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Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de actualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.
24 fevereiro 2010
A 2ª metade do séc. XIX

Paris, Grande Exposição Universal de 1889
Para completar os primeiros registos, aqui ficam algumas ligações úteis relativas à época fascinante em que se situa a narrativa A Cidade e as Serras.
O objectivo é o de ajudar a compreender a história, as personagens e o cenário em que se movem.
Podem consultar a cronologia das principais invenções, com particular destaque para o telefone, com alguns exemplares curiosos, as comunicações e a fotografia.
O objectivo é o de ajudar a compreender a história, as personagens e o cenário em que se movem.
Podem consultar a cronologia das principais invenções, com particular destaque para o telefone, com alguns exemplares curiosos, as comunicações e a fotografia.
Para apreciarem melhor as descrições existentes no livro, têm também exemplos do v
estuário, do mobiliário e decoração, que ainda hoje podem visitar nos nossos museus e palácios, como o Palácio Nacional da Ajuda.Se ainda não o fizeram, podem agora consultar - num sítio fiável - a biografia bem como fotografias de Eça , da sua família e de seus contemporâneos.
Desejo-vos uma boa leitura ou, se quiserem, boa viagem, até Paris.
Paris, Arco do Triunfo, 1852
21 fevereiro 2010
Visita de Estudo a Mafra
UM REI, UM VOTO, UM CONVENTO... mais o povo que o construiu!
J.Félix
J.Félix
Espero que tenha sido instrutivo e agradável este dia 11 de Fevereiro, passado dentro da obra mais faustosa do património português.
Parabéns pela atitude e pelas intervenções (não esperava outra coisa....)
Um obrigada aos nossos fotógrafos.
12º C. 11 Fev 2010
Logo que conseguir, faço o slideshow para a página da escola.
(Só se uma alma muito simpática quiser ter a iniciativa. Félix? Bruno?...)
12 fevereiro 2010
Sugestões de leitura
Saiu ontem a indicação dos livros deste ano escolhidos pelo Plano Nacional de Leitura para o
CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
- Fase distrital –
12 a 17 de Abril de 2010
São excelentes sugestões, que junto ao Desconhecido neste Morada.
Boas Leituras!
Aguardo as fotografias da freira, do padre, das banhistas e...mais não digo.
07 fevereiro 2010
"Desconhecido nesta Morada"
"Quando foi publicado pela primeira vez na revista Story, em 1938 – numa altura em que os nazis ainda não eram vistos como uma ameaça nos Estados Unidos -, Desconhecido Nesta Morada tornou-se imediatamente um fenómeno social e um acontecimento literário. Editado em livro um ano mais tarde e proibido na Alemanha nazi, foi unanimemente elogiado, tanto nos Estados Unidos como em vários países da Europa. Escrito sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu antigo sócio, que regressara à Alemanha, o livro foi uma das primeiras obras a denunciar a perversidade do nazismo. O que começa por ser uma correspondência de amigos converte-se num debate ideológico e por fim num duelo mortal."
«Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
The New York Times Book Review
«Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
Publishers Weekly
ATENÇÃO: Vi na 6ªf. O Rapaz do Pijama às Riscas. É muito importante que leiam o livro (eu tenho e a Biblioteca também) e vejam o filme!
"Kathrine Kressmann Taylor (1903-1996) era uma escritora por descobrir até à publicação, em 1938, de Desconhecido Nesta Morada. Durante a Segunda Guerra Mundial, escreveu o seu segundo romance, Until That Day, a história de um padre alemão perseguido pelos nazis, que se refugia nos Estados Unidos, tendo de deixar a família na Alemanha exposta a represálias. O seu terceiro e último livro, Diary of Florence in Flood, foi escrito em Itália, para onde fora viver depois de reformada, e retrata a cidade de Florença durante as dramáticas inundações do Arno em 1966. Nascida numa família modesta de origem alemã, Kathrine estudou letras e jornalismo, numa época em que poucas mulheres entravam na universidade. Trabalhou como redactora publicitária e jornalista, sendo mais tarde, durante dezanove anos, professora de escrita criativa e de jornalismo na Universidade de Gettysburg, na Pensilvânia. Desconhecido Nesta Morada foi inicialmente publicado numa revista, em 1938, e só um ano depois em livro, esgotando em pouco tempo os cinquenta mil exemplares da edição, um número recorde para a época. Lançado logo a seguir em Inglaterra, foi traduzido para holandês, tendo sido incluído na lista de livros proibidos pelos nazis. Depois de um silêncio de quase meio século, Desconhecido Nesta Morada foi redescoberto e traduzido para várias línguas (francês, hebraico, alemão, grego, neerlandês, catalão, entre outras), tendo sido adaptado ao teatro e ao cinema."
