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06 julho 2009

Parabéns!


Parabéns ao 12º A!
Também muitos parabéns para as duas Joanas corajosas do 12º PTG!
Portaram-se como uns valentes, no exame de Português. Estou muito contente convosco.

Média dos Resultados Globais dos 24 alunos da Turma 12ºA que foram admitidos a exame a Português:

3º Período - 12,3
CIF - 12,4

Exame - 11,8
CFD - 12,3

(Não é engano; foi mesmo assim...)


Boa sorte para quem for à 2ª fase a Matemática.

Quem já estiver mais livre, aproveite!


E, não se esqueçam - agora há mais tempo para ler:

Consultem alguns sítios úteis(sugestões, entrevistas, divulgação de títulos e autores):
Livros no SAPO
Revista LER
Portal da Literatura
Edições Cotovia


BIBLIOTECA NACIONAL
CASA FERNANDO PESSOA (blogue da Casa Fernando Pessoa com notícias de poesia e literatura.)

05 julho 2009

Memórias


Agora que estão quase a ir de férias, relembro alguns momentos deste ano lectivo, publicando fotografias vossas que entretanto haviam ficado esquecidas.
Mais tarde, lembrar-se-ão, tenho a certeza, da vossa passagem pela Henriques Nogueira. E terão um sorriso amável ao olhar para estas imagens.

Discurso Directo - Maratona da Leitura - 18 de Maio

12º TPG


Henriques Online - 15 de Janeiro de 2009 - Dia do Patrono

Último trabalho do 12º H
publicação de textos críticos e reportagens



Quem for à segunda chamada e precisar de alguma coisa, não hesite.

Para quem ficar despachado - Boas férias e excelentes escolhas!

N.S.

13 junho 2009

2009 - ano europeu da criatividade e inovação

A propósito do tema discutido no encontro, deixo sugestão para reflectir/treinar; ou, já que acharam graça ao conceito, para alargar a vossa "enciclopédia"

Criatividade e inovação
Os termos “criatividade” e “inovação” evocam em primeiro lugar a imagem de artistas e empreendedores tal como os conhecemos: pessoas individuais, ou agindo enquadradas por instituições, que criam, inventam, buscam, inovam, empreendem, e disso fazem, ou desejam fazer, carreira.

Contudo, as tecnologias de informação e a Internet vieram mudar alguma coisa no enquadramento das almas criativas e inovadoras. Desde logo, por causa do acesso facilitado a meios de produção que A.I. (Antes da Informática) estavam reservados a quem conseguisse passar os diferentes crivos e obstáculos concebidos para afunilar o acesso a meios escassos, com o objectivo, em princípio teórico, de o permitir apenas aos melhores dos melhores. A facilidade do acesso a tecnologias poderosíssimas de desenho, escrita, som e recombinação de elementos estilhaçou essas barreiras, tornando-as contra-natura. Diversas indústrias culturais — da música ao jornalismo — sentiram já da pior maneira os efeitos dessa onda democratizadora do acesso a instrumentos de produção de bens enquadráveis nas suas actividades.
A somar às tecnologias de produção digital a custo residual, a web social trouxe mais duas novidades: o acesso instantâneo, gratuito e sem barreiras artificiais a um mercado global antes acessível exclusivamente a corporações multinacionais que realizassem tremendos investimentos em tempo e dinheiro, e a distribuição reticular e viral, onde cada “consumidor” se torna num redistribuidor mais ou menos entusiasmado do bem. Este súbito e extraordinário empowerment tem, contudo, consequências ainda mais profundas que o impacto em indústrias montadas em cima da propriedade, não poucas vezes monopolista, de meios de produção e de distribuição.

É ao nível do cidadão “comum” que este poder tem mais significado. Desde logo porque este não tinha nenhum tipo de acesso anteriormente nem aos meios de produção necessários à corporização ou consubstanciação de uma ideia, nem à montra, ou circuito de distribuição, que lhe permite verificar o valor da sua ideia no mercado, isto é, junto dos outros.

[Convém, no entanto, realçar que] não basta o acesso aos utensílios para qualquer pessoa acrescentar valor a uma ideia ou inovar. A distribuição maciça de pincéis e telas certamente que não tornaria, de per si, todo e cada cidadão num pintor de nomeada, mas abriria portas à revelação dos talentos de diverso grau que não se exprimem por falta de meios.


(Texto adaptado)
ATENÇÃO: Há um concurso europeu de criatividade e inovação. Podem ver condições e candidatar-se a IDEIAS CRIATIVAS em http://criar2009.gov.pt/

05 junho 2009

Teatro


A peça de teatro "Memorial do Convento" representada pela companhia de teatro “Casa dos Afectos” no dia 14 de Abril, no Teatro-Cine de Torres Vedras, foi uma peça muito interessante. As partes do romance que a companhia mais retratou foram as cenas de Blimunda e de Baltazar na construção da passarola porque eram das cenas mais fáceis de retratar no teatro porque aparecem menos pessoas e o cenário não é tão difícil.

A companhia deu pouca importância à parte da construção do Convento pois era uma cena muito difícil de retratar porque tinha um cenário muito complicado de arranjar e era preciso muitas personagens para representar essa cena. As personagens a quem foi dado mais destaque foram a de Blimunda e a de Baltazar; a personagem do Rei foi muito exagerada pela forma como foi representada, pois na obra José Saramago não deu à personagem uma figura tão patética e no teatro elesexageram na forma de o representar.

Os elementos cénicos foram um pouco pobres embora percebamos que seja difícil fazer melhor. O andaime foi uma solução engenhosa, que dá para percebermos bem a ideia. As cenas estavam bem encadeadas embora não estivessem todas seguidas, pois faltavam algumas cenas muito importantes da obra.

Com tudo isto, consideramos que o espectáculo teve um balanço positivo e esperamos que continuem a representar a peça cada vez melhor.

Trabalho realizado por: Fábio Rodrigues Nº.5 12ºHJosé Abreu Nº.6
Turma - 12º.H (Tecnológico de Electricidade)
03 Junho, 2009 09:35

Apreciação crítica


Crítica sobre a peça Memorial do Convento

(com base nos itens do guião)


Nome da companhia de teatro e do encenador – Casa dos Afectos, João Nunes Esteves.

