
Ao reflectir sobre o texto de Miguel Esteves Cardoso O Elogio ao amor vim confirmar o que já pensava.
Maryline 11ºB
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Ao reflectir sobre o texto de Miguel Esteves Cardoso O Elogio ao amor vim confirmar o que já pensava.
17 Dezembro, 2010 21:53


16 Dezembro, 2010 23:14
Imagem: biaamorim.blogspot.com
Sempre foi do meu conhecimento que a Suécia era detentora de tais virtudes. Fui alvo da minha própria ignorância quando, na apresentação das obras literárias do Contrato de Leitura, a professora Noémia Santos referiu que por detrás de todas as rectidões que a sociedade sueca ostentava também vive a mais vil violência.
Serão os suecos capazes do melhor e do pior?
Foi a primeira questão que me veio à cabeça, e confesso que a minha ideia acerca da sociedade sueca mudou, por momentos. Não estou suficiente informado para comentar o grau de violência existente e, por consequência, sinto-me inapto para criar uma possível crítica. Em vez disso, tentei criar indícios que atenuem o furor do assunto em causa.
O facto de a Suécia ser uma sociedade muito bem vista, de ter um nível elevado de organização e cultura, põe-na num patamar muito elevado. E, como diz o ditado, quanto mais alto se sobe maior é a queda; o menor defeito poderia tornar-se um escândalo.
A ideia que quero dar é que a causa do impacto deste assunto nas pessoas poderá ter a ver com o contraste existente entre as virtudes e defeitos da sociedade sueca. Existem países com maiores indicativos de violência; no entanto, e infelizmente, não são motivo de grande choque, dado que são alvos de desinteresse devido a actos de violência constantes. Por isso, não seria justo atirar juízos imprudentes sem antes reflectir seriamente acerca da matéria. Um debate seria mesmo o ideal.
Com os melhores cumprimentos.
13 Dezembro, 2010 23:01
Imagem: cena do filme de Ingmar Bergman, o mais conhecido realizador de cinema da Suécia, que muito antes do livro que andamos a ler, retratou estas questões das pequenas e grandes violências existentes do interior da sua sociedade. Em: http://www.cinepersona.com/2010/01/ingmar-bergman-o-cineasta-da-alma.html

12 Dezembro, 2010 17:11

Elogio ao amor
Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já n
inguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da da, nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. (…) Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.
O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.
Miguel Esteves Cardoso, in Expresso

Miguel Vicente Esteves Cardoso (Lisboa, 1955) é um crítico, escritor, tradutor e jornalista português. É filho de pai português e mãe inglesa, e o facto de ser bilingue deu-lhe uma visão distanciada de Portugal e dos Portugueses, tema de muitas das suas crónicas. Licenciou-se e doutorou-se em Inglaterra. Escreveu peças de teatro, dois romances - A Vida Inteira e O Cemitério de Raparigas, letras de canções (para Sétima Legião, Balla), mas é sobretudo conhecido pelas crónicas que tem publicado ao longo dos anos em vários jornais, reunidas nos volumes Escrita Pop e A Causa das Coisas. Também se dedicou ao ensaio, à crítica literária e cinematográfica e à tradução.

Acho surpreendente o facto de a situação descrita pelo Padre António Vieira, e outrora por Santo António, ainda estar viva nos dias de hoje. Com tanta acção missionária existente desde aquela altura até aos nossos dias, a corrupção já deveria estar extinta, mas não é o caso. Apesar de já não existir escravização evidente, prevalecem outros problemas com mais ou menos a mesma magnitude, como por exemplo: a existência de montes de crianças a viverem em extrema pobreza, cuindando o estado de tais situações.
É estranho sermos um dos países, pelo menos da União Europeia, com uma maior taxa de crença cristã, mas mesmo assim temos 300 mil crianças a viver em extrema pobreza.
Passaram-se 400 anos e a nossa corrupção ainda não passou. Será que há solução? Porque é que ainda existem missionários e igrejas se passados 4 séculos continua tudo na mesma ou, mesmo, ainda pior?
Geralmente não se conservam coisas já estragadas / ''podres'' e se calhar é por isso que a nossa corrupção não nos
é arrancada. Será que fomos, somos e seremos sempre ''podres'' ?
Eda Garcês 11 A
07 Dezembro, 2010 18:30
Imagens em: amigosdasveredas.blogspot.com

POMPEIA: Aos XXVI dias do mês de Augustus, Ano Primeiro do Império de Titus.
Torna-se evidente agora que o que vimos, e estamos vendo, é a maior catástrofe na História de nosso mundo, e que os deuses fizeram cair sobre a região de Campânia, em particular sobre a cidade de Pompeia, uma tragédia como ninguém experimentou antes. Há três dias, o ventre da terra explodiu nas vizinhanças, e reduziu este belo lugar a pó e cinzas, e ninguém conhecerá a razão.

Ano 1346

A "Peste Negra"
Muito do imaginário europeu sobre o final da Idade Média, século XIV, está ligado a um acontecimento absolutamente trágico - um dos mais trágicos de sempre, tendo em conta as consequências: a morte dizimou entre 30 e 40% da população europeia - várias dezenas de milhões de mortos.
1939-1945

Segunda Guerra Mundial foi o conflito que mais vítimas causou em toda a história da humanidade:50 milhões de mortos!
Desenho incluído no livro feito por Max, o pugilista judeu, na cave, utilizando as folhas de Mein Kampf; página a página essas folhas transformam-se em «esboços que, para ele, resumiam os acontecimentos que tinham tocado a sua vida anterior por uma outra.»
p. 240



“Zusak não só cria uma história original e enfeitiçante, como escreve com poesia… Uma narrativa extraordinária.”
School Library Journal
“Uma narrativa absorvente e marcante.”
Washington Post
“Uma história poderosa.”
Booklist
“Brilhante… É um daqueles livros que podem mudar a nossa vida…”
New York Times
“Perturbador e poético ao mesmo tempo…Parece bem colocado para se tornar um clássico.”
USA Today
“Inquietante, desafiante, triunfante e trágico… Um livro de grande fôlego, escrito de forma soberba… É impossível parar de o ler.”
Guardian
“Um livro extraordinário, marcante, de grande beleza.”
Sunday Telegraph
“Aos trinta anos, Zusak escreveu um dos livros australianos mais invulgares e cativantes de sempre.”
The Age (Austrália)


28 Outubro, 2010 23:28
Créditos da imagem: http://edfood.org/archives/120