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17 outubro 2009

Leitura em dia








Clica sobre as imagens, para aceder ao respectivo jornal.
Claro que não tem tanto "charme" quanto sentar a ler o jornal em papel, mas permite estar informado.

Agora não têm desculpa!

14 outubro 2009

Leitura v/s Internet?







Mais alguma informação para ajudar a uma reflexão mais completa sobre o tema do debate.

It's about reading (ver)

Zero some or more and more? (ver conferência da Prof. Wendy Griswold )


Nota: Os cartoons não estão só para "encher". Traduzem ideias sobre as questões do debate. Discutam o seu significado!

12 outubro 2009

Prémios Nobel

Decorreram na passada semana as atribuições dos PRÉMIOS NOBEL para as várias áres do conhecimento.

Saber mais sobre o PRÉMIO NOBEL:


DA LITERATURA (entrevista com Herta Müller, escritora nascida na Roménia e naturalizada alemã, que se destaca em áreas como o romance, a poesia e os ensaios.)


DA QUÍMICA (O geneticista Carolino Monteiro explicou à Antena 1, o alcance dos trabalhos realizados pelos cientistas vencedores na investigação sobre o ribossoma)




DA PAZ (Notícia da atribuição da prémio ao Presidente Obama e recepção controversa dessa escolha)




Imagem em: oglobo.globo.com

29 setembro 2009

A crítica

A escrita de Ricardo Araújo Pereira (ver entrevista) é, por vezes, desvalorizada pela maioria de nós. O leitor tende a considerá-la como uma divertida crónica da sociedade e dos seus costumes, mas chega a desprezar o que o humorista transmite nas “entrelinhas”. De carácter crítico, como é já habitual nos seus textos, Ricardo Araújo Pereira domina na perfeição a ironia nesta crónica, a qual nos leva a ver a realidade incrédula em que vivemos.

Este texto contesta o procedimento minucioso, elaborado pela Direcção Geral de Saúde sobre como se deve lavar as mãos, de modo a evitar o contágio do vírus da Gripe A. Não que o autor esteja a criticar esta iniciativa, mas sim o modo como está estruturada: obriga os cidadãos a lerem alguns dos passos por duas vezes, ora por serem tão óbvios que são inacreditáveis, tal como molhe as mãos com água”, ora tão complexos que não os conseguimos executar apenas com uma leitura, por exemplo “parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados”. Critica-se assim, a inutilidade deste processo.

Mas, que mais poderíamos fazer para nos protegermos da gripe A? Se não fossem tomadas quaisquer medidas, criticaríamos. Assim fazemos o mesmo. Não será porque há, de facto, pouco a fazer?

12ºC Ana Gomes, Bruno Vale, Catarina Custódio, David Santos, Filipa Antunes
27 Setembro, 2009 18:45

Esmiuçando - Opinião


Esmiuçando um assunto da actualidade, relacionando conceitos com espírito crítico assente num grande sentido de humor, Ricardo Araújo Pereira recorre à ironia para evidenciar o exacerbo e a ignorância presentes ao longo de doze passos que descrevem um tão simples - ou complicado? - gesto de lavar as mãos.

Sugerindo uma intensa complexidade nas várias manobras de execução, este processo descrito no folheto acaba por pôr em causa a sua finalidade.

Agora que o povo tem à sua disposição os ensinamentos de como lavar as mãos, o país andará para a frente ou vai continuar a lavar as mãos para ver se não deixa rasto da corrupção que se vive, conforme nos ensinam os tão preciosos cuidados de higiene? Se calhar esta é a verdadeira questão, embora também percebamos que a opinião pública pressiona o governo, tanto criticando quando são tomadas decisões como acusando-o de não intervir.

12ºC José Cruz, Laura Caetano, Pedro Miranda e Raquel Bento
26 Setembro, 2009 18:05

Crédito das imagens:
pensamentonosso.blogspot.com e
mamamia.wordpress.com

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Opinião - a Crónica de RAP


A crónica de Ricardo Araújo Pereira cuja ideia principal é comentar o recente panfleto da Direcção-Geral de Saúde intitulado: "Como lavar as mãos?" é por vezes vista como demasiado ousada, devido a ser criticada a preocupação das autoridades numa altura de pandemia (a Gripe A).

Ao ler esta crónica é possível que se pense que o cronista é um cómico de mau gosto ao gozar com um assunto tão sério, mas se se observar com mais atenção a forma como ele critica, facilmente se percebe que não faz nenhuma tentativa de minimizar a pandemia nem a atitude da parte do governo, antes satiriza o exagero e a complexidade desnecessária a uma simples explicação de como lavar as mãos.