Estrutura da peça
- Em quadros, de acordo com as passagens escolhidas.

Elementos cénicos mais relevantes
- Puzzle, retroprojector a inserir imagem da passarola de padre Bartolomeu Lourenço, e a imagem do Convento de Mafra, o andaime e um lençol branco a designar uma cama.

Outros elementos e adereços – garrafas, cadeira, quadro, pano da cama, pano vermelho e as imagens de fundo.

Personagens mais destacadas e cenas/episódios seleccionados
– Baltazar, Blimunda, Padre Bartolomeu e o Rei D. João. Baltazar, Blimunda e o Padre Bartolomeu, na cena em que a passarola vai voar com eles lá dentro. E a cena do rei a montar o puzzle do convento de Mafra.

Cena mais marcante; razão da escolha
– Cena em que Blimunda vê o interior das pessoas e a explicação dela a Baltazar, quando lhe prova e lhe dá a certeza que nunca o olhará por dentro, porque ela o ama e era incapaz de o fazer.

Fidelidade e/ou afastamento entre a peça e o romance
– A opinião é que se afastaram um pouco do Romance ao adaptarem para a peça porque falaram pouco da construção do convento. Mas compreendemos a dificuldade deles em adaptar o Memorial a peça de teatro, pela extensão do romance e porque tem muitas cens difíceis de reconstituir em teatro.

Opinião sobre a peça
– A peça é feita a partir de um romance que, baseado em factos históricos, traduz a forma de viver e os costumes de uma época. Achamos que estava bem representada. Só o cenário é que podia estar mais "decorado", mas deu para perceber muito melhor a História e é uma mais valia para os alunos que ainda não leram o livro.

Interesses/Relevância para o estudo do romance
– Achamos que ao vermos a peça de teatro, mesmo reduzida e com muitos cenas do livro que não foram lá postas ou não têm o mesmo destaque, vai-nos incentivar a ler o livro e percebê-lo melhor. Também podemos afirmar que José Saramago foi um grande escritor, como vemos nesta adaptação teatral.

Trabalho realizado por:
Turma - 12º H
Micael Alfaiate nº8
Marco Esteves nº7
José Abreu nº6
David Silva nº3

03 Junho, 2009 09:07

01 junho 2009

Reportagem do 12º H no Museu




18 Maio 2009 – 10h00
Quando entrámos no Museu Municipal de Torres Vedras deparámo-nos com uma tal multidão de “pequenos estudantes”envolvidos em certas actividades muito interessantes que ficámos muito interessados em descobrir o que realmente eram. Mas estávamos a dirigir-nos primeiro à sala das duas coluna, para vermos e ouvirmos a “Leitura gestual de poesia”, “A Bela Infanta” – Poesia medieval Portuguesa, “Humor de duende” e três estrofes em percussão (adaptado dos Stromp). Esta pequena apresentação estava a ser desenvolvida por os alunos do 9º ano do curso de Acção Social, com a ajuda de várias professoras dessa turma e o conjunto das actividades foi sempre apoiado pelos alunos do Profissional Técnico de Secretariado (PTS) da escola Secundária c/ 3º ciclo de Henriques Nogueira – Torres Vedras, coordenada pala professora Sandra Gigante. Depois fomos a outra sala onde estava a decorrer uma palestra sobre a poesia, com alunos a partilharem vários trabalhos.
No claustro, onde estavam a ser realizadas várias actividades com crianças, ficámos o resto do tempo, pois essas actividades estavam a ser feitas cada uma na sua bancada. Ao todo havia seis bancadas, as quais estavam divididas de acordo com os suportes e os tipos de alfabeto. Na primeira bancada que vimos estavam dois portáteis com crianças a escrever no Microsoft Word e logo ao lado outra com duas máquinas de escrever das antigas para as crianças poderem ver qual era a diferença entre elas; noutra bancada estava o Prof. Dr. Carlos Guardado a ensinar as crianças a escrever árabe, e também havia uma outra bancada com uma professora a explicar aos alunos como se escrevia com canetas de aparo; logo de seguida tínhamos a bancada onde uma aluna do 10º PTS e uma técnica do Museu estavam a ensinar a escrever com penas que se mergulhava em tinta, e por fim, na última bancada que visitámos, estava uma senhora a preparar umas pequenas peças de barro - a imitar as antigas placas de argila que se usavam há milhares de anos - para que os mais pequenos pudessem escrever nelas hieroglífos egipcios e as levassem para recordação. Estava tudo muito bem organizado por alguns alunos e professores da escola Henriques Nogueira, coordenados pela nossa professora de Português e pela directora dos serviços educativos do Museu Leonel Trindade.

Trabalho elaborado por:-Diogo Carvalho Nº 4-Rafael Nascimento Nº 9-Telmo Félix Nº 11-Tiago Domingos Nº 12
01 Junho, 2009 11:52

18 de Maio no Museu (reportagem)


No dia 18 de Maio realizou-se nas instalações do Convento da Graça a “Maratona da Leitura”, onde estiveram presentes 466 alunos e 40 professores, de várias escolas e instituições de Torres Vedras. Esta maratona foi realizada por professores e alunos da escola Henriques Nogueira com o apoio da equipa técnica do Museu, e teve como objectivo dar a conhecer aos visitantes: a história da evolução da escrita desde 4000 a.C. até ao século XXI; a poesia, o teatro, a poesia gestual e também uma pequena amostra dos batimentos do ritmo ao jeito dos“Stumps".



Nos claustros os visitantes conheciam a história da escrita. A escrita começa por volta de 4000 a.C. em que os SUMÉRIOS desenvolveram a escrita em forma de cunha e escreviam em placas de barro; quase na mesma época os EGÍPCIOS ANTIGOS também desenvolveram a escrita formada por desenhos e símbolos, que faziam nas paredes das suas pirâmides, durante séculos de difícil compreensão para os estudiosos. Na ANTIGA ROMA usava-se o ALFABETO ROMANO que derivou do alfabeto sumério e era constituído só por letras maiúsculas; para escrever utilizavam hastes de bambu ou penas de aves. No século XIII um monge inglês criou outro estilo de alfabeto um pouco complexo, mas alguns eruditos Italianos incomodados com este estilo complexo criaram outro estilo, o que nos dias de hoje nós denominamos o itálico. Ao longo do tempo a escrita foi sofrendo modificações em todos os povos conforme as suas necessidades e veio até aos dias de hoje.

