Espólio documental de Fernando Pessoa classificado como "tesouro nacional"
Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de actualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.
27 novembro 2009
Fernando Pessoa - o guardador de papéis
Espólio documental de Fernando Pessoa classificado como "tesouro nacional"
19 novembro 2009
Eu e Pessoa
12 novembro 2009
O futuro da conquista do universo
10 novembro 2009
Ainda sobre WWW (Wild Wild West!)
07 novembro 2009
Fernando Pessoa - quem «são»?
«Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus.» F.P.
Fernando Pessoa pode não ter existido... A sua poesia, sim! A CASA FERNANDO PESSOA está em festa. Ouve a notícia aqui.
Os dois quadros de Pessoa aqui reproduzidos são da autoria de Costa Pinheiro.
25 outubro 2009
Que futuro?
Para finalizar o tema do debate, deixo-vos com uma excepcional entrevista com o guru mundial dos estudos sobre a internet e o consumo de produtos audio-visuais, Jeffrey Cole, investigador americano da universidade de South California, o qual esteve recentemente em Lisboa, para dar uma conferência sobre o tema.Literatura e tecnologia – Porquê separar algo compatível?
É de conhecimento geral o constante contraste feito entre a cultura escrita e a audiovisual, o que, a meu ver, é desnecessário. Estamos em pleno séc. XXI, e estes dois meios não têm que ser, de modo algum, considerados inconciliáveis. De maneira a justificá-lo, irei argumentar ao longo do texto, tanto a favor da literatura como dos meios audiovisuais, demonstrando a sua compatibilidade.23 Outubro, 2009 21:30
24 outubro 2009
A literatura ainda pode ser polémica?

A.
“Caim” não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra. Pois bem, com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um libro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia. Este livro agarra-nos, digo-o porque o li, sacode-nos, faz-nos pensar: aposto que quando o terminardes, quando fizerdes o gesto de o fechar sobre os joelhos, olhareis o infinito, ou cada qual o seu próprio interior, soltareis um uff que vos sairá da alma, e então uma boa reflexão pessoal começará, a que mais tarde se seguirão conversas, discussões, posicionamentos e, em muitos casos, cartas dizendo que essas ideais andavam a pedir forma, que já era hora de que o escritor se pusesse ao trabalho, e graças lhe damos por fazê-lo com tão admiráveis resultados.
Este último romance de José Saramago, que não é muito extenso, nem poderia sê-lo porque necessitaríamos mais fôlego que o que temos para enfrentar-nos a ele, é literatura em estado puro."
Saramago traçou dois objectivos ao lançar mais uma polémica: espetar mais um prego na crucificação da Igreja Católica e através da agressão suscitar o debate e vender a sua obra.
Saramago conseguiu juntar o útil ao agradável, mas houve uma variável que o consagrado Nobel da Literatura esqueceu. O plano de Saramago não é perfeito e o escritor pode ter caído numa cilada de Deus.
A má pessoa imaginária que Saramago persegue e teima em negar preparou uma vingança ao escritor e usou o velho Nobel para lançar o debate, não sobre Caim mas sobre a Bíblia, e trazer novos leitores para o livro escrito por um Deus que o escritor diz ser vingativo.
(...)
A estranha luta de Saramago com um Deus que não existe não é uma demência intelectual. É a revolta de um homem que desconhece que na sua procura por um divino que nunca descobriu foi encontrado por um Deus que o conhece e o ama profundamente.
Saramago é inteligente. Não perde tempo em conversas banais com o eurodeputado Mário David que apelou à sua renúncia da nacionalidade portuguesa. Não tem medo de afrontar a religião maioritária e de afirmar que já não há fogueiras para queimar os hereges. Mas quando fala de Deus e da Bíblia o verniz estala. Inquieta-se. Revolta-se. Sente-se perturbado. Quer vingança!
Ninguém inteligente luta com a fantasia alheia. Fazer um campanha contra alguém que não existe é uma perda de tempo e Saramago sabe que o tempo que lhe resta é pouco para ser esbanjado em palermices de religiosos.
Saramago tem razão! Mas não tem fé! E a razão sem fé é como a justiça cega.
O que inquieta Saramago é a sua lógica contraditória. Como é que um Deus que só existe na cabeça das pessoas as influencia tanto?
(...)
A estratégia fracassada de Saramago transformou-o no maior publicitário português da Bíblia. Mesmo que Deus não exista ele conseguiu fazer o que muitos pregadores tentaram mas raramente conseguiram, trazer os desiludidos com a religião de volta às Escrituras.
Obrigado Saramago."
João Pedro Martins, em
21 outubro 2009
Literatura versus Tecnologia ou Meios Audiovisuais
Nos dias de hoje, a literatura é compatível com a tecnologia. Este tema tem originado muita controvérsia, é ambíguo e necessita de um cuidado especial para ser tratado. A importância da literatura e da tecnologia para a sociedade e sua compatibilidade farão parte do assunto deste texto.21 Outubro, 2009 23:17
Literatura e Tecnologia
19 Outubro, 2009 22:31
17 outubro 2009
Leitura em dia
14 outubro 2009
Leitura v/s Internet?
Mais alguma informação para ajudar a uma reflexão mais completa sobre o tema do debate.
It's about reading (ver)
Zero some or more and more? (ver conferência da Prof. Wendy Griswold )
12 outubro 2009
Prémios Nobel
Saber mais sobre o PRÉMIO NOBEL:
explicou à Antena 1, o alcance dos trabalhos realizados pelos cientistas vencedores na investigação sobre o ribossoma) 29 setembro 2009
A crítica
A escrita de Ricardo Araújo Pereira (ver entrevista) é, por vezes, desvalorizada pela maioria de nós. O leitor tende a considerá-la como uma divertida crónica da sociedade e dos seus costumes, mas chega a desprezar o que o humorista transmite nas “entrelinhas”. De carácter crítico, como é já habitual nos seus textos, Ricardo Araújo Pereira domina na perfeição a ironia nesta crónica, a qual nos leva a ver a realidade incrédula em que vivemos.
Mas, que mais poderíamos fazer para nos protegermos da gripe A? Se não fossem tomadas quaisquer medidas, criticaríamos. Assim fazemos o mesmo. Não será porque há, de facto, pouco a fazer?27 Setembro, 2009 18:45
Esmiuçando - Opinião