No último parágrafo o autor ridiculariza todo o texto, dizendo que depois de efectuar o processo descrito no panfleto (os 11 passos de como lavar as mãos) a pessoa irá abrir a porta da casa de banho e terá que repetir todo o processo.


João Félix-João Francisco Bastos-Miguel Machado
26 Setembro, 2009 14:01


Agora a sério: Ver vídeo COMO LAVAR AS MÃOS (com imagens é mais fácil ...)

27 setembro 2009

Contrato de Leitura









LIVROS SÃO PAPÉIS PINTADOS COM TINTA
- Vivem porque/quando nós os lemos -
Está na Hora de começar a pensar nas nossas Leituras.


Conforme combinado, aqui deixo a Lista de Leituras com os livros recomendados para leitura autónoma.
Já sabem que podem escolher outros livros dos autores incluídos na lista, ou livros sobre temas/problemas de interesse para abordar e debater, dentro do espírito do programa e da lista do ME.


Sítios para procurar sugestões:

ARTE de LER - Blog dedicado à apreciação e comentário de livros, para todos os gostos. Será uma forma de contactarmos não só com os livros mas com os modos - muitos - possíveis de falar dos livros e de partilhar leituras.
ATENÇÃO: inclui links para as editoras portuguesas e para outros blogs dedicados à crítica e divulgação de livros.

PORTAL DA LITERATURA - sobre literatura portuguesa; inclui informações sobre: autores, títulos; frases/pensamentos famosos, provérbios...


ESTANTE DE LIVROS - Blog que inclui comentários/opiniões sobre livros. Tem acesso livre e será uma possibilidade para a publicação dos vossos textos de opinião sobre livros/leituras.

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24 setembro 2009

Temas e preocupações


Quais são os nossos medos?
- Perder as pessoas que mais amamos



As nossas dúvidas?
- A nossa vocação e futuro profissional
- A morte


As nossas esperanças?
- Ter sucesso pessoal, escolar e profissional


A forma como vemos os outros?
- Com base nas atitudes que os outros têm

O modo como estamos no mundo?
- Despreocupados

David Santos nº6Emanuel Franco nº8Fábio Ramos nº9Filipa Antunes nº10
19 Setembro, 2009 20:07

Para saber mais, consulta os comentários do "post" anterior.

17 setembro 2009

Bom 2009-2010 !


2009 Ano Internacional da Astronomia

Ao 12º C
Espero que este ano possa vir a ter o brilho das estrelas no firmamento da vossa vida e que este espaço possa ser interessante e útil para o vosso trabalho, a Português.
A qualidade da vossa participação será, naturalmente, uma peça-chave para o sucesso que possa ter.


Como não temos tempo a perder, aqui ficam as sugestões (eufemismo para trabalho que deve/tem de ser feito):

  • Consultar no GAVE os cenários de resposta da Prova 639 (2ª fase).

  • Ler a Crónica de RAP que aqui reproduzo. Tomem notas, pensem no assunto, preparem-se para apoiar ou criticar, na 2ª feira. Ou enviem desde já os vossos comentários!






Nunca é tarde para aprender a lavar as mãos

A tão negligenciada literatura de casa de banho acaba de obter o significativo patrocínio do Estado. O recente panfleto que a Direcção-Geral de Saúde espalhou por todas as casas de banho públicas do País é, antes de tudo, inquietante - como toda a boa literatura deve ser. Intitulado "Como lavar as mãos?", o texto começa por ser magistral no modo como manipula a arrogância do leitor para, em primeiro lugar, provocar o riso. Um riso que depressa se torna amargo: em poucos segundos, o mesmo leitor que intimamente escarneceu da intenção de quem se propunha ensinar-lhe insignificâncias é tomado pelo assombro de verificar que nunca, em toda a vida, teve as mãos verdadeiramente lavadas. O panfleto apresenta um plano de lavagem das mãos em 12 (doze) passos, incluindo manobras de esterilização com as quais o cidadão médio jamais terá sonhado. Não haja dúvidas: estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo. Este detalhado e rigoroso guia não deixa nem uma falangeta por purificar. Mas - e isto é que é terrível -, ao mesmo tempo que o faz, esfrega-nos na cara a nossa imundície passada e presente.