Nesta MARATONA DA LEITURA havia vários ateliês onde nós podíamos escrever todos estes tipos de escrita e em diferentes suportes, desde a argila ao computador.








Trabalho realizado Por: Fábio Rodrigues Nº5. 12ºH
01 Junho, 2009 12:02

05 maio 2009

Crítica de Teatro

AS VONTADES E OS SONHOS

Crítica ao Espectáculo Memorial do Convento

Realizada a 14 de Abril, no Teatro-cine de Torres Vedras, a representação de Memorial do Convento, de José Saramago, levou ao teatro inúmeros alunos do 11º e 12º anos da Secundária Henriques Nogueira e da ESCO. A carismática obra escrita pelo nobel da literatura, José Saramago, é um romance, ainda que possua uma clara presença da oralidade.

A sua adaptação para teatro carece de correcta interpretação, análise e resumo de uma obra tão complexa e longa. Além disso, a representação do século XVIII, se pretender ser naturalista, é dispendiosa a nível de gurda-roupa e aderços.

Numa adaptação teatral, a subjectividade do encenador é evidenciada; esta peça não foi excepção: enquanto determindas passagens são apresentadas, tais como os autos-de-fé, o voo da passarola, outras são omitidas ou simplesmente referidas, como o transporte da pedra de Pêro Pinheiro, a tourada, a estadia de Baltasar em Mafra, entre outras. Tal facto é aceitável, tendo em vista a extensão do texto original. No entanto, existem alguns episódios aos quais o autor dá um relevo que seria suficiente para serem mantidos, como é o caso do transporte da pedra.
A nível do guarda-roupa, a opção pelo facto-macaco é económica e aceitável, tendo em conta que simboliza o trabalho.

Quanto ao cenário, destaca-se apenas um elemento - o andaime, símbolo da obra, da construção, meio auxiliar que permite aos operários chegar mais alto, ir mais longe, tal como acontece com a passarola. Este elemento está muito bem pensado. A projecção de imagens, por outro lado, podia ter sido mais explorada.

A representação esteve, em geral, a bom nível, com actores e actrizes a interiorizar bem o seu papel. Apenas gostei menos da opção pela ridicularização de D. João V, a qual me parece excessiva, embora reconheça que cria uma quebra na solenidade e adiciona-lhe um elemento dinâmico e cómico. Igualmente a cena final - muito marcante, a meu ver, é representada com um execesso de leveza e falta de expressão; acho que ganhava com mais espessura e peso.

Em suma, ainda que seja, compreensivelmente, um resumo da obra, a representação permite rever a leitura do romance e dar rostos aos nomes de cada personagem. A obra original é excepcional e com esta peça a Casa dos Afectos revela uma honesta vontade de a divulgar aos alunos e ao público em geral. Afinal, as vontades são as impulsionadoras dos sonhos.

Dário Nascimento, 12º A, nº 10
Nota: Texto crítico seleccionado, na turma 12º A; será enviado para a CASA DOS AFECTOS, como acordado.

20 abril 2009

Espectáculo Teatral baseado em Memorial do Convento

Após teres assistido, no dia 14, no Teatro-Cine, à representação de Memorial do Convento, adaptado da obra homónima de José Saramago, e teres reflectido com a professora e a turma sobre o espectáculo, está na altura de escreveres o texto crítico, de acordo com o solicitado no último ponto do guião da actividade. Como acordado, os textos destinam-se a ser enviados ao encenador e aos actores da Casa dos Afectos.


Imagem do espectáculo Memorial do Convento, pela Companhia Casa dos Afectos.
Com adaptação, dramaturgia e encenação da responsabilidade de João Nuno Esteves, a peça conta com a participação dos actores André Albuquerque, Boygui, Catarina Gouveia, João Nuno Esteves, Nuno Fradique, Sérgio Narval e Tânia Leonardo. A concepção musical é de José Maria Almeida, os figurinos e adereços de Ana Bandeira, a luz e o som estão a cargo de José Manuel Almeida e Carlos Jorge Bernardes.

“Ao fazermos a abordagem inicial a este texto, para a respectiva adaptação teatral e, atendendo a que ele se destina a ser maioritariamente apresentado a públicos escolares, tivemos a preocupação de manter o mais intactas possível as linhas mestras que fazem desta genial obra uns dos grandes livros as literatura do século XX, sem contudo deixarmos de apresentar, como é perfeitamente lógico, a nossa própria visão, ou leitura se preferirem, da dita obra”( João Nuno Esteves)
A Casa dos Afectos - Associação de Intervenção Cultural - é um projecto de intervenção cultural vocacionado para a produção artística de espetáculos para divulgação, desenvolvimento e valorização da cultura portuguesa, nomeadamente nos domínios do teatro, poesia, literatura e música.
Este romance tem despertado o interesse de várias companhias de teatro. Regista-se um conjunto de fotografias de um espectáculo promovido pelo Teatro Nacional D. Maria II, de que poderás saber mais através de um dossier completo sobre a obra, as personagens, o autor, o palácio (consultar aqui).









Ver slideshow

Nota: Só deves escrever a crítica depois de teres completado o guião. Regista o teu texto em "comentário", para todos poderem ver e dar opinião.

