avisa...
27 março 2010
Livro "Memórias de Branca Dias"
"Memórias de Branca Dias" foi escrito por Miguel Real, pseudónimo de Luís Martins, professor de filosofia e especialista em Cultura Portuguesa.
- O livro é um romance que é constituído por vários relatos da vida de Branca Dias.
- Os relatos descritos, devido à falta de informação deixada por Branca Dias, foram imaginados pelo autor, como aparece no início de cada capítulo "como o autor imaginou".
- Branca Dias nasceu a 1515 em Viana da Foz, no Minho, onde passou a sua infância.
- Branca Dias era judia e no século XVI - como devem saber - os judeus eram procurados pelo Santo Ofício e posteriormente presos e por vezes eram sujeitos aos autos-de-fé.
- Branca Dias foi considerada a primeira portuguesa a praticar "esnoga" (culto, na "sinagogoga") e é das primeiras "senhoras do engenho".
- Branca Dias casa-se muito cedo com Diogo Fernandes, com quem inicialmente teve sete filhos.
- Embarca para o Brasil com os sete filhos para ir viver com o marido, que entretanto tinha se deslocado para lá para trabalhar no engenho de açucar, e para fugir ao Santo Ofício, porque no Brasil não existia.
- No Brasil viveu em Camaragibe e Olinda onde teve mais 4 filhos.
- Depois de seu marido morrer Branca Dias assume a profissão do marido.
- Algum tempo depois morre-lhe o pai na prisão, ao ir com sua irmã e sua mãe ver o pai morto na prisão, a mãe e a irmã revoltam-se contra Branca Dias por não se ter emocionado ao ver o pai.
- Mais tarde a sua mãe e irmã denunciam-na ao Santo Ofício e Branca Dias é presa.
- Para descobrir o que se passou a seguir convido-vos a ler o livro.
O que mais sensibilizou foi a vontade viver, a força de vontade, a capacidade de ultrapassar os obstáculos da vida e seguir em frente que Branca Dias tinha. Há um relato no livro intitulado por "Quase" que descreve o que Branca Dias sentiu, é uma passagem que espero que vocês tenham a oportunidade de ler.
17 março 2010
Ainda o Quinto Império
In: cordabamba-guida.blogspot.com
O Quinto Império
Triste de quem vive em casa,
Contente com o seu lar,
Sem que um sonho, no erguer da asa,
Faça até mais rubra a brasa
Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz!
Vive porque a vida dura.
Nada na alma lhe diz
Mais que a lição de raiz
Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem
No tempo que em eras vem.
Ser descontente é ser homem.
Que as forças cegas se domem
Pela visão que a alma tem!
(...)
Fernando Pessoa , Mensagem
Como não houve tempo em aula, deixo os principais pares antitéticos, os contrastes mais relevantes presentes no poema.
Alerto sobretudo os que têm tendência a afastar-se do texto para que se concentrem no que lá está escrito. Assim:
triste/contente
triste/feliz
contente/descontente
casa/asa
lar/sonho
raiz/asa
vida/sepultura
forças cegas/visão
casa, lar, lareira são signos equivalentes e simbolizam - estabilidade, segurança, conforto, aconchego, os quais têm em muitos poemas conotações positivas.
Mas aqui - como em muitos outros textos - são sinónimos de conformismo, resignação, escassez de horizontes, ausência de sonho, falta de audácia.
A raiz equivale a origem, apego ao lugar, máxima segurança, máxima imobilidade. Opõe-se a asa, voo, viagem ( traduzida pelo verbo "abandonar").
O resto, creio que já foi suficientemente explorado.
Ver no moodle, ppt dos colegas do ano passado sobre "Quinto Império" e "Infante".
Atenção - têm o material sobre Felizmente no post anterior e no moodle!
24 fevereiro 2010
A 2ª metade do séc. XIX

Paris, Grande Exposição Universal de 1889
Para completar os primeiros registos, aqui ficam algumas ligações úteis relativas à época fascinante em que se situa a narrativa A Cidade e as Serras.
O objectivo é o de ajudar a compreender a história, as personagens e o cenário em que se movem.
Podem consultar a cronologia das principais invenções, com particular destaque para o telefone, com alguns exemplares curiosos, as comunicações e a fotografia.
O objectivo é o de ajudar a compreender a história, as personagens e o cenário em que se movem.