Ao primeiro passo da boa lavagem de mãos é atribuído, misteriosamente, o número zero: "Molhe as mãos com água." Trata-se, é claro, de um momento propedêutico em relação à lavagem propriamente dita, mas não deixa de ser surpreendente que a Direcção-Geral de Saúde não lhe reconheça dignidade suficiente para lhe atribuir um número natural. O passo número um vem então a ser o seguinte: "Aplique sabão para cobrir todas as superfícies das mãos." É aqui que começa a vergonha. Quem sempre ensaboou não deixará de sentir a humilhação de nunca ter aplicado sabão. A instrução encontra na linguística um cruel elemento diferenciador do grau de asseio: quem sabe lavar-se aplica sabão; os porcos ensaboam-se. Porcos esses que, como é óbvio, olham pela primeira vez para as mãos como extremidades dotadas de uma pluralidade de superfícies.


No passo número dois ("Esfregue as palmas das mãos, uma na outra", recomendação acompanhada de um desenho em que duas mãos se esfregam em movimentos circulares contrários ao movimento dos ponteiros do relógio), quem sempre esfregou no sentido inverso, como é o meu caso, sente que desperdiçou uma vida inteira de higiene pessoal. Os passos seguintes fazem o mesmo, embora em menor grau: em terceiro lugar há que "esfregar a palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados, e vice-versa"; o quarto passo apela a que se esfregue "palma com palma com os dedos entrelaçados"; e o quinto passo aconselha uma fricção da "parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados". Bem ou mal, com os dedos mais ou menos entrelaçados, estes passos descrevem esfregas que estão ao alcance da imaginação de qualquer pessoa. A partir daqui, o caso piora de novo. O passo seis determina que se "esfregue o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa", em movimentos semelhantes aos que se fazem quando se acelera numa motorizada, e o passo sete recomenda que se "esfregue rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa". O cuidado posto nestes preceitos amesquinha quem até aqui se limitava a esfregar as mãos uma na outra, descurando, por exemplo, o papel que os dedos devem desempenhar, e logo rotativamente, na higiene.


Enxaguar as mãos é o passo oito. Secar as mãos com toalhete descartável, o passo nove. Mas o passo dez volta a revelar que o processo é complexo: "Utilize o toalhete para fechar a torneira, se esta for de comando manual." A torneira deve, por isso, continuar a correr durante todo o passo nove, provavelmente para prevenir eventuais emergências de enxaguamento, sendo fechada apenas no passo dez. O décimo primeiro passo é o mais interessante: "Agora as suas mãos estão limpas e seguras." A contemplação da limpeza e segurança das mãos constitui, portanto, um passo autónomo neste processo de lavagem manual. No fim da lavagem, falta apenas, com as mãos impecavelmente limpas (e seguras), sair da casa de banho abrindo a porta em que toda a gente mexeu. E, creio, voltar atrás para repetir o processo.


Ricardo Araújo Pereira, VISÃO, 20 de Agosto de 2009 Consultar a VISÃO online (tem mais crónicas e bons artigos para reflectir).


A imagem que ilustra o Ano Internacional da Astronomia foi retirada no blog
astromia-algarve.blogspot.com

06 julho 2009

Parabéns!


Parabéns ao 12º A!
Também muitos parabéns para as duas Joanas corajosas do 12º PTG!
Portaram-se como uns valentes, no exame de Português. Estou muito contente convosco.

Média dos Resultados Globais dos 24 alunos da Turma 12ºA que foram admitidos a exame a Português:

3º Período - 12,3
CIF - 12,4

Exame - 11,8
CFD - 12,3

(Não é engano; foi mesmo assim...)


Boa sorte para quem for à 2ª fase a Matemática.

Quem já estiver mais livre, aproveite!


E, não se esqueçam - agora há mais tempo para ler:

Consultem alguns sítios úteis(sugestões, entrevistas, divulgação de títulos e autores):
Livros no SAPO
Revista LER
Portal da Literatura
Edições Cotovia


BIBLIOTECA NACIONAL
CASA FERNANDO PESSOA (blogue da Casa Fernando Pessoa com notícias de poesia e literatura.)

05 julho 2009

Memórias


Agora que estão quase a ir de férias, relembro alguns momentos deste ano lectivo, publicando fotografias vossas que entretanto haviam ficado esquecidas.
Mais tarde, lembrar-se-ão, tenho a certeza, da vossa passagem pela Henriques Nogueira. E terão um sorriso amável ao olhar para estas imagens.