18 abril 2009

Usos Expressivos da Língua em Memorial

Caricatura de José Saramago, pelo cartoonista Vasco
A pedido de vários alunos, aqui fica um apanhado de

Usos Expressivos da Língua em Memorial


Desconstrução e reconstrução das regras de pontuação. Não há, na obra, "ausência de pontuação"; há reconfiguração:


  1. Primazia das vírgulas a assinalar as pausas e mudança de discurso:"Não se lembra de mim, chamavam-me Voadora, Ah, bem me lembro, (...)
  2. Pontos finais são mantidos na mudança de parágrafo e quando é necessário para desfazer ambiguidades - "Boa viagem, Se o encontrar. / Encontrou-o. Seis vezes passara por Lisboa, esta era a sétima."
  3. Exclamações e interrogações não são expressas pela pontuação; são traduzidas:
    - pelo contexto;
    - pela mudança de sujeito emissor (observável pelos pronomes, verbos...)
    - pelo vocabulário. Assim, repara no seguinte exemplo:
    "então achou o homem que procurava, O meu homem, Sim, esse, Não achei, Ai pobrezinha" (último capítulo)
  4. Confluência de registos de língua: Cuidado - "Tirando as expressões enfáticas esta mesma ordem já fora dada antes" . Familiar - "correram o reino de ponta a ponta e não os apanharam". Popular - "Queres tu dizer na tua que a merda é dinheiro, Não, majestade, é o dinheiro que é merda"; "...barriga colada às costas"
  5. Inversão de expressões bíblicas/Jogos de palavras "os santos no oratório... não há melhor"
  6. Quadras populares: "Aqui me traz minha pena com bastante sobressalto, porque quer voar mais alto, a mais queda se condena" (p. 104).Provérbios, ditos e aforismos (alterados, imitados, usados com ironia) - "Deus é grande./Quase tão grande como Deus é a basílica de S. Pedro"
  7. Ecos de outros textos / Intertextualidade
    - Bíblia - Antigo e Novo Testamento
    - Contos tradicionais: "Era uma vez uma rainha que vivia com o seu real marido em palácio..." (p. 260). - Luís de Camões, Os Lusíadas: "O homem, bicho da terra" (p. 65). - Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes: "Estão parados diante do último pano da história de Tobias, aquele onde o amargo fel do peixe restitui a vista ao cego, A amargura é o olhar dos videntes, senhor Domenico Scarlatti,..." (p. 173). - Fernando Pessoa, Mensagem: "Em seu trono entre o brilho das estrelas, com seu manto de noite. solidão, tem aos seus pés o mar novo e as mortas eras, o único imperador que tem, deveras, o globo mundo em sua mão, este tal foi o infante D. Henrique, consoante o louvará o poeta por ora ainda não nascido..." (p. 233).

09 abril 2009

A 14 de Abril, vamos ao Teatro !


Memorial do Convento, de José Saramago

(adaptação teatral da Casa dos Afectos)

Sinopse: Ao fazermos a abordagem inicial a este texto para a respectiva adaptação teatral e, atendendo a que ele se destina a ser maioritariamente apresentado a públicos escolares, tivemos a preocupação de manter o mais intactas possível as linhas mestras que fazem desta genial obra uns dos grandes livros da literatura do século XX, sem, contudo, deixarmos de apresentar, como é perfeitamente lógico, a nossa própria visão, ou leitura, se preferirem, da dita obra.
Palco nu, um andaime em fundo, metáfora de elevação de todas as obras humanas, da vida, da emancipação, de conventos, da perfídia, do amor, da utopia. Todas elas, afinal, em plena construção, permanente. Um coro, uma mole de actores envergando a cor do seu labutante sangue, consciência e ponto intemporal da acção. Acção, essa, onde o tempo se mede apenas pela existência rítmica das palavras e dos corpos suspensos em metáforas, ou andaimes, conforme o olhar. Um rei: um fantoche; o poder aparentemente guiado pelos fios invisíveis de Deus.
A ironia está lá, no livro, na vida, na história. Não fomos nós. Já recebemos este rei e esta rainha vindos assim: pasmados; suspensos; ridículos clowns de si próprios; pérfidos, ignorantes, prepotentes, com muito pouco de humanidade. Já recebemos, dizia, estes monarcas, vindos assim do fundo dos tempos e das memórias.
E o amor: essa torrente de desejo, vítima de todas as mais mortíferas ironias; esse rio de carne em brasa propulsora do maior de todos os sonhos; esse voo de olhares que se explanam entre a cama e o céu, acariciando todas as vontades; a vontade de que o fogo não mata, mas purifica. E todos os poderes metamorfoseados em fé. E ainda a utopia: vontade ancestral dos homens na imitação dos pássaros; na imitação do primeiro som; do primeiro silêncio; da primeira sinfonia da voz. E mais os actores rompendo o corpo com as palavras. Entre o histórico e o romanesco, a narração diverte-se em verbos de palco.

Autor: José Saramago
Adaptação, Dramaturgia e Encenação: João Nuno Esteves
Concepção musical: José Manuel Almeida
Produção: Casa dos Afectos – Associação de Intervenção Cultural
Duração do Espectáculo (minutos): 110
Género Artístico: Tragicomédia
Classificação etária: maiores de 12 anos
Actores (por ordem alfabética): André Albuquerque, Catarina Gouveia, João Nuno Esteves, Liliana Costa, Nuno Fradique, Paulo Palma e Sérgio Narval
Ficha Técnica:
Som: José Manuel Almeida
Luz: Carlos Jorge Bernardes
Figurinos e adereços: Ana Bandeira

Ver sítio da CASA DOS AFECTOS, com os espectáculos disponíveis.
Atenção: o preço é de 5 euros.
A Ficha/guião de apreciação crítica do espectáculo e comparação com o livro será entregue no dia, a todos os alunos.
Quem desejar falar com os actores, deve dizer-mo antecipadamente, para organizarmos o encontro. Se não quiserem fazê-lo, pelo menos enviarão depois os textos críticos para a Companhia.

15 fevereiro 2009

2009 - Ano Internacional da Astronomia

Esta imagem da espiral da galáxia Messier 101 foi obtida pelo Hubble Space Telescope.
Esta supernova pertence a N63, uma região de formação de novas estrelas pertencente às Nuvens de Magalhães, ou Large Magellanic Cloud (LMC), galáxia irregular situada a 160,000 anos-luz da nossa Via Láctea. É visível no hemisfério Sul.

Tem este nome porque, apesar de ter sido registada desde a antiguidade, foi o português Fernão de Magalhães, na sua viagem de circum-navegação, em 1519, que as observou e trouxe ao conhecimento do ocidente.


Tal como Cristovão Colombo, Vasco da Gama ou Fernão de Magalhães, no passado, fizeram com que "Que o mar unisse, já não separasse." (F. Pessoa, Mensagem), também neste nosso século o homem não cessa de procurar novas fronteiras, de desvendar os antigos mistérios, de ir até "ao fim do mundo".

