

Um sítio para ler, escrever, pensar sobre livros, escritores, temas de actualidade, dirigido sobretudo aos alunos de Português do ensino secundário.







Ver slideshowDesconstrução e reconstrução das regras de pontuação. Não há, na obra, "ausência de pontuação"; há reconfiguração:
Esta imagem da espiral da galáxia Messier 101 foi obtida pelo Hubble Space Telescope.
Esta supernova pertence a N63, uma região de formação de novas estrelas pertencente às Nuvens de Magalhães, ou Large Magellanic Cloud (LMC), galáxia irregular situada a 160,000 anos-luz da nossa Via Láctea. É visível no hemisfério Sul. 
. – Canto IX - Censura das “honras vãs” - cobiça, avareza e tirania infame – que “verdadeiro valor não dão à gente” por oposição às “riquezas merecidas” [leis justas; feitos de armas]; (IX, 92-94)
–Advertência de que o ócio transforma o livre em escravo: “Se quiserdes no mundo ser tamanhos, / Despertai já do sono do ócio ignavo [indolente], / Que o ânimo, de livre, faz escravo.”
. Canto X – Cansaço de cantar “a gente surda e endurecida”: “Não mais, Musa, não mais” . Crítica à cobiça, avareza e tristeza moral da pátria: “metida no gosto da cobiça (…) apagada e vil tristeza”
OS LUSÍADAS e MENSAGEM
Tanto a epopeia camoniana como o livro de poemas épico-líricos de Fernando Pessoa:
Ø Surgem em momentos da História portuguesa que ambos os poetas consideram de apagamento, de falta de arrojo criador, de crise, de “apagada e vil tristeza”(Canto X, 145)
ØApresentam uma visão sacrificial da heroicidade:
ØO herói faz-se à custa de “hórridos perigos”, de “trabalhos graves e temores”, com “esforçoso braço” (Canto VI, 95, 97);
Øafinal, quem vale a pena ser lembrado são “aqueles que por obras valerosas /Se vão da lei da morte libertando” (C. I, 2)
Ø“Quem quer passar além do Bojador/Tem de passar além da dor” (Mensagem)
Ø- Conjugam características da épica e da lírica:
ØÉpica: matéria histórica/glorificação dos heróis
ØLírica: expressão da subjectividade do “eu”, nas Reflexões do Poeta (nos finais dos Cantos de Os Lusíadas) e leitura interpretativa e pessoal, mais ligada ao mito do que à História (em Mensagem).
Canto X
Não mais, Musa, não mais, que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
Düa austera, apagada e vil tristeza.
Nevoeiro (excerto)
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Mensagem
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Não se esqueçam: Nada substitui a leitura dos excertos seleccionados, o estudo e a realização dos exercícios indicados.
Mandem - até domingo à noite - as dúvidas que tiverem (depois de estudar e de fazer os questionários!!!). Façam-no em comentário, aqui para este espaço.
Segunda-feira podem procurar-me para dúvidas de última hora (entre as 14h00 e as 15h30; estarei na Sala de Trabalho, junto à dos Directores de Turma). Pedem ao funcionário para me chamar.

para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, bem como, pela Miso, partituras de música portuguesa sécs. XIX, XX e XXI.O Instituto de Investigação Científica e Tropical porá à disposição Gavetas da Torre do Tombo, enquanto a Editora Quimera disponibilizará ainda a Colecção Vicente (edição crítica da obra completa de Gil Vicente).
VISÃO, 8 de Janeiro de 2009.