Discurso Directo - Maratona da Leitura - 18 de Maio

12º TPG


Henriques Online - 15 de Janeiro de 2009 - Dia do Patrono

Último trabalho do 12º H
publicação de textos críticos e reportagens



Quem for à segunda chamada e precisar de alguma coisa, não hesite.

Para quem ficar despachado - Boas férias e excelentes escolhas!

N.S.

13 junho 2009

2009 - ano europeu da criatividade e inovação

A propósito do tema discutido no encontro, deixo sugestão para reflectir/treinar; ou, já que acharam graça ao conceito, para alargar a vossa "enciclopédia"

Criatividade e inovação
Os termos “criatividade” e “inovação” evocam em primeiro lugar a imagem de artistas e empreendedores tal como os conhecemos: pessoas individuais, ou agindo enquadradas por instituições, que criam, inventam, buscam, inovam, empreendem, e disso fazem, ou desejam fazer, carreira.

Contudo, as tecnologias de informação e a Internet vieram mudar alguma coisa no enquadramento das almas criativas e inovadoras. Desde logo, por causa do acesso facilitado a meios de produção que A.I. (Antes da Informática) estavam reservados a quem conseguisse passar os diferentes crivos e obstáculos concebidos para afunilar o acesso a meios escassos, com o objectivo, em princípio teórico, de o permitir apenas aos melhores dos melhores. A facilidade do acesso a tecnologias poderosíssimas de desenho, escrita, som e recombinação de elementos estilhaçou essas barreiras, tornando-as contra-natura. Diversas indústrias culturais — da música ao jornalismo — sentiram já da pior maneira os efeitos dessa onda democratizadora do acesso a instrumentos de produção de bens enquadráveis nas suas actividades.
A somar às tecnologias de produção digital a custo residual, a web social trouxe mais duas novidades: o acesso instantâneo, gratuito e sem barreiras artificiais a um mercado global antes acessível exclusivamente a corporações multinacionais que realizassem tremendos investimentos em tempo e dinheiro, e a distribuição reticular e viral, onde cada “consumidor” se torna num redistribuidor mais ou menos entusiasmado do bem. Este súbito e extraordinário empowerment tem, contudo, consequências ainda mais profundas que o impacto em indústrias montadas em cima da propriedade, não poucas vezes monopolista, de meios de produção e de distribuição.

É ao nível do cidadão “comum” que este poder tem mais significado. Desde logo porque este não tinha nenhum tipo de acesso anteriormente nem aos meios de produção necessários à corporização ou consubstanciação de uma ideia, nem à montra, ou circuito de distribuição, que lhe permite verificar o valor da sua ideia no mercado, isto é, junto dos outros.

[Convém, no entanto, realçar que] não basta o acesso aos utensílios para qualquer pessoa acrescentar valor a uma ideia ou inovar. A distribuição maciça de pincéis e telas certamente que não tornaria, de per si, todo e cada cidadão num pintor de nomeada, mas abriria portas à revelação dos talentos de diverso grau que não se exprimem por falta de meios.


(Texto adaptado)
ATENÇÃO: Há um concurso europeu de criatividade e inovação. Podem ver condições e candidatar-se a IDEIAS CRIATIVAS em http://criar2009.gov.pt/

05 junho 2009

Teatro


A peça de teatro "Memorial do Convento" representada pela companhia de teatro “Casa dos Afectos” no dia 14 de Abril, no Teatro-Cine de Torres Vedras, foi uma peça muito interessante. As partes do romance que a companhia mais retratou foram as cenas de Blimunda e de Baltazar na construção da passarola porque eram das cenas mais fáceis de retratar no teatro porque aparecem menos pessoas e o cenário não é tão difícil.

A companhia deu pouca importância à parte da construção do Convento pois era uma cena muito difícil de retratar porque tinha um cenário muito complicado de arranjar e era preciso muitas personagens para representar essa cena. As personagens a quem foi dado mais destaque foram a de Blimunda e a de Baltazar; a personagem do Rei foi muito exagerada pela forma como foi representada, pois na obra José Saramago não deu à personagem uma figura tão patética e no teatro elesexageram na forma de o representar.

Os elementos cénicos foram um pouco pobres embora percebamos que seja difícil fazer melhor. O andaime foi uma solução engenhosa, que dá para percebermos bem a ideia. As cenas estavam bem encadeadas embora não estivessem todas seguidas, pois faltavam algumas cenas muito importantes da obra.

Com tudo isto, consideramos que o espectáculo teve um balanço positivo e esperamos que continuem a representar a peça cada vez melhor.