[ http://bloguilibri.wordpress.com/], acedido em 8 de Fevereiro de 2010.
«Uma história dos tempos modernos que é a própria perfeição. O mais eficaz dos libelos contra o nazismo alguma vez surgido numa obra de ficção.»
The New York Times Book Review
«Desconhecido Nesta Morada serve não apenas para que não se esqueçam os horrores nazis, mas também como um aviso face à actual intolerância racial, étnica e nacionalista.»
Publishers Weekly
ATENÇÃO: Vi na 6ªf. O Rapaz do Pijama às Riscas. É muito importante que leiam o livro (eu tenho e a Biblioteca também) e vejam o filme!
30 janeiro 2010
Exames
PROVA 639 (Português)
16 de Junho, 4ª feira, 14h00
14 de Julho, 4ª feira, 09h00
Na altura própria, não deixes de consultar as "dicas" de preparação para os exames, que coloquei no moodle.
As imagens: sítio da Universidade Nova, Fac. de Ciências e Tecnologias - http://www.fct.unl.pt/
Este sítio tem imensas referências a cursos, programas de estudo, apoios e outros projectos que te interessam. Passa por lá!
25 janeiro 2010
Camões, Os Lusíadas
Mas eu que falo, humilde, baxo e rudo,
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente. (C.X, 154)
OS LUSÍADAS E MENSAGEM
De vós não conhecido nem sonhado?
Da boca dos pequenos sei, contudo,
Que o louvor sai às vezes acabado.
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado,
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente. (C.X, 154)
OS LUSÍADAS E MENSAGEM
- Palavras de grandes estudiosos e pensadores portugueses sobre as duas obras -
Prof. Jacinto Prado Coelho
"Os poemas de Camões e de Fernando Pessoa sobre Portugal situam-se respectivamente no início e na fase terminal do longo processo de dissolução do império. Daí notáveis diferenças, a par de afinidades sensíveis."
"Ambos se mostram impregnados duma concepção mística e missionária da História portuguesa (talvez seja melhor dizer missionante, para evitar equívocos). D. Sebastião, n' Os Lusíadas, é um enviado de Deus incumbido de alargar a Cristandade: «Vós, ó novo temor da Maura lança, / Maravilha fatal da nossa idade, / Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, / Para do mundo a Deus dar parte grande» (I, 6). Na Mensagem, Portugal é um instrumento de Deus, a História pátria obedece a um plano oculto, os heróis cumprem um destino que os ultrapassa: «Fosse Acaso, ou Vontade, ou Temporal / A mão que ergueu o facho que luziu, / Foi Deus a alma e o corpo de Portugal / Da mão que o conduziu».
" Em Camões, põe-se no mesmo plano a memória e a esperança. Em Pessoa, não, porque o objecto da esperança se transferiu para o sonho, a utopia e daí uma concepção diferente do heroísmo ". (D' Os Lusíadas à Mensagem, p. 106)
Ensaísta Eduardo Lourenço: "Fernando Pessoa foi o primeiro que percebeu que Os Lusíadas já não nos podiam ler como até então nos tinham lido e que chegara o tempo de sermos nós a lê-lo a ele".
- Evita ler materiais dispersos na internet ou em alguns manuais, que são leituras (às vezes fracas) de leituras de leituras: requentadas e com pouco a propor-nos de novo.
- Perde o teu tempo a ler as próprias obras (os excertos indicados, prioritariamente).