"E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo."

(ver vídeo)



Máquina do Mundo

O Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.

Daí, que este arrepio,este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.

António Gedeão
Quer a tua abordagem seja mais poética, quer seja sobretudo científica, não deixes de aproveitar este ano para conhecer mais sobre o universo, o nosso lugar no mundo, a nossa Galáxia, a Via Láctea, uma família de 150 mil milhões de estrelas ou até sobre as estrelas de neutrões.
  • Créditos das magens: NASA, ESA, CXC, SSC, and STScI

31 janeiro 2009

Reflexões do Poeta (síntese)


Conforme combinado, deixo também aqui a síntese da matéria dada relativamente ao Plano das Reflexões do Poeta. Não fica tão bem como no ppt...mas espero que seja útil. Quem conseguir, vê no "moodle".
Exaltação e crítica em Os Lusíadas

•A epopeia tem, por natureza, um carácter eufórico e de exaltação das façanhas do herói (individual e colectivo, no caso d’Os Lusíadas).

•No entanto, Camões – com lucidez e espírito crítico – revela o seu desencanto frente a uma pátria “mergulhada numa austera, apagada e vil tristeza”, intervindo criticamente e/ou didacticamente, sobretudo no final dos cantos.

CAMÕES FAZ REFLEXÕES CRÍTICAS / ADVERTÊNCIAS

•Canto I – Insegurança e fragilidade da vida: “(…)Onde terá segura a curta vida/Que não se arme e indigne o Céu sereno/Contra um bicho da terra tão pequeno?” (C.1, 106)

Canto IV
– Ambição e ousadia dos navegantes e suas previsíveis consequências nefastas, a exemplo de Adão, Prometeu, Ícaro; a evidência deste arrojo como próprio da “humana geração”, essa “estranha condição”. (IV, 104)

•– Canto V - Falta de interesse pelas Artes e as Letras: “(…) não se ver prezado o verso e a rima/ Porque quem não sabe arte, não na estima.” (V, 87) ; o mesmo motivo será repetido nos Cs. VII e X.
–Adverte para que os heróis devem às Musas a sua fama, ou seja: o verso/a rima são necessários à imortalização dos heróis: “ Às Musas agradeça o nosso Gama/O muito amor da pátria, que as obriga/A dar aos seus, na lira, nome e fama”


•– Canto VI - Censura da inacção, do luxo; crítica aos que dormem à sombra dos antepassados, aos que se acomodam;
–Advertência de que a honra só se alcança com virtude e acção. Necessidade de “árduo sofrimento”, de “trabalhos graves e temores”, do buscar com “seu forçoso braço” a “fama” e as “honra imortais e graus maiores”; (VI, 95-97)

•Canto VII
– Ingratidão da pátria perante o seu mérito; Camões – “Numa mão sempre a espada e noutra a pena” – lastima a falta de “prémio” (reconhecimento) por parte “daqueles que (…) cantando andava”;

- Canto VIII – Poder corruptor do dinheiro; este “faz traidores e falsos os amigos”, “A mais nobres faz fazer vilezas”, “Os juízos cegando e as consciências”, “faz e desfaz leis”; o dinheiro “corrompe” e “ilude”; (VIII, 96-99)

. – Canto IX - Censura das “honras vãs” - cobiça, avareza e tirania infame – que “verdadeiro valor não dão à gente” por oposição às “riquezas merecidas” [leis justas; feitos de armas]; (IX, 92-94)
–Advertência de que o ócio transforma o livre em escravo: “Se quiserdes no mundo ser tamanhos, / Despertai já do sono do ócio ignavo [indolente], / Que o ânimo, de livre, faz escravo.”

. Canto X – Cansaço de cantar “a gente surda e endurecida”: “Não mais, Musa, não mais” . Crítica à cobiça, avareza e tristeza moral da pátria: “metida no gosto da cobiça (…) apagada e vil tristeza”

OS LUSÍADAS e MENSAGEM
Tanto a epopeia camoniana como o livro de poemas épico-líricos de Fernando Pessoa:
Ø Surgem em momentos da História portuguesa que ambos os poetas consideram de apagamento, de falta de arrojo criador, de crise, de “apagada e vil tristeza”(Canto X, 145)

ØApresentam uma visão sacrificial da heroicidade:
ØO herói faz-se à custa de “hórridos perigos”, de “trabalhos graves e temores”, com “esforçoso braço” (Canto VI, 95, 97);
Øafinal, quem vale a pena ser lembrado são “aqueles que por obras valerosas /Se vão da lei da morte libertando” (C. I, 2)
Ø“Quem quer passar além do Bojador/Tem de passar além da dor” (Mensagem)

Ø- Conjugam características da épica e da lírica:
ØÉpica: matéria histórica/glorificação dos heróis
ØLírica: expressão da subjectividade do “eu”, nas Reflexões do Poeta (nos finais dos Cantos de Os Lusíadas) e leitura interpretativa e pessoal, mais ligada ao mito do que à História (em Mensagem).


Canto X
Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho

Destemperada e a voz enrouquecida,

E não do canto, mas de ver que venho

Cantar a gente surda e endurecida.

O favor com que mais se acende o engenho

Não no dá a pátria, não, que está metida

No gosto da cobiça e na rudeza

Düa austera, apagada e vil tristeza.
(Est.145)

Nevoeiro (excerto)

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –

Mensagem

************

Não se esqueçam: Nada substitui a leitura dos excertos seleccionados, o estudo e a realização dos exercícios indicados.

Mandem - até domingo à noite - as dúvidas que tiverem (depois de estudar e de fazer os questionários!!!). Façam-no em comentário, aqui para este espaço.

Segunda-feira podem procurar-me para dúvidas de última hora (entre as 14h00 e as 15h30; estarei na Sala de Trabalho, junto à dos Directores de Turma). Pedem ao funcionário para me chamar.



27 janeiro 2009

Os Lusíadas - arquitectura da obra II

e

O objectivo de Camões seria o de enaltecer o povo português e não apenas um ou alguns dos seus representantes mais ilustres. Não limita, pois, a matéria épica à viagem de Vasco da Gama. Introduz na narrativa todas aquelas figuras e acontecimentos que, no seu conjunto, afirmavam o valor dos portugueses ao longo dos tempos.