Trabalho realizado por: Fábio Rodrigues Nº.5 12ºHJosé Abreu Nº.6
Turma - 12º.H (Tecnológico de Electricidade)
03 Junho, 2009 09:35

Apreciação crítica


Crítica sobre a peça Memorial do Convento

(com base nos itens do guião)


Nome da companhia de teatro e do encenador – Casa dos Afectos, João Nunes Esteves.

Estrutura da peça
- Em quadros, de acordo com as passagens escolhidas.

Elementos cénicos mais relevantes
- Puzzle, retroprojector a inserir imagem da passarola de padre Bartolomeu Lourenço, e a imagem do Convento de Mafra, o andaime e um lençol branco a designar uma cama.

Outros elementos e adereços – garrafas, cadeira, quadro, pano da cama, pano vermelho e as imagens de fundo.

Personagens mais destacadas e cenas/episódios seleccionados
– Baltazar, Blimunda, Padre Bartolomeu e o Rei D. João. Baltazar, Blimunda e o Padre Bartolomeu, na cena em que a passarola vai voar com eles lá dentro. E a cena do rei a montar o puzzle do convento de Mafra.

Cena mais marcante; razão da escolha
– Cena em que Blimunda vê o interior das pessoas e a explicação dela a Baltazar, quando lhe prova e lhe dá a certeza que nunca o olhará por dentro, porque ela o ama e era incapaz de o fazer.

Fidelidade e/ou afastamento entre a peça e o romance
– A opinião é que se afastaram um pouco do Romance ao adaptarem para a peça porque falaram pouco da construção do convento. Mas compreendemos a dificuldade deles em adaptar o Memorial a peça de teatro, pela extensão do romance e porque tem muitas cens difíceis de reconstituir em teatro.

Opinião sobre a peça
– A peça é feita a partir de um romance que, baseado em factos históricos, traduz a forma de viver e os costumes de uma época. Achamos que estava bem representada. Só o cenário é que podia estar mais "decorado", mas deu para perceber muito melhor a História e é uma mais valia para os alunos que ainda não leram o livro.

Interesses/Relevância para o estudo do romance
– Achamos que ao vermos a peça de teatro, mesmo reduzida e com muitos cenas do livro que não foram lá postas ou não têm o mesmo destaque, vai-nos incentivar a ler o livro e percebê-lo melhor. Também podemos afirmar que José Saramago foi um grande escritor, como vemos nesta adaptação teatral.

Trabalho realizado por:
Turma - 12º H
Micael Alfaiate nº8
Marco Esteves nº7
José Abreu nº6
David Silva nº3

03 Junho, 2009 09:07

01 junho 2009

Reportagem do 12º H no Museu




18 Maio 2009 – 10h00
Quando entrámos no Museu Municipal de Torres Vedras deparámo-nos com uma tal multidão de “pequenos estudantes”envolvidos em certas actividades muito interessantes que ficámos muito interessados em descobrir o que realmente eram. Mas estávamos a dirigir-nos primeiro à sala das duas coluna, para vermos e ouvirmos a “Leitura gestual de poesia”, “A Bela Infanta” – Poesia medieval Portuguesa, “Humor de duende” e três estrofes em percussão (adaptado dos Stromp). Esta pequena apresentação estava a ser desenvolvida por os alunos do 9º ano do curso de Acção Social, com a ajuda de várias professoras dessa turma e o conjunto das actividades foi sempre apoiado pelos alunos do Profissional Técnico de Secretariado (PTS) da escola Secundária c/ 3º ciclo de Henriques Nogueira – Torres Vedras, coordenada pala professora Sandra Gigante. Depois fomos a outra sala onde estava a decorrer uma palestra sobre a poesia, com alunos a partilharem vários trabalhos.
No claustro, onde estavam a ser realizadas várias actividades com crianças, ficámos o resto do tempo, pois essas actividades estavam a ser feitas cada uma na sua bancada. Ao todo havia seis bancadas, as quais estavam divididas de acordo com os suportes e os tipos de alfabeto. Na primeira bancada que vimos estavam dois portáteis com crianças a escrever no Microsoft Word e logo ao lado outra com duas máquinas de escrever das antigas para as crianças poderem ver qual era a diferença entre elas; noutra bancada estava o Prof. Dr. Carlos Guardado a ensinar as crianças a escrever árabe, e também havia uma outra bancada com uma professora a explicar aos alunos como se escrevia com canetas de aparo; logo de seguida tínhamos a bancada onde uma aluna do 10º PTS e uma técnica do Museu estavam a ensinar a escrever com penas que se mergulhava em tinta, e por fim, na última bancada que visitámos, estava uma senhora a preparar umas pequenas peças de barro - a imitar as antigas placas de argila que se usavam há milhares de anos - para que os mais pequenos pudessem escrever nelas hieroglífos egipcios e as levassem para recordação. Estava tudo muito bem organizado por alguns alunos e professores da escola Henriques Nogueira, coordenados pela nossa professora de Português e pela directora dos serviços educativos do Museu Leonel Trindade.