Existe também disponível online a edição crítica da MENSAGEM (excertos de), obra memorável pela qualidade dos especialistas que junta. É um trabalho monumental, mas podes consultar só o que te interessa, nomeadamente os poemas que não estejam incluídos no Manual, muitas vezes com explicações e esclarecimento do significado simbólico de certas palavras/expressões:
Os textos do Prof. Jacinto do Prado Coelho aqui ncluídos foram retirados de:
O texto inicial de JPCoelho e o de Eduardo Lourenço foram publicados online pela Univ. Fernando Pessoa
10 janeiro 2010
Autopsicografia (Intelectualização do sentir)
Creio que têm já muitas notas, textos de apoio e notas para guiar as vossas análises escritas. Todavia, como sei que gostam muito de procurar outras ajudas, deixo um exemplo (apenas isso, um exemplo) de exploração temática e linguística do poema referido.
Quando fizerem os vossos não devem terminar assim, abruptamente, optando por umúltimo parágrafo de síntese interpretativa, de fecho.
EXEMPLO:
"A julgar pelo título, estamos perante uma descrição da própria alma, apresentada em três estrofes, constituindo cada uma delas uma parte do poema:
1. Na primeira estrofe temos já, em síntese, o pensamento implícito no conjunto do poema. Sendo “um fingidor”, o poeta não finge a dor que não sentiu. Finge aquela de que teve experiência directa. (...) Todavia, a dor que o poeta realmente sente não é aquela que deve surgir na sua poesia. Pessoa não considerava a poesia a passagem imediata da experiência à arte, opunha-se a toda a espontaneidade. Por isso, exigia a criação de uma dor fingida sobre a dor experimental.
O poeta, desde que se propõe escrever sobre uma dor sentida, deve procurar representar, materializando-a, essa dor, não nas linhas espontâneas em que ela se lhe desenhou na sensibilidade, mas no contorno imaginado que lhe dá(...)
Sobre o modelo da sua dor inicial, ou melhor, originária, o poeta finge a dor em imagens e fá-lo tão perfeitamente que o fingimento se lhe apresenta mais real do que a dor fingida. Assim, a dor fingida transforma-se em nova dor (imaginária), cuja potencialidade de comunicação absorve todas as virtualidades da dor inicial. Tratando-se duma transformação do plano vivido em plano imaginado, ela prepara a fruição impessoal das dores que a poesia pode proporcionar ao leitor.
2. Na segunda estrofe, os leitores de um poema não terão acesso a qualquer das dores – a dor real ou a dor imaginária: a dor real ficou com o poeta; a dor imaginária não é já sentida pelo leitor como dor, porque o não é (a dor é do mundo dos sentidos e a poesia – dor imaginária ou representada – é da esfera do espírito). Assim se compreende o último verso desta estrofe (“Mas só a que eles não têm”): os leitores só têm acesso à representação de uma dor intelectualizada, que não lhes pertence.
3. Na terceira estrofe, se a poesia é uma representação mental, o coração (“esse comboio de corda”), centro dos sentimentos, não passa de um entretenimento da razão, girando, mecanicamente, “nas calhas” (símbolos de fixidez e impossibilidade de mudança de rumo) do mundo das convenções em que decorre a vida quotidiana. Sempre a dialética do ser e do parecer, da consciência (razão) e da inconsciência (coração = comboio de corda), a teoria do fingimento.
A tripartição que apresentamos é denunciada pela conjunção “e” que inicia as 2ª e 3ª estrofes. No entanto, consoante o assunto, a composição poderia ser dividida em duas partes: a primeira constituída pelas duas primeiras estrofes onde o sujeito poético explica a sua teoria da intelectualização do sentir e a segunda constituída pela última estrofe onde ele conclui, através de uma metáfora, a veracidade dessa teoria.
O carácter verdadeiramente doutrinário deste poema faz com que predominem as formas verbais no presente (sendo o pretérito perfeito “teve”, no terceiro verso da segunda estrofe, a única excepção), tempo que conota uma ideia de permanência e que aqui aparece utilizado para sugerir a afirmação de algo que assume foros de verdade axiomática (“O poeta é um fingidor”) em que o facto de se utilizar a 3ª pessoa do singular do presente do Indicativo do verbo ser vem reforçar o atrás afirmado e impor, desde logo, a tese do poema.