Recorre, então, a duas narrativas secundárias, inseridas na narrativa da viagem, cujo narrador é o poeta.
1) Narrativa de Vasco da Gama ao rei de Melinde — Ao chegar a este porto indiano, o rei recebe-o e procura saber quem é ele e donde vem. Para lhe responder, Vasco da Gama localiza o reino de Portugal na Europa e conta-lhe a História de Portugal percorrendo vários reinados até ao de D. Manuel. Ao chegar a este ponto, conta a sua própria viagem desde a saída de Lisboa até chegarem ao Oceano Índico, visto que a narrativa principal fora iniciada in media res, quando a armada já se encontrava em frente às costas de Moçambique. Agora (Canto V), Vasco da Gama narra as dificuldades da Viagem de Lisboa a Melinde.

2) Narrativa de Paulo da Gama ao Catual — Mais tarde surge outra narrativa secundária. Em Calecut, uma personalidade hindu (Catual) visita o navio de Paulo da Gama, que se encontra enfeitado com bandeiras alusivas a figuras históricas portuguesas. O visitante pergunta-lhe o significado daquelas bandeiras, o que dá a Paulo da Gama o pretexto para narrar vários episódios da História de Portugal.

Recorre ainda a Profecias — Os acontecimentos posteriores à viagem de Vasco da Gama não podiam ser introduzidos na narrativa como factos históricos (os humanos não "adivinham" o futuro...). Para ultrapassar esse lapso temporal, Camões recorreu a profecias colocadas na boca de Júpiter, Adamastor e Thétis, principalmente.

Sítios:
Para enquadrar a obra, podes relembrar informações sobre os Descobrimentos.
Para saber mais (noção de epopeia, estrutura, planos...); consultar sobretudo as definições; para análise de texto, há melhor (é discutível, por exemplo, que Camões tenha seguido todas as regras da epopeia clássica, o que se percebe visto a obra ser escrita muitos séculos depois, noutro contexto).

Os Lusíadas - A arquitectura da obra I

Camões*
No exame de 2008 Os Lusíadas foram objecto do grupo I da prova, contariando a ideia (errada) de que só poderá vir a propósito de Mensagem. Podes consultar a PROVA.

Eis aqui o excerto em causa:

Estâncias 89 a 93 de Os Lusíadas, transcritas do Canto IX.

Que as Ninfas do Oceano, tão fermosas,
Tétis e a Ilha angélica pintada1,
Outra cousa não é que as deleitosas
Honras que a vida fazem sublimada2.
Aquelas preminências3 gloriosas,
Os triunfos, a fronte coroada
De palma e louro, a glória e maravilha,
Estes são os deleites desta Ilha.


Que as imortalidades que fingia
A antiguidade, que os Ilustres ama,
Lá no estelante Olimpo4, a quem subia
Sobre as asas ínclitas da Fama,
Por obras valerosas que fazia,
Pelo trabalho imenso que se chama
Caminho da virtude, alto e fragoso,
Mas, no fim, doce, alegre e deleitoso,


Não eram senão prémios que reparte,
Por feitos imortais e soberanos,
O mundo cos varões que esforço e arte
Divinos os fizeram, sendo humanos.
Que Júpiter, Mercúrio, Febo e Marte,
Eneas e Quirino e os dous Tebanos5,
Ceres, Palas e Juno com Diana,
Todos foram de fraca carne humana.


Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu6 no Mundo nomes tão estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indígetes7, Heróicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo8,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.


E ponde na cobiça um freio duro,
E na ambição também, que indignamente
Tomais mil vezes, e no torpe e escuro
Vício da tirania infame e urgente;
Porque essas honras vãs, esse ouro puro,
Verdadeiro valor não dão à gente:
Milhor é merecê-los sem os ter,
Que possuí-los sem os merecer.



Luís de Camões, Os Lusíadas, ed. prep. por A. J. da Costa Pimpão,
5.ª ed., Lisboa, MNE/IC, 2003

Vocabulário:
1 Ilha angélica pintada: representação, pintura de uma ilha linda, que lembra um lugar habitado por anjos.
2 sublimada: ilustre, célebre.
3 preminências (por preeminências): distinções, superioridades, honrarias, louros, prémios.
4 no estelante Olimpo: na brilhante morada dos deuses.
5 os dous Tebanos: Hércules e Baco.
6 Lhe deu: lhes deu.
7 Indígetes: divindades primitivas e nacionais dos Romanos.
8 do ócio ignavo: do ócio indolente, preguiçoso.



No Centro Virtual do INSTITUTO CAMÕES pode ler-se esta breve mas curiosa síntese sobre OS LUSÍADAS:

"Poema épico (1572) de Luís de Camões, de inspiração clássica (segundo a Eneida, de Virgílio) mas de manifesto saber contemporâneo, colhido na observação, é constituído por dez cantos compostos de décimas em decassílabos heróicos, e vive de uma contradição esteticamente harmonizada entre a acção das divindades pagãs (que ajudam ou prejudicam o progresso dos Portugueses na viagem marítima para a Índia, tema do livro) e a tutela do sentimento cristão e da expansão da fé, que anima um ardor de conquista e de possessão do mundo.

Vasco da Gama é o herói, Vénus a sua deusa protectora e Baco o adversário temido - mas a «lusa gente» chega à Índia, dá «novos mundos ao mundo», e o Poeta narra este empreendimento insigne alternando a fogosidade do entusiasmo e da crença com o desengano do reconhecimento da mesquinhez humana, «mísera sorte, estranha condição».

Escrito com mestria narrativa exemplar, o poema representa o exercício em perfeição da língua portuguesa, moderna, dúctil e rica em complexidade expressiva e em matizes líricos de excepção."

*Imagem em regueifadoirao.blogs.sapo.pt

**Imagem em pedraformosa.blogspot.com

25 janeiro 2009

Os Lusíadas no telemóvel, iPod ...