Trabalho elaborado por:-Diogo Carvalho Nº 4-Rafael Nascimento Nº 9-Telmo Félix Nº 11-Tiago Domingos Nº 12
01 Junho, 2009 11:52

18 de Maio no Museu (reportagem)


No dia 18 de Maio realizou-se nas instalações do Convento da Graça a “Maratona da Leitura”, onde estiveram presentes 466 alunos e 40 professores, de várias escolas e instituições de Torres Vedras. Esta maratona foi realizada por professores e alunos da escola Henriques Nogueira com o apoio da equipa técnica do Museu, e teve como objectivo dar a conhecer aos visitantes: a história da evolução da escrita desde 4000 a.C. até ao século XXI; a poesia, o teatro, a poesia gestual e também uma pequena amostra dos batimentos do ritmo ao jeito dos“Stumps".



Nos claustros os visitantes conheciam a história da escrita. A escrita começa por volta de 4000 a.C. em que os SUMÉRIOS desenvolveram a escrita em forma de cunha e escreviam em placas de barro; quase na mesma época os EGÍPCIOS ANTIGOS também desenvolveram a escrita formada por desenhos e símbolos, que faziam nas paredes das suas pirâmides, durante séculos de difícil compreensão para os estudiosos. Na ANTIGA ROMA usava-se o ALFABETO ROMANO que derivou do alfabeto sumério e era constituído só por letras maiúsculas; para escrever utilizavam hastes de bambu ou penas de aves. No século XIII um monge inglês criou outro estilo de alfabeto um pouco complexo, mas alguns eruditos Italianos incomodados com este estilo complexo criaram outro estilo, o que nos dias de hoje nós denominamos o itálico. Ao longo do tempo a escrita foi sofrendo modificações em todos os povos conforme as suas necessidades e veio até aos dias de hoje.

Nesta MARATONA DA LEITURA havia vários ateliês onde nós podíamos escrever todos estes tipos de escrita e em diferentes suportes, desde a argila ao computador.








Trabalho realizado Por: Fábio Rodrigues Nº5. 12ºH
01 Junho, 2009 12:02

05 maio 2009

Crítica de Teatro

AS VONTADES E OS SONHOS

Crítica ao Espectáculo Memorial do Convento

Realizada a 14 de Abril, no Teatro-cine de Torres Vedras, a representação de Memorial do Convento, de José Saramago, levou ao teatro inúmeros alunos do 11º e 12º anos da Secundária Henriques Nogueira e da ESCO. A carismática obra escrita pelo nobel da literatura, José Saramago, é um romance, ainda que possua uma clara presença da oralidade.

A sua adaptação para teatro carece de correcta interpretação, análise e resumo de uma obra tão complexa e longa. Além disso, a representação do século XVIII, se pretender ser naturalista, é dispendiosa a nível de gurda-roupa e aderços.

Numa adaptação teatral, a subjectividade do encenador é evidenciada; esta peça não foi excepção: enquanto determindas passagens são apresentadas, tais como os autos-de-fé, o voo da passarola, outras são omitidas ou simplesmente referidas, como o transporte da pedra de Pêro Pinheiro, a tourada, a estadia de Baltasar em Mafra, entre outras. Tal facto é aceitável, tendo em vista a extensão do texto original. No entanto, existem alguns episódios aos quais o autor dá um relevo que seria suficiente para serem mantidos, como é o caso do transporte da pedra.
A nível do guarda-roupa, a opção pelo facto-macaco é económica e aceitável, tendo em conta que simboliza o trabalho.

Quanto ao cenário, destaca-se apenas um elemento - o andaime, símbolo da obra, da construção, meio auxiliar que permite aos operários chegar mais alto, ir mais longe, tal como acontece com a passarola. Este elemento está muito bem pensado. A projecção de imagens, por outro lado, podia ter sido mais explorada.