A outra categoria morfológica com peso neste poema é o substantivo (poeta, fingidor, calhas, roda, razão, comboio, corda, coração), duas vezes substituído por pronomes demonstrativos (“os” no primeiro verso da 2ª quadra e “a” no último verso da mesma estrofe).
Há três advérbios de significado semelhante que é necessário referir, pela importância que assumem na caracterização das três “dores” abordadas no poema:
“finge (…) completamente” (o poeta)
Há três advérbios de significado semelhante que é necessário referir, pela importância que assumem na caracterização das três “dores” abordadas no poema:
“finge (…) completamente” (o poeta)
“… deveras sente” (o poeta)
“…sentem bem” (os leitores)
De notar ainda o seguinte:
Na primeira quadra, há três palavras da família do verbo fingir (a tese) – fingidor, finge e fingir – e repete-se a palavra dor nos 3º e 4º versos.
Na segunda quadra, surgem-nos as formas verbais lêem, escreve, sentem, teve (= sentiu) e não têm (= não sentem), que conglobam os três tipos de dor de que atrás falamos: a dor verdadeira que o poeta teve; a dor que ele escreve e aquelas que os leitores lêem e não têm.
Na terceira estrofe, realçamos as formas verbais “gira” e “entreter”, porque sugerem a feição lúdica da poesia, cabendo à razão um papel determinante na produção poética. Enquanto ao coração cabe girar em calhas e entreter, fornecer emoções, à razão fica reservado o papel mais importante de toda a elaboração que foi apresentada nas duas primeiras quadras.
Ao nível sintáctico, verificadas as características de autêntico texto teórico que o poema reveste, o tipo de frase teria de ser o declarativo. (...)
A nível fónico, este é um poema semelhante a muitos outros de Pessoa ortónimo, de versos curtos (sete sílabas), se bem que haja, por vezes recurso ao transporte. Os versos agrupam-se em quadras e apresentam algumas irregularidades rimáticas e métricas, que não são de estranhar em F. Pessoa.
A nível fónico, este é um poema semelhante a muitos outros de Pessoa ortónimo, de versos curtos (sete sílabas), se bem que haja, por vezes recurso ao transporte. Os versos agrupam-se em quadras e apresentam algumas irregularidades rimáticas e métricas, que não são de estranhar em F. Pessoa.
No aspecto semântico, verifica-se a utilização de uma linguagem seleccionada e simples, o que não quer dizer que a sua compreensão seja fácil. Tal fica a dever-se a vários factores:
Aproveitamento de todas as capacidades expressivas das palavras e a repetição intencional de algumas (dor, cognatas de fingir e ter, com o significado de sentir, verbo que também é usado duas vezes).
Utilização de símbolos: “comboio de corda” (brinquedo que vem sugerir o aspecto lúdico da poesia > o comboio (coração) fornece à razão o ponto de partida para a criação (fingimento); “calhas” (implicam a dependência do sentir em relação ao pensar (razão).
O uso de metáforas, com saliência para a que é constituída pelo primeiro verso do poema e para o conjunto que constitui a imagem final: o coração apresentado como um comboio de corda que gira nas calhas de roda a entreter a razão.
A perífrase do 1º verso da 2ª quadra (“Os que lêem o que escreve”, em vez de “os leitores”).
O recurso ao hipérbato, na última quadra, pela colocação das palavras fora do lugar que pelas regras normais da sintaxe, deveriam ocupar."
Jorge Paulus, in http://www.notapositiva.com/
Melhor que tudo isto: os vossos textos. Aguardo.
08 janeiro 2010
Para ver e ouvir ...
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Para ouvir as palavras de Fernando Pessoa e dos heterónimos:
http://www.youtube.com/watch?v=VbG0hu5V4AA&feature=related
(Poema em Linha Recta, por Paulo Autran)
http://www.youtube.com/watch?v=_2cDWc3qYlA&feature=related
(Poema em Linha Recta, por Packman)
http://www.youtube.com/watch?v=IpDuOXM4xwQ
(Esta velha angústia)
http://www.youtube.com/watch?v=SaRSBFc-VCA
(Grandes são os desertos; foi prémio de vídeo da Secretaria Estado da Culturaq do Brasil)
http://www.youtube.com/watch?v=tkZrfooeOIc
Tabacaria (excerto)
http://www.youtube.com/watch?v=MT4TzcqImJI&feature=related
(Se te queres…)
http://www.youtube.com/watch?v=IQJPdOlRUd0&feature=related
(vv. Guardador de Rebanhos, por Mário Viegas, in Palavras Ditas, 6’)
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
POEMA SELECCIONADOS (a 10 Jan.)