'Os Lusíadas' poderão ser lidos no telemóvel
Biblioteca Digital. Instituto Camões arranca com 'site'
Mais de 220 milhões de falantes terão acesso a documentos portugueses


(...) Com a inauguração da Biblioteca Digital Camões, Os Lusíadas ficam disponíveis para leitura em eReader, iPod Notes, Plucker, Mobipocket, telemóvel.

Acessíveis aos visitantes do site do Instituto Camões (www.instituto-camoes.pt) permanecerão agora à volta de 1200 documentos da cultura portuguesa dos últimos cinco séculos. (...)
Este projecto de disponibilização em linha de obras da língua e cultura portuguesas, por meio da Biblioteca Digital Camões, está, segundo soube o DN, aberto à participação de instituições públicas ou privadas.
O Centro Virtual - Biblioteca Digital Camões tem vários parceiros institucionais. Para já, a Imprensa Nacional vai ceder obras esgotadas do seu catálogo, do domínio público para descarga gratuita; e outras em função de negociação de direitos de autor (Prelo, Colecção Essencial, etc.). A Porto Editora dá acesso, por outro lado, à colecção de clássicos portugueses e, a partir de dia 22, de forma ilimitada e gratuita, ao dicionário de português e à Infopédia para utilizadores de Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.Serão cedidos pela Direcção-Geral da Biblioteca e do Livro (DGLB) direitos de publicação do acervo da Comissão para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, bem como, pela Miso, partituras de música portuguesa sécs. XIX, XX e XXI.O Instituto de Investigação Científica e Tropical porá à disposição Gavetas da Torre do Tombo, enquanto a Editora Quimera disponibilizará ainda a Colecção Vicente (edição crítica da obra completa de Gil Vicente).
Na Biblioteca Digital, poder-se-á também consultar textos de grandes autores

ANA MARQUES GASTÃO , Diário de Notícias, 8 de Janeiro de 2009



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03 janeiro 2009

Contrato de Leitura - Crónicas




Boca do Inferno – Ricardo Araújo Pereira

O absurdo não é inconstitucional

É possível que a maioria dos portugueses não compreenda a guerra a que temos vindo a assistir, mas nenhum ficará indiferente à sua violência. Trata-se de um desses conflitos sangrentos perante os quais até um ateu dá por si a levantar os braços para o céu e a perguntar: «Meu Deus, meu Deus, meu Deus, porquê tanto ódio? Porque será que o Sócrates e o Cavaco não conseguem entender-se?»

A contenda, que começou ainda no ano passado, agudizou-se no início de 2009, na altura do discurso de ano novo do Presidente. Quando todos pensávamos que Cavaco Silva iria aproveitar a ocasião para falar mais um pouco sobre o estatuto político-administrativo dos Açores (um tema acerca do qual é sempre interessante conhecer mais pormenores), ou ainda que alargasse o âmbito das suas intervenções a outros assuntos de carácter burocrático-regional, como o articulado do regulamento para novas propostas de hino da Madeira, ou o regime jurídico do saneamento básico no Douro Litoral, eis que o Presidente resolve debruçar-se sobre problemas que realmente preocupam os portugueses. Sem aviso, Cavaco Silva aborda questões centrais da vida do País – ainda por cima, ao que parece, dizendo a verdade. Não foi para isto que os portugueses o mandataram.

A crueza da mensagem de ano novo tem uma explicação. Sócrates ofendeu o Presidente quando não alterou uma vírgula na lei do divórcio e agravou a desfeita no caso do estatuto dos Açores. Por isso, Cavaco vinga-se agora dizendo a verdade sobre o estado do País ao povo português. É verdade que a provocação do Governo foi perversa, mas a resposta do Presidente é de uma maldade desproporcionada. A Sócrates resta a consolação de ter feito a vida negra a Cavaco: o Presidente terá muita dificuldade para encontrar assuntos nos quais possa estar em desacordo com o primeiro-ministro, uma vez que o próprio primeiro-ministro está muitas vezes em desacordo com o primeiro-ministro. Quando avisou que este ano será difícil, Cavaco desmentiu Sócrates, que previu que em 2009 as famílias portuguesas teriam maior poder de compra, mas concordou com Sócrates, que disse que este ano seria o cabo das Tormentas da crise.

O problema é que Cavaco Silva também se defende muito bem. Se Sócrates diz uma coisa e o seu inverso, o Presidente diz uma coisa e pratica o seu inverso. Também baralha o adversário. Cavaco dirigiu-se ao País para dizer que a lei que tinha acabado de aprovar continha vários aspectos absurdos, mas não indicou nenhum deles ao Tribunal Constitucional, para que este expurgasse a lei da incongruência. É possível que Cavaco tenha desconfiado que, em Portugal, o absurdo não é inconstitucional. E é possível que tenha razão.

VISÃO, 8 de Janeiro de 2009.

Podes ler outras crónicas de Ricardo Araújo Pereira publicadas na VISÃO em
http://aeiou.visao.pt/OPINIAO/RICARDOARAUJOPEREIRA/Pages/Omeninoguerreiroestapassarporaqui.aspx

Das críticas já realizadas pelos colegas que trabalharam diferentes crónicas, aqui fica a frase escolhida pelo Micael e pelo João (12ºA):
"Portugal é mais fácil de compreender por intermédio da comédia do que do jornalismo."


Lembrem-se do que reflectimos acerca do riso como arma crítica, nomeadamente nas suas formas ironia e caricatura.