Podem consultar a cronologia das principais invenções, com particular destaque para o telefone, com alguns exemplares curiosos, as comunicações e a fotografia.
Para apreciarem melhor as descrições existentes no livro, têm também exemplos do v
estuário, do mobiliário e decoração, que ainda hoje podem visitar nos nossos museus e palácios, como o Palácio Nacional da Ajuda.Se ainda não o fizeram, podem agora consultar - num sítio fiável - a biografia bem como fotografias de Eça , da sua família e de seus contemporâneos.
Desejo-vos uma boa leitura ou, se quiserem, boa viagem, até Paris.
Paris, Arco do Triunfo, 1852
21 fevereiro 2010
Visita de Estudo a Mafra
UM REI, UM VOTO, UM CONVENTO... mais o povo que o construiu!
J.Félix
J.Félix
Espero que tenha sido instrutivo e agradável este dia 11 de Fevereiro, passado dentro da obra mais faustosa do património português.
Parabéns pela atitude e pelas intervenções (não esperava outra coisa....)
Um obrigada aos nossos fotógrafos.
12º C. 11 Fev 2010
Logo que conseguir, faço o slideshow para a página da escola.
(Só se uma alma muito simpática quiser ter a iniciativa. Félix? Bruno?...)
12 fevereiro 2010
Sugestões de leitura
Saiu ontem a indicação dos livros deste ano escolhidos pelo Plano Nacional de Leitura para o
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
- Fase distrital –
12 a 17 de Abril de 2010
São excelentes sugestões, que junto ao Desconhecido neste Morada.
Boas Leituras!
Aguardo as fotografias da freira, do padre, das banhistas e...mais não digo.
07 fevereiro 2010
"Desconhecido nesta Morada"
"Quando foi publicado pela primeira vez na revista Story, em 1938 – numa altura em que os nazis ainda não eram vistos como uma ameaça nos Estados Unidos -, Desconhecido Nesta Morada tornou-se imediatamente um fenómeno social e um acontecimento literário. Editado em livro um ano mais tarde e proibido na Alemanha nazi, foi unanimemente elogiado, tanto nos Estados Unidos como em vários países da Europa. Escrito sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu antigo sócio, que regressara à Alemanha, o livro foi uma das primeiras obras a denunciar a perversidade do nazismo. O que começa por ser uma correspondência de amigos converte-se num debate ideológico e por fim num duelo mortal."
«Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
The New York Times Book Review
«Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
Publishers Weekly
ATENÇÃO: Vi na 6ªf. O Rapaz do Pijama às Riscas. É muito importante que leiam o livro (eu tenho e a Biblioteca também) e vejam o filme!
"Kathrine Kressmann Taylor (1903-1996) era uma escritora por descobrir até à publicação, em 1938, de Desconhecido Nesta Morada. Durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu o seu segundo romance, Until That Day, a história de um padre alemão perseguido pelos nazis, que se refugia nos Estados Unidos, tendo de deixar a família na Alemanha exposta a represálias. O seu terceiro e último livro, Diary of Florence in Flood, foi escrito em Itália, para onde fora viver depois de reformada, e retrata a cidade de Florença durante as dramáticas inundações do Arno em 1966. Nascida numa família modesta de origem alemã, Kathrine estudou letras e jornalismo, numa época em que poucas mulheres entravam na universidade. Trabalhou como redactora publicitária e jornalista, sendo mais tarde, durante dezanove anos, professora de escrita criativa e de jornalismo na Universidade de Gettysburg, na Pensilvânia. Desconhecido Nesta Morada foi inicialmente publicado numa revista, em 1938, e só um ano depois em livro, esgotando em pouco tempo os cinquenta mil exemplares da edição, um número recorde para a época. Lançado logo a seguir em Inglaterra, foi traduzido para holandês, tendo sido incluído na lista de livros proibidos pelos nazis. Depois de um silêncio de quase meio século, Desconhecido Nesta Morada foi redescoberto e traduzido para várias línguas (francês, hebraico, alemão, grego, neerlandês, catalão, entre outras), tendo sido adaptado ao teatro e ao cinema."
[ http://bloguilibri.wordpress.com/], acedido em 8 de Fevereiro de 2010.
«Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
The New York Times Book Review
«Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
Publishers Weekly
ATENÇÃO: Vi na 6ªf. O Rapaz do Pijama às Riscas. É muito importante que leiam o livro (eu tenho e a Biblioteca também) e vejam o filme!
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