http://www.youtube.com/watch?v=VbG0hu5V4AA&feature=related
(Poema em Linha Recta, por Paulo Autran)
http://www.youtube.com/watch?v=_2cDWc3qYlA&feature=related
(Poema em Linha Recta, por Packman)
http://www.youtube.com/watch?v=IpDuOXM4xwQ
(Esta velha angústia)
http://www.youtube.com/watch?v=SaRSBFc-VCA
(Grandes são os desertos; foi prémio de vídeo da Secretaria Estado da Culturaq do Brasil)
http://www.youtube.com/watch?v=tkZrfooeOIc
Tabacaria (excerto)
http://www.youtube.com/watch?v=MT4TzcqImJI&feature=related
(Se te queres…)
http://www.youtube.com/watch?v=IQJPdOlRUd0&feature=related
(vv. Guardador de Rebanhos, por Mário Viegas, in Palavras Ditas, 6’)
MENSAGEM
foto da autora do blogue
O Infante, por Elba Ramalho (musicado)
Imagem de frutos: http://media.photobucket.com/image/Imagens%20frutos/adnavsneto/Frutas/Frutas0006.jpg
16 dezembro 2009
Mestre Alberto Caeiro, Dr. Ricardo Reis e Engº Álvaro de Campos na Henriques
Gostei da aula de hoje, sobretudo da Mesa-redonda e das intervenções do público.
Quero essas fotos o mais depressa possível.
Dos trabalhos, nem se fala. Já cá deviam estar...
Um obrigada a todos, pela participação.
À Raquel, um agradecimento pelo café - foi uma ideia divinal.
Obrigada aos fotógrafos, também (é só para aparecerem alunos!!!)
Até 6ªfeira.
04 dezembro 2009
Ler para crer!
Ana Filipa Gomes destacou :
Mais uma citação de Fernando Pessoa (...) : "Viver é ser outro".
E descobri outra que pode ser interessante para analisar:
Mais uma citação de Fernando Pessoa (...) : "Viver é ser outro".
E descobri outra que pode ser interessante para analisar:
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
Deixo-vos mais um dos trabalhos enviados.
Deixo-vos mais um dos trabalhos enviados.
Fernando Pessoa em toda a sua vida trabalhou com um objectivo: olhar para si, para posteriormente olhar para todo o Mundo, de forma a compreendê-lo : “ Por isso, conheço-me inteiramente, e, através de conhecer-me inteiramente, conheço inteiramente a humanidade toda”.
Nos poemas que estudámos, o poeta aborda muitas vezes os temas da liberdade, do sonho, da consciência/inconsciência e do pensamento. O sujeito poético revela-nos também a dor de pensar, o desejo que tem de deixar de intelectualizar as emoções, pois quer permanecer ao nível do sensível, mas a constante intelectualização não lhe permite.
O poeta, assim, sente-se numa constante angústia pois não consegue deixar de raciocinar, sempre que começa a sentir, automaticamente intelectualiza essa emoção, incapacitando-o de ser feliz. Nos seus poemas, o poeta revela o desejo de se libertar de si próprio: “Ter a tua alegre inconsciência, e a consciência disso!”.
Podemos então concluir que o poeta sente com a imaginação e não com o coração, e que não existe fingimento ao criar o poema, mas sim a racionalização dos sentimentos: "Sinto com a imaginação/Não uso o coração" ou "Sentir? Sinta quem lê!"
13 Novembro, 2009 19:10
02 dezembro 2009
Astros e Cia.
Fundação Calouste Gulbenkian
- VISITA DE ESTUDO INTERDISCIPLINAR - A.P. FÍSICA, MATEMÁTICA, PORTUGUÊS
9 Dezembro 2009 . 18h00 (Saída: 16h15)
Na conferência quem precisar terá tradução simultânea. Mas agora, vá lá sem preguiça:
"We are in the midst of a golden age of discovery in astronomy, one which has been fueled by a new generation of telescopes on the ground and in space, the opening of new windows in the electromagnetic spectrum, and the computer revolution."