Esmiuçando um assunto da actualidade, relacionando conceitos com espírito crítico assente num grande sentido de humor, Ricardo Araújo Pereira recorre à ironia para evidenciar o exacerbo e a ignorância presentes ao longo de doze passos que descrevem um tão simples - ou complicado? - gesto de lavar as mãos.
mamamia.wordpress.com
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Opinião - a Crónica de RAP

26 Setembro, 2009 14:01
27 setembro 2009
Contrato de Leitura

24 setembro 2009
Temas e preocupações


- A morte
19 Setembro, 2009 20:07
17 setembro 2009
Bom 2009-2010 !

Ao 12º C
- Consultar no GAVE os cenários de resposta da Prova 639 (2ª fase).
- Ler a Crónica de RAP que aqui reproduzo. Tomem notas, pensem no assunto, preparem-se para apoiar ou criticar, na 2ª feira. Ou enviem desde já os vossos comentários!

Nunca é tarde para aprender a lavar as mãos
A tão negligenciada literatura de casa de banho acaba de obter o significativo patrocínio do Estado. O recente panfleto que a Direcção-Geral de Saúde espalhou por todas as casas de banho públicas do País é, antes de tudo, inquietante - como toda a boa literatura deve ser. Intitulado "Como lavar as mãos?", o texto começa por ser magistral no modo como manipula a arrogância do leitor para, em primeiro lugar, provocar o riso. Um riso que depressa se torna amargo: em poucos segundos, o mesmo leitor que intimamente escarneceu da intenção de quem se propunha ensinar-lhe insignificâncias é tomado pelo assombro de verificar que nunca, em toda a vida, teve as mãos verdadeiramente lavadas. O panfleto apresenta um plano de lavagem das mãos em 12 (doze) passos, incluindo manobras de esterilização com as quais o cidadão médio jamais terá sonhado. Não haja dúvidas: estamos perante um compêndio da higiene manual e digital, uma bíblia da desinfecção do carpo e metacarpo. Este detalhado e rigoroso guia não deixa nem uma falangeta por purificar. Mas - e isto é que é terrível -, ao mesmo tempo que o faz, esfrega-nos na cara a nossa imundície passada e presente.
Ao primeiro passo da boa lavagem de mãos é atribuído, misteriosamente, o número zero: "Molhe as mãos com água." Trata-se, é claro, de um momento propedêutico em relação à lavagem propriamente dita, mas não deixa de ser surpreendente que a Direcção-Geral de Saúde não lhe reconheça dignidade suficiente para lhe atribuir um número natural. O passo número um vem então a ser o seguinte: "Aplique sabão para cobrir todas as superfícies das mãos." É aqui que começa a vergonha. Quem sempre ensaboou não deixará de sentir a humilhação de nunca ter aplicado sabão. A instrução encontra na linguística um cruel elemento diferenciador do grau de asseio: quem sabe lavar-se aplica sabão; os porcos ensaboam-se. Porcos esses que, como é óbvio, olham pela primeira vez para as mãos como extremidades dotadas de uma pluralidade de superfícies.
Enxaguar as mãos é o passo oito. Secar as mãos com toalhete descartável, o passo nove. Mas o passo dez volta a revelar que o processo é complexo: "Utilize o toalhete para fechar a torneira, se esta for de comando manual." A torneira deve, por isso, continuar a correr durante todo o passo nove, provavelmente para prevenir eventuais emergências de enxaguamento, sendo fechada apenas no passo dez. O décimo primeiro passo é o mais interessante: "Agora as suas mãos estão limpas e seguras." A contemplação da limpeza e segurança das mãos constitui, portanto, um passo autónomo neste processo de lavagem manual. No fim da lavagem, falta apenas, com as mãos impecavelmente limpas (e seguras), sair da casa de banho abrindo a porta em que toda a gente mexeu. E, creio, voltar atrás para repetir o processo.
A imagem que ilustra o Ano Internacional da Astronomia foi retirada no blog
astromia-algarve.blogspot.com
06 julho 2009
Parabéns!

Parabéns ao 12º A!
Também muitos parabéns para as duas Joanas corajosas do 12º PTG!
Portaram-se como uns valentes, no exame de Português. Estou muito contente convosco.
Exame - 11,8
Boa sorte para quem for à 2ª fase a Matemática.
Quem já estiver mais livre, aproveite!

E, não se esqueçam - agora há mais tempo para ler:
Consultem alguns sítios úteis(sugestões, entrevistas, divulgação de títulos e autores):
Livros no SAPO
Revista LER
Portal da Literatura
Edições Cotovia
BIBLIOTECA NACIONAL
CASA FERNANDO PESSOA (blogue da Casa Fernando Pessoa com notícias de poesia e literatura.)