(Cartoon em: http://henricartoon.blogspot.com/2008_01_01_archive.html)

Contrato de Leitura - Desconhecido nesta Morada

Queima de livros, na Alemanha nazi


Desconhecido nesta moradade Kathrine K.Taylor
"Escrito sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu antigo sócio, que regressara à Alemanha, o livro foi uma das primeiras obras a denunciar a perversidade do nazismo." (Descrição da editora)


Quando foi publicado pela primeira vez na revista 'Story', em 1938, Desconhecido nesta Morada, de Kathrine Kressmann Taylor, tornou-se imediatamente um fenómeno social e um acontecimento literário. Editado em livro um ano mais tarde e proibido na Alemanha nazi, foi unanimemente elogiado, tanto nos Estados Unidos como em vários países da Europa.Escrito sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu antigo sócio, que regressara à Alemanha, o livro foi uma das primeiras obras a denunciar a perversidade do nazismo. [http://mundosdepapel.blogs.sapo.pt/16325.html]


O livro retrata o regime opressor de Hitler, com o nazismo impigido aos alemães, recorrendo a cartas fictícias entre a Alemanha e os Estados Unidos. (...) O principal contributo do livro é perceber como seria viver naquela época, em que a maioria não se apercebia do império terrível que se estava a instalar.
Dário, 12ºA
Deste livro foi feita uma adaptação ao teatro. Lê uma crítica, que te ajuda a repensar a intriga:
Desconhecido Nesta Morada, a peça de teatro que o Grupo Fatias de Cá apresentou, em ante-estreia, na abertura da cerimónia de entrega dos prémios “Personalidade do Ano”, no Centro Cultural do Cartaxo, prendeu os espectadores do princípio ao fim, mais pela intriga e pelo volte-face que ocorre perto do final, do que pelo trabalho dos actores. (...)

Baseada num conto de Kathrine Kressmann Taylor, adaptado para teatro pelo encenador do Grupo de Tomar, Carlos Carvalheiro, a intriga de Desconhecido Nesta Morada decorre entre Novembro de 1932 e Março de 1934. Sob a forma de cartas entre um judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e o seu sócio, que regressara à Alemanha, Desconhecido Nesta Morada denuncia a perversidade do nazismo.
No palco, Paulo Moura, no papel de Max Eisenstein, judeu americano, proprietário de uma galeria de arte em San Francisco e Fernando Rodrigues, que encarna Martin Schulse, sócio alemão de Max que regressou à Alemanha em 1932, vão lendo para os espectadores as cartas que vão trocando entre si. (...)
Martin Schulse começa por manifestar desconfiança em relação a Hitler. Depois deixa-se encantar e inebriar pela convivência com altos dirigentes do novo poder. Para não pôr em causa o seu estatuto social começa por impor ao amigo judeu que lhe trata dos negócios na América, Max Eisenstein, que não lhe escreva e que se limite a mandar-lhe os cheques. Mais tarde confessa que não ajudou a irmã de Max, actriz com quem tinha tido um caso extra-conjugal, permitindo que a mesma fosse assassinada pelos camisas castanhas, só para não se comprometer ao ajudar uma judia. Max urde uma vingança e Martin acaba como vítima do regime a que se colara para obter benefícios pessoais. É esta a trama de Desconhecido Nesta Morada.



Preparem as discussões!
Lembrem-se, também, de dia 8 de Janeiro - Concursos Nacional de Leitura.

12A na Gulbenkian

Foto quase perfeita...apenas o olho desatento da autora fez desaparecer a professora Cristina Pinção, de Matemática


No dia 16 de Dezembro o 12A foi ver Weltliteratur/Madrid, Paris, S. Petersburgo, o Mundo! , para ver, ler e ouvir imagens e poemas de Fernando Pessoa e outros autores portugueses e estrangeiros com os quais a sua obra dialoga. A exposição "tem presentes as obras de que se fala nos textos - pintura, escultura, fotografia, mas também tem manuscritos, vídeos" .


(ver vídeo da exposição, no dia da abertura oficial)


Depois, pelas dezoito horas, foi tempo de asssistir a uma Palestra do ciclo Darwin, Por que há tantas espécies na Terra?, pelo prof. Dr. Nuno Ferrand.



Algumas palavras dos alunos
Sobre o edif]icio e o ambiente
A arquitectura fora do normal, colossal e contemporânea, algo magnífico. Todo o ambiente que se vive é cultural. Ruben

A primeira coisa que nos chamou a atenção foi um mural feito por Almada Negreiros. Andreia

(ver artigo Símbolos Geométricos e Algébricos na Arte, sobre o painel de Almada )
(carregue aqui para ver outros grandes trabalhos de Almada Negreiros)

Sobre Welteliteratur


Um dos pontos fortes de era a sua forma labiríntica que nos levava a procurar os autores e as suas obras. Bernardo, José, Rodrigo

Gostei muito, tinha uma enorme criatividade, de forma muitíssimo apelativa e que convidava a uma intimidade com as obras (...) João

(...) Fernando Pessoa e seus heterónimos, Mário Sá Carneiro, Teixeira de Pascoaes, tudo em forma de labirinto, muito bem conseguida. (...) Podemos perceber o elo que existe entre a literatura e a pintura e também com outros tipos de arte. Tiago

(...) como seria possível expor literatura, pois não é exactamente igual a expor um quadro. Gostei especialmente do formato, um labirinto. Penso que a ideia de separar os poetas por um labirinto é muito interessante, pois mesmo estando separados pelas paredes, eles acabam por formar um todo, a literatura. Cláudio


Texto de fecho da Exposição.



Ficam para depois os excertos sobre a Conferência.

28 dezembro 2008

Filme "Master and Commander"


Em "Master and Commander - O lado Longínquo do Mundo", vemos uma grande união entre os tripulantes da embarcação Surprise. Estes têm uma missão, que é a de encontrar o navio Francês Acheron, e derrotá-lo. Para tal, ultrapassam vários osbstáculos dos quais uma grande emboscada, que deixa o navio muito danificado.


Jack Aubrey, Capitão, leva a sua embarcação para as ilhas Galápagos a fim de encontrar Acheron. Nestas ilhas há vários espécies de animais e plantas que o Dr. Marutin sonha em estudar. Este sonho é deixado para trás porque o famoso navio Acheron aparece e Jack tenta fazer-lhe uma emboscada, e consegue. A missão é rapidamente concluida, com a derrota de Acheron. Jack é enganado, pensando que o Capitão deste navio está morto, mas no fundo estás bem vivo e dentro da embarcação Acheron que se dirigue para Valparaiso.


Este filme tem como género a Aventura e o Drama (ver "slideshow"); é um filme de carácter sério, porque mostra muitas das vivências daquela época. Para mim que o vizualizei, acho que é muito interessante, e para quem gosta da História do início do Séc. XIX, é muito incentivante.Tem como actores Russel Crowe (na personagem principal) e como secundárias Paul Bettany, Billy Boyd, entre outros.


Fernando Martins, 12ºPTG
13 Novembro, 2008 17:07