A representação esteve, em geral, a bom nível, com actores e actrizes a interiorizar bem o seu papel. Apenas gostei menos da opção pela ridicularização de D. João V, a qual me parece excessiva, embora reconheça que cria uma quebra na solenidade e adiciona-lhe um elemento dinâmico e cómico. Igualmente a cena final - muito marcante, a meu ver, é representada com um execesso de leveza e falta de expressão; acho que ganhava com mais espessura e peso.

Em suma, ainda que seja, compreensivelmente, um resumo da obra, a representação permite rever a leitura do romance e dar rostos aos nomes de cada personagem. A obra original é excepcional e com esta peça a Casa dos Afectos revela uma honesta vontade de a divulgar aos alunos e ao público em geral. Afinal, as vontades são as impulsionadoras dos sonhos.

Dário Nascimento, 12º A, nº 10
Nota: Texto crítico seleccionado, na turma 12º A; será enviado para a CASA DOS AFECTOS, como acordado.

20 abril 2009

Espectáculo Teatral baseado em Memorial do Convento

Após teres assistido, no dia 14, no Teatro-Cine, à representação de Memorial do Convento, adaptado da obra homónima de José Saramago, e teres reflectido com a professora e a turma sobre o espectáculo, está na altura de escreveres o texto crítico, de acordo com o solicitado no último ponto do guião da actividade. Como acordado, os textos destinam-se a ser enviados ao encenador e aos actores da Casa dos Afectos.


Imagem do espectáculo Memorial do Convento, pela Companhia Casa dos Afectos.
Com adaptação, dramaturgia e encenação da responsabilidade de João Nuno Esteves, a peça conta com a participação dos actores André Albuquerque, Boygui, Catarina Gouveia, João Nuno Esteves, Nuno Fradique, Sérgio Narval e Tânia Leonardo. A concepção musical é de José Maria Almeida, os figurinos e adereços de Ana Bandeira, a luz e o som estão a cargo de José Manuel Almeida e Carlos Jorge Bernardes.

“Ao fazermos a abordagem inicial a este texto, para a respectiva adaptação teatral e, atendendo a que ele se destina a ser maioritariamente apresentado a públicos escolares, tivemos a preocupação de manter o mais intactas possível as linhas mestras que fazem desta genial obra uns dos grandes livros as literatura do século XX, sem contudo deixarmos de apresentar, como é perfeitamente lógico, a nossa própria visão, ou leitura se preferirem, da dita obra”( João Nuno Esteves)
A Casa dos Afectos - Associação de Intervenção Cultural - é um projecto de intervenção cultural vocacionado para a produção artística de espetáculos para divulgação, desenvolvimento e valorização da cultura portuguesa, nomeadamente nos domínios do teatro, poesia, literatura e música.
Este romance tem despertado o interesse de várias companhias de teatro. Regista-se um conjunto de fotografias de um espectáculo promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II, de que poderás saber mais através de um dossier completo sobre a obra, as personagens, o autor, o palácio (consultar aqui).









Ver slideshow

Nota: Só deves escrever a crítica depois de teres completado o guião. Regista o teu texto em "comentário", para todos poderem ver e dar opinião.

18 abril 2009

Usos Expressivos da Língua em Memorial

Caricatura de José Saramago, pelo cartoonista Vasco
A pedido de vários alunos, aqui fica um apanhado de

Usos Expressivos da Língua em Memorial


Desconstrução e reconstrução das regras de pontuação. Não há, na obra, "ausência de pontuação"; há reconfiguração:


  1. Primazia das vírgulas a assinalar as pausas e mudança de discurso:"Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, (...)
  2. Pontos finais são mantidos na mudança de parágrafo e quando é necessário para desfazer ambiguidades - "Boa viagem, Se o encontrar. / Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima."
  3. Exclamações e interrogações não são expressas pela pontuação; são traduzidas:
    - pelo contexto;
    - pela mudança de sujeito emissor (observável pelos pronomes, verbos...)
    - pelo vocabulário. Assim, repara no seguinte exemplo:
    "então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim, esse, Não achei, Ai pobrezinha" (último capítulo)
  4. Confluência de registos de língua: Cuidado - "Tirando as expressões enfáticas esta mesma ordem já fora dada antes" . Familiar - "correram o reino de ponta a ponta e não os apanharam". Popular - "Queres tu dizer na tua que a merda é dinheiro, Não, majestade, é o dinheiro que é merda"; "...barriga colada às costas"
  5. Inversão de expressões bíblicas/Jogos de palavras "os santos no oratório... não há melhor"
  6. Quadras populares: "Aqui me traz minha pena com bastante sobressalto, porque quer voar mais alto, a mais queda se condena" (p. 104).Provérbios, ditos e aforismos (alterados, imitados, usados com ironia) - "Deus é grande./Quase tão grande como Deus é a basílica de S. Pedro"
  7. Ecos de outros textos / Intertextualidade
    - Bíblia - Antigo e Novo Testamento
    - Contos tradicionais: "Era uma vez uma rainha que vivia com o seu real marido em palácio..." (p. 260). - Luís de Camões, Os Lusíadas: "O homem, bicho da terra" (p. 65). - Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes: "Estão parados diante do último pano da história de Tobias, aquele onde o amargo fel do peixe restitui a vista ao cego, A amargura é o olhar dos videntes, senhor Domenico Scarlatti,..." (p. 173). - Fernando Pessoa, Mensagem: "Em seu trono entre o brilho das estrelas, com seu manto de noite. solidão, tem aos seus pés o mar novo e as mortas eras, o único imperador que tem, deveras, o globo mundo em sua mão, este tal foi o infante D. Henrique, consoante o louvará o poeta por ora ainda não nascido..." (p. 233).

09 abril 2009

A 14 de Abril, vamos ao Teatro !


Memorial do Convento, de José Saramago

(adaptação teatral da Casa dos Afectos)

Sinopse: Ao fazermos a abordagem inicial a este texto para a respectiva adaptação teatral e, atendendo a que ele se destina a ser maioritariamente apresentado a públicos escolares, tivemos a preocupação de manter o mais intactas possível as linhas mestras que fazem desta genial obra uns dos grandes livros da literatura do século XX, sem, contudo, deixarmos de apresentar, como é perfeitamente lógico, a nossa própria visão, ou leitura, se preferirem, da dita obra.
Palco nu, um andaime em fundo, metáfora de elevação de todas as obras humanas, da vida, da emancipação, de conventos, da perfídia, do amor, da utopia. Todas elas, afinal, em plena construção, permanente. Um coro, uma mole de actores envergando a cor do seu labutante sangue, consciência e ponto intemporal da acção. Acção, essa, onde o tempo se mede apenas pela existência rítmica das palavras e dos corpos suspensos em metáforas, ou andaimes, conforme o olhar. Um rei: um fantoche; o poder aparentemente guiado pelos fios invisíveis de Deus.
A ironia está lá, no livro, na vida, na história. Não fomos nós. Já recebemos este rei e esta rainha vindos assim: pasmados; suspensos; ridículos clowns de si próprios; pérfidos, ignorantes, prepotentes, com muito pouco de humanidade. Já recebemos, dizia, estes monarcas, vindos assim do fundo dos tempos e das memórias.
E o amor: essa torrente de desejo, vítima de todas as mais mortíferas ironias; esse rio de carne em brasa propulsora do maior de todos os sonhos; esse voo de olhares que se explanam entre a cama e o céu, acariciando todas as vontades; a vontade de que o fogo não mata, mas purifica. E todos os poderes metamorfoseados em fé. E ainda a utopia: vontade ancestral dos homens na imitação dos pássaros; na imitação do primeiro som; do primeiro silêncio; da primeira sinfonia da voz. E mais os actores rompendo o corpo com as palavras. Entre o histórico e o romanesco, a narração diverte-se em verbos de palco.

Autor: José Saramago
Adaptação, Dramaturgia e Encenação: João Nuno Esteves
Concepção musical: José Manuel Almeida
Produção: Casa dos Afectos – Associação de Intervenção Cultural
Duração do Espectáculo (minutos): 110
Género Artístico: Tragicomédia
Classificação etária: maiores de 12 anos
Actores (por ordem alfabética): André Albuquerque, Catarina Gouveia, João Nuno Esteves, Liliana Costa, Nuno Fradique, Paulo Palma e Sérgio Narval
Ficha Técnica:
Som: José Manuel Almeida
Luz: Carlos Jorge Bernardes
Figurinos e adereços: Ana Bandeira

Ver sítio da CASA DOS AFECTOS, com os espectáculos disponíveis.
Atenção: o preço é de 5 euros.
A Ficha/guião de apreciação crítica do espectáculo e comparação com o livro será entregue no dia, a todos os alunos.
Quem desejar falar com os actores, deve dizer-mo antecipadamente, para organizarmos o encontro. Se não quiserem fazê-lo, pelo menos enviarão depois os textos críticos para a Companhia.