Sobre o Orador:
"Robert Kennicutt is the Plumian Professor of Astronomy and Experimental Philosophy at the University of Cambridge, and the Director of its Institute of Astronomy. He has led large international team projects on the Hubble Space Telescope, Spitzer Space Telescope, Galaxy Evolution Explorer, and the Herschel Space Observatory, and served for 8 years as Editor-in-Chief of The Astrophysical Journal. Recently he was awarded the Gruber Cosmology Prize for his co-leadership of the Hubble Space Telescope Key Project that measured the size and age of the Universe. "
Fonte: FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, SERVIÇO DE CIÊNCIA NAS FRONTEIRAS DO UNIVERSO
27 novembro 2009
Fernando Pessoa - o guardador de papéis
O interesse pela obra de Fernando Pessoa não tem limites. Vê a notícia do último "fascinado", Jerónimo Pizarro, o colombiano autor do livro Fernando Pessoa - o guardador de papéis (é um dos que levei para a aula, de onde li o excerto sobre a novela policial) . Diz que uma das maiores dificuldades é...a caligrafia!
A propósito, deixo a referência a uma informação que talvez ainda desconheçam: O espólio documental do escritor Fernando Pessoa, que inclui cartas, fotografias, livros, apontamentos, foi classificado como "tesouro nacional" pelo "relevante interesse cultural"
Espólio documental de Fernando Pessoa classificado como "tesouro nacional"
O decreto (...) aprovado em Conselho de Ministros estipula que todo o espólio de Fernando Pessoa passa a ter interesse nacional.
Essa classificação teve em conta o "relevante interesse cultural, designadamente, histórico, linguístico, documental e social" e reflecte "valores de memória, autenticidade, originalidade, raridade, singularidade e exemplaridade", refere o Conselho de Ministros em comunicado.
Em declarações à agência Lusa, a sub-directora da Biblioteca Nacional, Maria Inês Cordeiro, explicou hoje que este é "o mais elevado grau de classificação dentro do património nacional". (...)
Esta classificação abrange todo o espólio documental conhecido e o que se vier a descobrir e impossibilita a sua saída de Portugal.
O espólio documental de Fernando Pessoa está depositado sobretudo na Biblioteca Nacional, mas há documentos do escritor na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, na Casa José Régio, em Vila do Conde, nas bibliotecas municipais do Porto e Ponta Delgada e na posse dos herdeiros."
In i informação
Publicado em 30 de Julho de 2009
19 novembro 2009
Eu e Pessoa
Tal como disse Fernando Pessoa, "um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos" mas, neste caso, o poeta não tem necessariamente de sentir o que escreve e é por isso que o poeta se tornou um dos maiores génios da literatura, com a sua capacidade de interpretar e compreender as coisas e as pessoas, ou melhor, a sua capacidade de "abrir a janela para dentro". "O hábito único de sonhar possibilitou uma extraordinária nitidez de visão interior".
Quando se fala na poesia ortónima de Fernando Pessoa também se pode associar a uma unidade de opostos, ou seja, binómios. Consciência-inconsciêcia e sentir-pensar são dois binómios em que Fernando Pessoa se baseia. Por exemplo no poema "Ela canta, pobre ceifeira" está presente o binómio consciência-inconsciência, por exemplo: "Ter a tua alegre inconsciência/ E a consciência disso!". No poema "Isto", por outro lado, o binómio sentir-pensar pode-se notar na 1ª estrofe: "Eu simplesmente sinto/ Com a imaginação./ Não uso o coração".
Conclui-se que Fernando Pessoa revela a consciência de que "o poeta é um fingidor" e tudo o que escreve não é resultante dos seus sentimentos ou estado de espírito, mas sim de uma capacidade intelectual de "sentir com a imaginção"...
João Francisco Bastos nº 12
12 novembro 2009
O futuro da conquista do universo
"Especialistas de vários países debatem a 13 e 14 de Novembro, no Porto, que condições existem para uma futura expansão da raça humana para outros planetas para além da Terra e as consequências que isso pode ter para a humanidade.(...)"