(Cartoon em: http://henricartoon.blogspot.com/2008_01_01_archive.html)

Foto quase perfeita...apenas o olho desatento da autora fez desaparecer a professora Cristina Pinção, de MatemáticaNo dia 16 de Dezembro o 12A foi ver Weltliteratur/Madrid, Paris, S. Petersburgo, o Mundo! , para ver, ler e ouvir imagens e poemas de Fernando Pessoa e outros autores portugueses e estrangeiros com os quais a sua obra dialoga. A exposição "tem presentes as obras de que se fala nos textos - pintura, escultura, fotografia, mas também tem manuscritos, vídeos" .
(ver vídeo da exposição, no dia da abertura oficial)
Depois, pelas dezoito horas, foi tempo de asssistir a uma Palestra do ciclo Darwin, Por que há tantas espécies na Terra?, pelo prof. Dr. Nuno Ferrand.
Algumas palavras dos alunos
Sobre o edif]icio e o ambiente
A arquitectura fora do normal, colossal e contemporânea, algo magnífico. Todo o ambiente que se vive é cultural. Ruben 
A primeira coisa que nos chamou a atenção foi um mural feito por Almada Negreiros. Andreia
(ver artigo Símbolos Geométricos e Algébricos na Arte, sobre o painel de Almada )Sobre Welteliteratur
Um dos pontos fortes de era a sua forma labiríntica que nos levava a procurar os autores e as suas obras. Bernardo, José, Rodrigo
Gostei muito, tinha uma enorme criatividade, de forma muitíssimo apelativa e que convidava a uma intimidade com as obras (...) João
(...) Fernando Pessoa e seus heterónimos, Mário Sá Carneiro, Teixeira de Pascoaes, tudo em forma de labirinto, muito bem conseguida. (...) Podemos perceber o elo que existe entre a literatura e a pintura e também com outros tipos de arte. Tiago
(...) como seria possível expor literatura, pois não é exactamente igual a expor um quadro. Gostei especialmente do formato, um labirinto. Penso que a ideia de separar os poetas por um labirinto é muito interessante, pois mesmo estando separados pelas paredes, eles acabam por formar um todo, a literatura. Cláudio
Texto de fecho da Exposição.
Ficam para depois os excertos sobre a Conferência.
"O Ilusionista" (ver) realizado por Neil Burger, é um filme dramático. Edward (personagem desempenhada por Edward Norton)conhece um mágico e nesse mesmo dia conhece Sophie, por quem mais tarde se apaixona. Edward e Sophie começam a encontrar-se às escondidas mas, devido às desigualdades sociais, os pais de Sophie acabam por separá-los. Desgostoso, Edward foge de casa e viaja por vários países.



«(...) De vez em quando relembro a minha infância: em breves flashes, como se momentos da minha vida ficassem garvados em pequenos slides, que me vêm à memória uns atrás dos outros em focos completamente distintos, de forma desorganizada. (...)
Das histórias de que me recordo, penso que era um puto rebelde e que vivia cada dia como uma aventura»
B. Rodrigues
12ºPTG
através da descritiva relação de Álvaro Velho, mas também de outros importantes roteiros, ou ainda de detalhadas cartas, redigidas pelos missionários aos seus superiores.
Como descreve Camões, que também viveu essa viagem, um dos grandes problemas era a comida e a bebida, pois durante a viagem os racionados géneros alimentares degradavam-se, ou escasseava a preciosa água potável. Para minorar estas privações, as naus aportavam em alguns lugares para fazer a aguada. Como se não bastasse, apareciam as epidemias e o temível mal das gengivas, o escorbuto, a doença crua e feia.
Além dos actos de culto religioso quotidiano, para obviar à dureza da vida a bordo e à monotonia dos infindáveis dias, tinham lugar algumas distracções, como jogos, representações teatrais (comédias e autos religiosos), e até fingidas corridas de touros.
Foi esta heróica Viagem para a Índia, símbolo maior da nossa aventura marítima, que Camões celebrou n'Os Lusíadas como o ponto culminante de toda a História portuguesa. Com a descoberta do caminho marítimo para a Índia, esta gente ousada unia o Atlântico e o Índico, o Ocidente e o Oriente, a Europa e a Ásia. Ultrapassando medos e perigos vários, o Homem desmistificava o Mar Tenebroso. Os portugueses elevavam-se assim à categoria de heróis lendários, dando um passo de gigante na Expansão ultramarina e abrindo novos mundos ao Mundo."
Vasco da Gama ouvindo o piloto oriental
Berlim, 2007