"O facto de termos em diálogo cruzado pensadores de áreas diversas, como a teologia e a astrofísica, da antropologia e da psicologia, é um sinal da abertura urgente a novas vias de exploração do nosso próprio futuro que nãos e compadece com vias isoladas e disciplinas fragmentadas para o entendimento do todo"
Ler a notícia integral no Público e sobre o mesmo assunto ler ainda "A Humanidade e o Cosmos reúnem cientistas no Porto"
10 novembro 2009
Ainda sobre WWW (Wild Wild West!)
My Internet following … By Steve Outing on Feb 7, 2008 in Humor
A internet é um meio de comunicação que liga todo o mundo, pela qual temos ao dispor toda a informação actualmente existente, sobre qualquer assunto que se possa imaginar. Por isso podemos fazer um trocadilho com world wide web, rede de alcance mundial, e wild wild west, que se entende como o oeste selvagem sem lei. Isto é, se aplicarmos o lema do oeste selvagem à internet, significa que a internet disponibiliza todo o tipo de informação, boa e má, sem “ninguém” para a supervisionar. Devido à enorme quantidade de ficheiros, sites, blogues, entre outros, não é possível regular este meio. Devido a isto a internet vai ter um lado positivo e um lado negativo. O lado positivo é o facto de quem quer escrever na internet não tem um regulador dos seus pensamentos, da sua expressão, por outro lado, o que possa constar na internet podem ser maus conteúdos, e isto é o lado negativo.
Como estudante, é difícil seleccionar informação, distinguir o “bom” do “mau”, o correcto do incorrecto. Por exemplo, sobre Fernando Pessoa encontram-se muitos dados, que podem ou não coincidir com o real, e muitas opiniões, que por serem subjectivas variam bastante.
Na internet uma das coisas mais “violadas” é a liberdade do outro, sendo esta não respeitada. Por exemplo, o Youtube invade a privacidade de muitas pessoas ao publicarem lá um filme; através da internet também se pode divulgar informações erradas sobre um pessoa de quem gostemos menos e podemos ainda difamar e dar testemunhos falsos sobre outra pessoa.
Como quase tudo no mundo, a internet também tem um lado ilegal, através da internet pode-se facilmente contornar ou transgredir a lei, compra e venda de produtos ilegal, não se respeitar os direitos de autor, fazendo os tão conhecidos downloads.
Eu concordo com o Prof. Jeffrey Cole, isto porque, como expliquei anteriormente, está a ser, usando as suas palavras, o “wild wild west”, “sem xerife, sem lei e sem ordem”, onde tudo pode acontecer e onde tudo pode estar. Mas é também essa falta de regulação que tem permitido uma enorme liberdade, mesmo em sociedades pouco amigas do livre pensamento.
Ricardo Pinto, 12ºC
07 novembro 2009
Fernando Pessoa - quem «são»?
«Cumpre-me agora dizer que espécie de homem sou. Não importa o meu nome, nem quaisquer outros pormenores externos que me digam respeito. É acerca do meu carácter que se impõe dizer algo.Toda a constituição do meu espírito é de hesitação e dúvida. Para mim, nada é nem pode ser positivo; todas as coisas oscilam em torno de mim, e eu com elas, incerto para mim próprio. Tudo para mim é incoerência e mutação. Tudo é mistério, e tudo é prenhe de significado.» F.Pessoa
«Os meus escritos, todos eles ficaram por acabar; sempre se interpunham novos pensamentos, extraordinárias, inexpulsáveis associações de ideias cujo termo era o infinito. Não posso evitar o ódio que os meus pensamentos têm a acabar seja o que for; uma coisa simples suscita dez mil pensamentos, e destes dez mil pensamentos brotam dez mil inter-associacões, e não tenho força de vontade para os eliminar ou deter, nem para os reunir num só pensamento central em que se percam os pormenores sem importância mas a eles associados.»
F.Pessoa
«Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.» F.P.
Fernando Pessoa pode não ter existido... A sua poesia, sim! A CASA FERNANDO PESSOA está em festa. Ouve a notícia aqui.
Os dois quadros de Pessoa aqui reproduzidos são da autoria de Costa Pinheiro.
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